Niassa (província)

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Niassa
Província de Moçambique Moçambique
Flag of Mozambique.svg
Dados gerais
Capital Lichinga
Município(s) Cuamba, Lichinga, Mandimba, Marrupa e Metangula.
Características geográficas
Área 122 827 km²
População 1 170 783 hab. (2007)
Densidade 9,53 hab./km²
Moçambique Niassa prov.png
Província de Niassa
Dados adicionais
Código postal 33xx
Prefixo telefónico +258 271
Sítio Portal do Governo da Província do Niassa
Projecto África  • Portal de Moçambique

A província do Niassa é uma subdivisão de Moçambique, situada no extremo noroeste do país. Tem capital na cidade de Lichinga. É a maior província de Moçambique em termos de área — 122 827  km² — e, de acordo com o censo de 2007, a que tem menos população — 1 170 783 habitantes.

A província está dividida em 16 distritos e possui, desde 2013, 5 municípios: Cuamba, Lichinga, Mandimba, Marrupa e Metangula.

Em língua cinianja, "niassa" significa "lago".[1]

Localização[editar | editar código-fonte]

A província do Niassa está localizada na região norte de Moçambique, e tem fronteira, a norte com a Tanzânia, a sul com as províncias de Nampula e Zambézia, com a província de Cabo Delgado a este e a oeste com o Malawi, com o qual também divide o Lago Niassa, um dos Grandes Lagos Africanos.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Os grupos étnicos mais representados nesta província são macua, ajaua e nianja, sendo que as respectivas línguas maternas são faladas por 43,6%, 37,2% e 10.0% da população.[2]

População[editar | editar código-fonte]

Em 2007, o Censo indicou uma população de 1 170 783 residentes. Com uma área de 122 827  km², a densidade populacional era de 9,53 habitantes por km², a menor entre as províncias do país.[3][4] Um inquérito realizado um mês depois do censo concluiu que 3,9% da população não tinha sido contada e o seu total foi reajustado para 1 213 398 habitantes.[5]

A população de 2007 representa um aumento de 35,4% em relação aos 756 287 habitantes registados no Censo de 1997,[6] uma percentagem só ultrapassada pela província de Tete.

População da província do Niassa[3][6]
1980 1997 2007
507 816 756 287 1 170 783

Lichinga, a capital da província, possuía uma população de 142 253, segundo o Censo de 2007.

História[editar | editar código-fonte]

O território da actual província foi administrado entre 1890 e 1929 (e juntamente com o território da actual província de Cabo Delgado) pela Companhia do Niassa[7]. A província foi formada a partir do distrito do Niassa[8] do período colonial

No período colonial foi construído um ramal de caminho de ferro até Vila Cabral, como se chamava nessa altura a capital do então distrito do Niassa e, já nos últimos anos, como forma de apoio à guerra colonial, uma estrada alcatroada com cerca de 40 km. O colonato que se tinha instalado na então Nova Madeira era formado por agricultores pobres, que pouco contribuíram para o desenvolvimento da região.[carece de fontes?]

Depois da Independência Nacional, em 1975, foi feito algum esforço para "recolonizar" a província, especialmente com a denominada Operação Produção que levou milhares de pessoas para os campos da província, mas sem o sucesso desejado.[9] Na década de 1990, foi inclusivamente firmado um acordo entre os governos de Moçambique e da África do Sul que previa o financiamento para a instalação de farmeiros boers no Niassa, permitindo assim a reforma agrária naquele país. No entanto, a guerra dos 16 anos que muito afectou a província, impediu um real desenvolvimento.[10]

A seguir ao Acordo Geral de Paz, em 1992, houve algumas iniciativas importantes, nomeadamente a concessão da Reserva do Niassa a uma empresa privada, a instalação duma Faculdade de Agronomia da Universidade Católica de Moçambique em Cuamba, a maior cidade da província. Neste momento, a rede viária, apesar de rudimentar, já permite a ligação efectiva entre os vários distritos.

Governadores[editar | editar código-fonte]

A província é dirigida por um governador provincial nomeado pelo Presidente da República.

  • (1976-1983) Aurélio Benete Manave
  • (1983-1984) Sérgio Vieira
  • (1984-1987) Mariano Matsinha
  • (1987-1995) Júlio Almoço Nchola[11]
  • (1995-2000) Aires Ali[12]
  • (2000-2005) David Simango[13]
  • (2005-2010) Arnaldo Bimbe[14]
  • (2010-2014) David Ngoane Malizane[15]
  • (2015-) Arlindo da Costa Chilundo[16]

Economia[editar | editar código-fonte]

A província tem uma abundância de recursos minerais ainda não devidamente explorados, especialmente ouro, carvão, mármores, granitos vermelhos e pedras semipreciosas.[17]

Na vertente da natureza, destaca-se a costa mais alcantilada do Lago Niassa onde, neste momento, se está a tentar desenvolver o turismo.[carece de fontes?]

Principais produtos[editar | editar código-fonte]

Subdivisões da província[editar | editar código-fonte]

Distritos[editar | editar código-fonte]

A província do Niassa está dividida em 16, os 15 distritos já existentes quando foi realizado o censo de 2007,[18] mais o distrito de Lichinga, estabelecido em 2013 para administrar as competências do governo central, e que coincide territorialmente com o município do mesmo nome, e o distrito de Chimbonila, que é o novo nome do antigo distrito de Lichinga:[19]

Municípios[editar | editar código-fonte]

Esta província possui, desde 2013, 5 municípios:[20][21]

De notar que a vila de Marrupa se tornou município em 2008, e a de Mandimba em 2013.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Lago Niassa». Consultado em 19 de Setembro de 2014. 
  2. Instituo Nacional de Estatística, Recenseamento Geral da População e Habituação 2007, Indicadores Socio-Demográficos, Província de Niassa, página 31
  3. a b Quadro da provincia. Instituto Nacional de Estatística. Ano 2007. Acesso 2011 setembro 29
  4. Estatísticas do Distrito de Lago. Instituto Nacional de Estatística. Ano 2008. Acesso 2011 outubro 11
  5. Instituo Nacional de Estatística, Recenseamento Geral da População e Habituação 2007, Indicadores Socio-Demográficos, Província de Niassa, página 6
  6. a b Instituto Nacional de Estatística (Niassa até 1997) Acesso 2011 setembro 27
  7. Medeiros, Eduardo da Conceição (1997), Maputo — História de Cabo Delgado e do Niassa C. 1836-1929). Central Impressora, Maputo, p. 139
  8. Decreto-lei nº 6/75 de 18 de Janeiro.
  9. «Operação Produção forçou milhares de pessoas às “machambas” em Moçambique». 7 de Setembro de 2013. Consultado em 2 de Janeiro 2016. 
  10. «Os "Boers" virão em Janeiro; a União Europeia paga, Noticias de Mocambique 70». 17 de Dezembro de 1995. Consultado em 2 de Janeiro 2016. 
  11. [1] Acesso 2012 novembro 28
  12. "Guebuza aposta em Aires Ali para primeiro-ministro " in O País online. 18 de Janeiro de 2010 Acesso Acesso 2012 novembro 28
  13. [2] Acesso 2012 novembro 28
  14. "Guebuza concluiu nomeação do seu governo" in Noticias Lusófonas. 11 de Fevereiro de 2005. Acesso 2011 outubro 16
  15. "Eis a composição ministerial do novo governo" in O País online. 18 de Janeiro de 2010 Acesso 2011 outubro 16
  16. «Novos Governadores provinciais nomeados por Filipe Nyusi». 19 de Janeiro de 2015. Consultado em 2 de Janeiro 2016. 
  17. Rural Consult, Lda., Plano Estratégico Provincial Niassa 2017, Janeiro 2008, página 5
  18. Instituto Nacional de Estatística Acesso 2011 outubro 5
  19. Lei nº 26/2013, publicada no Boletim da República nº 101, I Série, de 18 de Dezembro de 2013, pág. 1059-1061 (3)
  20. "Resolução n.º 7/87, de 25 de Abril publicado no Boletim da República (BR), I Série, Nº 16 de 1987" in Estudo "Desenvolvimento Municipal em Moçambique: As Lições da Primeira Década". pp. 24 e 25. Banco Mundial. Maio 2009. Acesso 2011 outubro 5
  21. «Parlamento Aprova Criação de 10 Novos Municípios». SapoNotícias. Consultado em 1 de Janeiro de 2015. 

Código Postal nos Correios de Moçambique Acesso 2011 outubro 4

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