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Antônio Maria Correia de Sá e Benevides

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Antônio Maria Correia de Sá e Benevides
Bispo da Igreja Católica
Bispo de Mariana
Info/Prelado da Igreja Católica
Atividade eclesiástica
Diocese Diocese de Mariana
Nomeação 24 de abril de 1877
Predecessor Antônio Ferreira Viçoso, C.M.
Sucessor Silvério Gomes Pimenta
Mandato 1877 - 1896
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 17 de dezembro de 1864
Nomeação episcopal 30 de agosto de 1876
Ordenação episcopal 9 de setembro de 1877
Mosteiro de São Bento (Rio de Janeiro)
por Cesare Roncetti
Dados pessoais
Nascimento Campos dos Goytacazes
23 de fevereiro de 1836
Morte Mariana
15 de julho de 1896 (60 anos)
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Leonor Maria Saldanha da Gama
Pai: José Maria Correa de Sá
Funções exercidas -Bispo de Goiás (1876-1877)
dados em catholic-hierarchy.org
Bispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Antônio Maria Correia de Sá e Benevides[1] (Campos dos Goytacazes 23 de fevereiro de 1836Mariana 15 de julho de 1896) foi um prelado brasileiro, oitavo bispo da Diocese de Mariana e quarto bispo de Goiás.

Biografia

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Dom Antônio Maria Correia de Sá e Benevides nasceu em Campos dos Goytacazes, de uma das famílias mais nobres do Império. Seu pai era José Maria Correa de Sá, descendente do descendente dos Viscondes de Asseca e gentil homem da Casa Imperial e sua mãe, D. Leonor Maria Saldanha da Gama, filha dos condes da Ponte e dama honorária da Imperatriz D. Teresa Cristina.[2] Era irmão de José Maria Correia de Sá e Benevides. Depois de terminar seus estudos primários, Dom Benevides matriculou-se no Imperial Colégio Dom Pedro II, onde terminou seus estudos secundários, tornando-se bacharel em Letras, em 1853. Aos 17 anos cursou a Escola Central, onde se formou bacharel em ciências físicas e naturais. Foi também professor e Vice-reitor do Colégio Pedro II[2] Foi ordenado diácono em 11 de dezembro e padre em 17 de dezembro de 1864.

Foi nomeado bispo de Goiás em 30 de agosto de 1876 por indicação de Dom Pedro II, sendo confirmado em 18 de dezembro.

Em 24 de abril de 1877, por indicação da Princesa Imperial Regente, Dom Benevides foi nomeado bispo de Mariana, tendo sua nomeação confirmada pelo Papa em 25 de junho do mesmo ano. Fez sua entrada solene na cidade episcopal em 17 de novembro de 1877, quatro dias após tomar posse oficialmente por meio de seu procurador.[3]

Como pastor dedicado, percorreu diversas regiões do bispado em visitas pastorais, empenhando-se em dar continuidade à obra de Dom Frei Manoel da Cruz e Dom Viçoso. Promoveu com fervor a devoção ao Sagrado Coração de Jesus em toda a província e instituiu o Mês do Rosário na diocese. Por motivos de saúde, não conseguiu concluir a visita geral iniciada em 1878, tendo, contudo, visitado dois terços do território diocesano.[3]

De intelectualidade refinada e grande talento musical, foi em 1863, sócio fundador e posteriormente presidente do Instituto dos Bacharéis em Letras do Rio de Janeiro. Atuou com destaque como professor do Colégio Pedro II, onde lecionou por vários anos com reconhecido brilhantismo. Em Mariana, promoveu o retorno do Seminário Maior, que havia funcionado por três décadas no Caraça, e fundou o Externato Episcopal de Mariana, destinado a acolher o grande número de estudantes que buscavam formação religiosa e humanística de excelência.[3]

Interveio junto à comissão construtora de Belo Horizonte para assegurar o respeito aos bens e interesses da Igreja durante a criação da nova capital, que exigiu a demolição da antiga Matriz de Curral Del Rei. Em reconhecimento, obteve do então presidente do Estado, Afonso Pena, promessa de incluir diversas igrejas no plano urbanístico da futura capital.[3]

Fiel às causas humanitárias de seu tempo, Dom Benevides destacou-se também como defensor da abolição da escravidão, utilizando suas palavras e ações para apoiar o movimento abolicionista. A concretização da liberdade dos escravizados, em 1888, foi motivo de profunda alegria para o bispo e marcou de forma luminosa o seu episcopado.[3]

Consta que ordenou 202 sacerdotes.[4] De pouca saúde, sofreu no leito longo tempo, vindo a falecer em Mariana, aos 15 de julho de 1896, no Palácio Episcopal, já durante a República. Seus restos mortais se encontram sepultados na Cripta da Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, em Mariana.

Referências

  1. Seu nome era originalmente grafado como Antônio Maria Corrêa de Sá e Benevides.
  2. a b [1].
  3. a b c d e Parábola, Agência. «Dom Antônio Maria Corrêa de Sá e Benevides». Projeto Memória Arquidiocese de Mariana. Consultado em 28 de outubro de 2025 
  4. Guia Geral da Arquidiocese de Mariana.

Ligações externas

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Precedido por
Joaquim Gonçalves de Azevedo

Bispo de Goiás

18761877
Sucedido por
Cláudio José Gonçalves Ponce de Leão, C.M.
Precedido por
Antônio Ferreira Viçoso, C.M.

Bispo de Mariana

18771896
Sucedido por
Silvério Gomes Pimenta