As Mulheres do Meu Pai

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As Mulheres do Meu Pai
Autor (es) José Eduardo Agualusa
Idioma língua portuguesa
País Portugal Portugal
Género Ficção
Editora Dom Quixote
Lançamento 2007
Páginas 382
Edição portuguesa
Editora Dom Quixote
ISBN 978-972-20-3377-0
Edição brasileira
Editora Editora Língua Geral
Cronologia
Último
Último
O filho do vento
Na rota das especiarias
Próximo
Próximo

As Mulheres do Meu Pai é um romance do escritor angolano José Eduardo Agualusa publicado em 2007 pela Editora Língua Geral (Rio de Janeiro, Brasil) e Publicações Dom Quixote (Lisboa, Portugal). O livro foi traduzido por Daniel Hahn em 2008: My Father's Wives, publicado pela Arcadia Books (Londres, Inglaterra).

Faustino Manso, famoso compositor angolano, deixou, ao morrer, sete viúvas e 18 filhos. A mais nova destes, Laurentina, directora de cinema e documentarista, tenta reconstruir a atribulada vida do falecido músico. Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção correm lado a lado, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que Agualusa atravessa, porém, a realidade é quase sempre mais inverosímil do que a ficção. Os quatro personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe; cruzam as vastas areias da Namíbia e as suas povoações fantasmas, alcançando, finalmente, a festiva Cidade do Cabo, na África do Sul. Continuam, depois, rumo a Maputo, e de Maputo a Quelimane, junto ao rio dos Bons Sinais; dali até à pequena ilha mágica, onde morreu o poeta Tomás António Gonzaga. Percorrem, nesta deriva, paisagens que fazem fronteira com o sonho e das quais emergem, aqui e ali, os mais estranhos personagens. As Mulheres do Meu Pai é um romance sobre mulheres, música e magia. Anuncia-se, nestas páginas, o renascimento de África, continente afectado por problemas terríveis, mas abençoado pelo talento da música, o sempre renovado vigor das mulheres e o secreto poder de deuses muito antigos.[1]

Recepção crítica[editar | editar código-fonte]

No jornal brasileiro Folha de S.Paulo, Noemi Jaffe nota: "Personagens complexas e idiossincráticas errando (nos dois sentidos da palavra) e vivendo em lugares igualmente misteriosos."[2]

Na revista brasileira IstoÉ, Marcelo Lyra elogia: "Com As Mulheres do Meu Pai...o angolano José Eduardo Agualusa firma-se definitivamente como um dos maiores escritores de língua portuguesa." Ele continua: "Agualusa conduz o leitor por diversos países da África...Mas não é a África clichê das selvas e, sim, o continente urbano, descobrindo poesia e música em meio ao caos das ruas. Embora não se furte a retratar a pobreza, o autor é francamente otimista. Sua África encontra na musicalidade uma alegria de viver contagiante para o leitor, que devora as páginas com muito prazer."[3]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Sítio oficial de José Eduardo Agualusa
  2. Jaffe, Noemi. "Autor angolano traça um panorama complexo de África nômade e onírica." Folha de S. Paulo 2 Junho 2007.
  3. Lyra, Marcelo. "O angolano José Eduardo Agualusa descobre poesia e música na África." IstoÉ 16 Maio 2007.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]