Albert Namatjira

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Albert Namatjira nasceu em Hermannsburg, no norte da Austrália, em 1902. Pertencia à etnia Arrernte. Viveu 57 anos. Ele e a sua mulher Ilkalita, da etnia Kukatja, foram os primeiros aborígenes a receber a cidadania australiana, numa época em que os seus concidadãos não usufruíam de direitos. O seu nome na tribo era Elea Namatjira. Os pais eram cristãos da Igreja Luterana. Quando o batizaram, deram-lhe o nome ocidental Albert. Na infância e adolescência, ele frequentou a escola da missão luterana em Hermannsburg. Viveu ali, separado dos pais, até aos 18 anos, numa secção só para rapazes. Entretanto, para cumprir a tradição do seu povo, aos 13 anos, passou seis meses no mato e fez os ritos aborígenes de iniciação: foi todo pintado com ocre vermelho, foi-lhe colocado na cintura um cinto feito de fios de cabelo humano, executou várias danças, participou em cerimónias sagradas secretas, foi mantido à parte no acampamento, saltou sobre a fogueira e foi atirado ao ar, «para torná-lo forte» durante a noite… O último rito foi a circuncisão.

Artista local com formas estrangeiras Albert Namatjira arranjou trabalho como condutor de camelos. Esta atividade permitiu-lhe viajar por toda a Austrália. E nas viagens registou os cenários para as suas pinturas. Desenhou paisagens, em que estampou lugares de sonho da sua terra. Todavia, pintou-as em estilo ocidental e não segundo a arte aborígene tradicional. Além das pinturas, ele também produzia e vendia peças de arte aborígene.

Mundo ao contrário, Dois artistas de Melburne visitaram-no para ver as pinturas dele. Gostaram. Ensinaram-lhe técnicas. Em 1938, Namatjira realiza a primeira exposição naquela cidade, e, a seguir, em Adelaide e Sydney. A fama espalhou-se, e o êxito trouxe dinheiro. Todavia, isso de nada lhe servia, porque ele era aborígene. Quis arrendar uma fazenda de gado, construir uma casa… mas a lei não permitia. Era anunciado como artista de topo, porém não tinha direitos na sua própria terra. A indignação pública pressionou o Governo australiano a conceder a ele e à sua mulher cidadania plena em 1957. Nos dez anos seguintes, o Governo concedeu direitos similares a todos os aborígenes.