Armação

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As armações são uma modalidade das artes de pesca nas quais as redes são fixas ao fundo, geralmente com vista a capturar espécies migratórias nas suas rotas.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

As armações mais conhecidas são as almadravas, utilizadas no Algarve desde o tempo anterior à nacionalidade. Contudo existiam outras armações, nomeadamente em Sesimbra, onde eram conhecidas por armações com copo à valenciana, e em Valência, curiosamente, eram chamadas almadrabas de bucho à portuguesa.

Há várias fontes que referem a existência de armações na costa portuguesa, como por exemplo no século XVI, o livro “Grandeza e Abastança de Lisboa em 1552”: “… vem nos meses de Abril, Maio e Junho muito pescado das armações dos atuns de Sesimbra e Algarve”, ou Baldaque da Silva no século XIX.

Registadas até ao século XVIII outras armações com os nomes de Água Branca, Baleeira, Cavalo, Mina, Risco e Varanda, que não seriam ainda fixas e eram conhecidas como “armações redondas”.

No século XIX, acompanhando a imigração portuguesa para África, as armações foram introduzidas em Angola e Moçambique.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Armação baleeira

No Brasil, o termo "armação" refere-se sobretudo à armação baleeira, que surgiu no século XVII para tirar proveito da migração das baleias no seu regresso do Polo Sul.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Estado actual das pescas em Portugal, António Baldaque da Silva, 1892
  • As Armações de Sesimbra, de António Manuel Costa Lopes e Ana Maria Faria Silva Cristo (edição da Junta de Freguesia do Castelo, Sesimbra, 1997)