Ancuabe (distrito)

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Ancuabe
—  Distrito  —
Localização do distrito em Moçambique
Localização do distrito em Moçambique
País  Moçambique
Província Cabo Delgado
Capital Ancuabe
Área
 - Total 4 836 km²
População (2007)
 - Total 107 238
    • Densidade 22,2 hab./km²
Fuso horário EAT (UTC+3)

Ancuabe é um distrito da província de Cabo Delgado, em Moçambique, com sede na vila de Ancuabe. Tem limite, a norte com o distrito de Meluco, a oeste com o distrito de Montepuez, a sul com o distrito de Chiúre e a este com os distritos de Pemba Metuge e Quissanga.

Demografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Censo de 2007, o distrito tem 107 238 habitantes numa área de 4836 km², o que resulta numa densidade populacional de 22,2 habitantes por km². A população registada no último censo representa um aumento de 22,9% em relação aos 87 243 habitantes contabilizados no Censo de 1997.[1]

O distrito é habitado maioritariamente pelo grupo étnico Macua.

História[editar | editar código-fonte]

No período colonial, Ancuabe era um posto administrativo do concelho de Porto Amélia (actual Pemba).

Divisão Administrativa[editar | editar código-fonte]

O distrito está dividido em três postos administrativos (Ancuabe, Metoro e Meza), compostos pelas seguintes localidades:

Economia[editar | editar código-fonte]

O distrito encontra-se bem servido em termos de acessibilidade, já que é cortado por duas estradas importantes, Pemba-Montepuez e a estrada Norte-Sul que liga Nampula a Mocímboa da Praia. A vila de Ancuabe situa-se a apenas 67 km de Pemba.

A actividade económica dominante no distrito é agricultura, envolvendo praticamente toda a população. A maior parte da produção agrícola é para auto-sustento e as principais culturas são: mandioca, milho, feijão, mapira, amendoim e arroz. A dieta alimentar é reforçada pela criação de animais domésticos e caça da fauna bravia (gazela e javali); e pela colheita de frutos.

A agricultura comercial de algodão, castanha de caju e milho eram importantes nos períodos coloniais e pós-colonial e só agora voltam (principalmente o algodão) a assumir alguma relevância.

São explorados também recursos silvícolas, sobretudos como fonte de energia para a maioria da população, embora exista um grande potencial florestal.

Existem ainda importantes reservas de grafite que foram exploradas comercialmente de 1994 a 2000. De acordo com estudos de viabilidade efectuados por companhias mineiras internacionais, as reservas elevam-se a cerca de 1 milhão de toneladas de minério, com um conteúdo de 10% de grafite. A capacidade de extracção instalada (a céu aberto) tem uma capacidade potencial de produção de 10.000 toneladas de grafite ao ano. A extracção e processamento encontram-se paralisados por uma série de razões, particularmente dificuldades financeiras do concessionário, o baixo preço do mineral no mercado internacional e a deficiente e cara alimentação eléctrica, pois o distrito ainda não está ligado à rede electrica nacional.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]