Palácio Palmela

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Palácio Palmela
Procuradoria-Geral da República
Estilo dominante Barroco
Arquiteto Manuel Caetano de Sousa
Construção Século XVIII
Início da construção 1792
Fim da construção 1794
Restauro Século XIX (Luigi Chiari)
Proprietário inicial Conde da Póvoa
Duque de Palmela
Função inicial Residência particular
Proprietário atual Estado Português
Função atual Judicial
Website www.ministeriopublico.pt
Património Nacional
Classificação Imóvel de Interesse Público
Data 21 de Junho de 2006
SIPA PT031106460240
Geografia
País  Portugal
Cidade Lisboa

O Palácio Palmela é um palácio localizado na freguesia de Santo António, em Lisboa. Está classificado como Imóvel de Interesse Público. Actualmente é a sede da Procuradoria-Geral da República.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O edifício remonta ao final do século XVIII. Manuel Caetano de Sousa foi quem projectou o edifício no ano de 1792, data do início das obras em terreno cedido pela Coroa, para aí instalar a sua residência. Passou depois, por herança, para seu filho, o também arquitecto Francisco António de Sousa. Após o degredo de Francisco António de Sousa, e do confisco dos seus bens, o Palácio passou ao Estado que o vendeu em hasta pública, sendo adquirido por Henrique Teixeira de Sampaio (1774-1833), barão de Teixeira e futuro 1º conde da Póvoa que nele residiu com a sua mulher Luísa Maria Rita Baltazar de Noronha (filha dos condes de Peniche). Por morte do 1º conde da Póvoa passa o Palácio para o seu filho e herdeiro, ainda menor ao tempo, João Maria de Noronha e Sampaio (1826-1837), 2º conde da Póvoa. Por morte deste herdou o Palácio a sua irmã, Maria Luísa, cujo casamento estava já tratado, por imposição real, com o filho herdeiro do duque de Palmela, D. Domingos de Sousa Holstein, 1º marquês do Faial, 2º conde de Calhariz e depois 2º duque de Palmela, passando o Palácio a integrar o património da Casa de Palmela, dando origem ao nome que se conserva desde então.[2]

Sofreu diversas obras de remodelação ao longa da sua história: depois de adquirido pelo 1º conde da Póvoa, em 1823; por altura do casamento da filha do dono do palácio (conde da Póvoa) com o filho do duque de Palmela, em 1837.[3]

Do aspecto exterior é de referir a fachada com janelas rectangulares, as varandas gradeadas a ferro forjado, de cada lado da porta principal a presença de duas esculturas representado a força e o trabalho e a presença das armas dos duques de Palmela a rematar a entrada.

Actualidade[editar | editar código-fonte]

Em 1977 o palácio é adquirido pelo Estado Português, mediante compra do Ministério da Justiça, que aí instalou, desde 1980, a sede da Procuradoria-Geral da República.

Em 1981 o edifício sofreu um incêndio que provocou a destruição da capela nele existente.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências