Quelimane

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Quelimane
Cidade e Município de Moçambique Moçambique
Quilimane.jpg
Dados gerais
Gentílico quelimanense
Província Zambézia
Distrito Quelimane (distrito)
Posto(s) administrativos(s) Quelimane
Município(s) Quelimane
Características geográficas
Área 117 km quadrados km²
População 193.343 hab. (1997)

Quelimane está localizado em: Moçambique
Quelimane
Localização de Quelimane em Moçambique
17° 52' 35" S 36° 53' 14" E{{{latG}}}° {{{latM}}}' {{{latS}}}" {{{latP}}} {{{lonG}}}° {{{lonM}}}' {{{lonS}}}
Dados adicionais
Código postal 2403
Projecto África  • Portal de Moçambique

Quelimane é a capital e a maior cidade da província da Zambézia, em Moçambique. Está localizada no rio dos Bons Sinais, a cerca de 20 km do Oceano Índico; por essa razão, a cidade conta com um porto, que é uma das suas principais actividades económicas, centro de uma importante indústria pesqueira.

Era um importante centro comercial suaíle quando os portugueses ali chegaram em 1498, mais especificamente Vasco da Gama na sua primeira viagem à Índia, mas a presença portuguesa permanente só foi registada a partir de 1544.[1] Foi elevada a vila e sede de concelho em 1763 e a cidade a 21 de Agosto de 1942.[2]

A cidade de Quelimane é administrativamente um município com um governo local eleito e também um distrito, que administra as competências do governo central.[3] Numa área de 117 km², a cidade tinha 150 116 habitantes em 1997. A população tinha ascendido a 185.000 habitantes em 2003, e o censo de 2007 registou 193.343 habitantes.[4]

Política e governo[editar | editar código-fonte]

Geminações[editar | editar código-fonte]

Quelimane encontra-se irmanada com Setúbal, desde 2005, e com a comuna de Le Port, no departamento francês de Reunião, desde 2003.[5]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Qulimane está interligada ao território moçambicano por uma extensa rede de transportes, sendo que suas mais requisitadas vias de acesso são as rodoviárias, por intermédio da rodovia N10, de ligação com Nicoadala, ao noroeste; da rodovia N320, de ligação com Chinde, ao sul, e a praia de Zalala, ao norte, e; da rodovia R1119, de ligação com Mendozo e Magromane, no litoral.[6]

Anteriormente a sede municipal era ligada a Mocuba pelo Caminho de Ferro Transzambeziano, que utilizava o importante porto de Quilimane para escoamento de produtos agrícolas e semi-beneficiados.[7][8] O trafego no caminho de ferro está suspenso por falta de manutenção.

A cidade ainda conta com um aeródromo de voos domésticos, o aeroporto de Quelimane.[9]

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade de Quelimane sedia a Universidade Licungo (UniLicungo), uma das instituições de ensino superior públicas do país.[10] Também na cidade existe um campus da tradicional Universidade Eduardo Mondlane, onde funciona a Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeiras, e; um campus do Instituto Superior de Ciências de Saúde.[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.fcsh.unl.pt/cham/eve/content.php?printconceito=823 Topónimo - QUELIMANE
  2. http://www.verdade.co.mz/eleicoes/35-themadefundo/23185-quelimane-uma-cidade-parada-no-tempo Quelimane: Uma cidade parada no tempo
  3. Lei nº 26/2013, publicada no Boletim da República nº 101, I Série, de 18 de Dezembro de 2013, pág. 1059-1061 (3)
  4. «Cidade de Quelimane.pdf — Instituto Nacional de Estatistica» (PDF). www.ine.gov.mz. Consultado em 6 de novembro de 2016 
  5. Le Port est jumelé à quatre villes portuaires Arquivado em 2014-07-26 no Wayback Machine. (em francês)
  6. Mapa Rodoviário de Moçambique. Maputo: Administração Nacional de Estradas, Março de 2012
  7. Vale, Álvaro Henriques do. Do Mapa Cor de Rosa à Europa do Estado Novo. Lisboa: Chiado Books, 2015.
  8. Fontoura, Alváro. O caminho de ferro transzambeziano. In: Lusocolonial. - nº 3 (1928), p. 36-37
  9. Aeroporto de Quelimane. Aeroportos de Moçambique E.P.. 2017.
  10. Historial da UniLicungo. UniLicungo. 2019.
  11. Apresentação: Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeiras. Universidade Eduardo Mondlane. 2019.