Alexandre Fejes Neto

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Chefe Lecão
Dirigente Escoteiro em maio de 2015
Nome completo ALEXANDRE FEJES NETO
Pseudónimo(s) Alex e Chefe Lecão
Nascimento 19 maio 1956
São Paulo - SP
Morte 7 janeiro 2017 (60 anos)
São Paulo - SP
Nacionalidade Brasileira
Ocupação Jornalista e Radialista
Prêmios Prêmio Mario Covas Junior de Ação Voluntária 2017; Prêmio Sucesu de Jornalismo

Alexandre Fejes Neto (São Paulo, 19 de maio de 1956 - São Paulo, 7 de janeiro de 2017), conhecido como Chefe Lecão, era jornalista, radialista e escoteiro brasileiro e tinha por hábito difundir, gratuitamente, seus vários livros sobre escotismo, ecologia etc.

Vida[editar | editar código-fonte]

De família de imigrantes vindos da Hungria, Alexandre era o filho mais velho do Sr. Alexandre Fejes Filho e da Sra. Rosália Anna Balogh Fejes. Nasceu, cresceu e viveu a maior parte da sua vida na Vila Anastácio, localizada na capital de São Paulo. Era ecologista, fotógrafo amador, videomaker e escritor, tendo trabalhado como pesquisador independente, produtor de informática e de rádio. Foi pioneiro na transmissão de softwares, tradução simultânea, imagens, e do primeiro programa radiofônico para deficientes auditivos. Em 1980, ainda trabalhando como gerente administrativo, comprou um micro da linha Sinclair e logo começou a criar softwares simples, que melhorava constantemente. Em 1985, fez um curso de sonoplastia.

Realizações[editar | editar código-fonte]

Para resolver um problema técnico de converter ondas quadradas emitidas pelo computador para ondas senoidais emitidas pela voz, Alexandre desenvolveu um demodulador; logo, além dos programas que distribuía simultaneamente para os ouvintes, ou seja, transmitia voz por um canal e softwares por outro; logo estava transmitindo imagens pela rádio, e seu programa na Rádio USP recebeu Menção Honrosa no "Prêmio Sucesu de Jornalismo" - SP.

Era uma nova mídia que surgia, e Alexandre a batizou de Computador FM, chegando a fazer a primeira tradução simultânea: tudo que era falado em português, era legendado em ideogramas japoneses. A revista SUPER Interessante[1] disse:

Quem sintonizou a rádio USP FM de São Paulo[2] às 15 horas do dia 10 de julho (1988), no programa Clip Informática Especial, dedicado à colônia japonesa, talvez tenha imaginado que o aparelho estava com defeito, tamanho o chiado que se ouvia. Mas, por estranho que pareça, o ruído era de uma mensagem de computador, transformada em linguagem sonora. O responsável pela inovação foi o engenheiro Alexandre Fejes Neto, 32 anos, que desde 1985 procura integrar computador e rádio, usando o sistema estéreo do FM, que dispõe de dois canais de transmissão. “No caso do programa aos japoneses, um canal emitiu normalmente o que o locutor dizia em português; o outro emitiu o mesmo texto, devidamente codificado em sinais sonoros e traduzido para o japonês. O ouvinte, ao acoplar o rádio a um computador, recebia a mensagem decodificada na tela.

Este trabalho de Alexandre foi divulgado em Portugal, como Rádio acessível a Pessoas Surdas[3], na Fundação para a Ciência e a Tecnologia, de Lisboa.

Na área da informática Alexandre também desenvolveu outros produtos[4] como rede de computadores sem fio, impressoras inteligentes, transmissão de dados via portadora de FM, resenhas diárias sobre informática enviadas a clientes via telex, softwares educacionais para deficientes auditivos etc.

O jornal Folha de S. Paulo noticiou em 10/11/2001 que Alexandre Fejes Neto, produtor e apresentador do Clip Informática, em parceria com Luiz Baggio Neto, do Programa Interação dirigido a deficientes em geral, ambos da Rádio USP FM[5], já haviam colocado no ar lá pela metade dos anos 80, programas para surdos, e que Fejes estava retomando o antigo projeto e naquele dia os portadores de surdez teriam acesso ao programa que, em parceria com a Escola de Informática Brás & Figueiredo, além de colocar o programa na internet, prestaria consultoria e suporte técnico, com a participação da DERDIC - Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação[6], da PUC-SP, que iria informar os assuntos relacionados aos problemas de audição.

Escotismo[editar | editar código-fonte]

O Chefe Lecão no Jota-Joti

O Chefe Lecão seguiu "carreira" como Escoteiro, desde lobinho nas décadas de 60/70 no Grupo Escoteiro Botocudos – 181/SP, até Mestre Pioneiro, a maior parte do tempo, junto ao Grupo Escoteiro Tabapuã[7] - 154, nas Perdizes, na Capital de São Paulo. Tinha os cursos de Dirigente, e de Escotista, nível preliminar, básico e avançado, entre tantos outros.

Em 2006 foi condecorado pela União dos Escoteiros do Brasil, com a medalha Gratidão Bronze.

Como Diretor Técnico[8] do Tabapuã, em 2010, criou a Estação de Radioamador que recebeu da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações, o indicativo de chamada PY2GET; incentivando a criação de um minicurso destinado ao aprendizado do radioamadorismo, voltado ao escotismo. Coordenou diversos Jamborées no Ar e na Internet (os Jota-Joti). E em 2016, como Diretor-Presidente, obteve para o Grupo o Certificado de Grupo Padrão.


No dia 25 de março de 2017, a Câmara Municipal de São Paulo confere ao Chefe Lecão (In Memorian) o Prêmio Escotista Mario Covas Júnior[9]de Ação Voluntária 2017. Veja vídeo da cerimônia em: http://www.getabapua.org/?p=714

Obras[editar | editar código-fonte]

O Chefe Lecão foi um profícuo escritor e dentre suas obras, toda distribuída livremente em formato pdf, as mais concorridas entre os escoteiros são: Milagres da Cozinha Mateira, Espiritualidade Escoteira, Biscoitos Escoteiros, Scouts Song Book, em dois volumes, e Bamboo – Cultivo e Pioneirias, todos editados pelos e com o aval dos Escoteiros do Brasil.

Alexandre também era um contador de causos e anedotas; era bem humorado e amava reunir-se com os amigos e colegas de escotismo para um bom bate-papo, inclusive com os Velhos Lobos, mas fazia questão de registrar tudo.

Como fotógrafo amador, ganhou vários concursos de fotografias.

Apesar de todo conhecimento científico e tecnológico, vivia e incentivava os jovens a viverem na natureza e para a natureza, e tanto quanto possível fazendo as atividades ao ar livre.

Livros editados[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Computador FM». Revista SuperInteressante. 31 de agosto de 1988 
  2. Jornal, USP (6 de outubro de 2015). «Nas ondas da educação e da cultura». Jornal da Universidade de São Paulo 
  3. «Rádio acessível a Pessoas Surdas» 
  4. Santos, Ariovaldo (6 de agosto de 1988). «Comunicação por computador» (PDF). Jornal do Brasil 
  5. «Rádio USP: nas ondas da educação e da cultura | USP - Universidade de São Paulo». www5.usp.br. Consultado em 27 de abril de 2017 
  6. Mendes, Carlos Pimentel. «Novo Milênio: Rádio para surdos busca patrocinadores». www.novomilenio.inf.br. Consultado em 27 de abril de 2017 
  7. «GRUPO ESCOTEIRO TABAPUÃ ≠154/SP – PY2GET – Estação de Radioamador». www.getabapua.org. Consultado em 27 de abril de 2017 
  8. «Sempre alerta! 23 de abril: Dia Mundial do Escoteiro». Sabesp. Revista da Sabesp. 23 de abril de 2012. Consultado em 27 de abril de 2017 
  9. «Prêmio de Ação Voluntária 2017». Câmara dos Deputados de São Paulo. 25 de abril de 2017