Augusto Corrêa

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Augusto Corrêa
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Augusto Corrêa
Bandeira
Brasão de armas de Augusto Corrêa
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Urumajó"
Gentílico augusto-correense
Localização
Localização de Augusto Corrêa no Pará
Localização de Augusto Corrêa no Pará
Mapa de Augusto Corrêa
Coordenadas 1° 01' 19" S 46° 38' 42" O
País Brasil
Unidade federativa Pará
Municípios limítrofes Viseu e Bragança
Distância até a capital 212 km
História
Fundação 1961 (60 anos)
Aniversário 28 de março
Administração
Prefeito(a) Estrela Nogueira (MDB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 1 091,043 km²
População total (IBGE/2016[2]) 44 227 hab.
Densidade 40,5 hab./km²
Clima Tropical
Altitude 20 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,52 baixo
PIB (IBGE/2014[4]) R$ 252 295,37 mil
PIB per capita (IBGE/2014[4]) R$ 5 846,40

Augusto Corrêa[nota 1] é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º01'18" sul e a uma longitude 46º38'06" oeste, estando a uma altitude de 20 metros. Sua população estimada em 2010 era de 40 435 habitantes. Possui uma área de 889,2,79 km²pp

Composição Étnica[editar | editar código-fonte]

Sua composição étnica recebera forte presença indígena, quilombola e, mais tardiamente, de retirantes nordestinos, especialmente de maranhenses e cearenses, o que conferiu à etnicidade local um tipo humano característico, "andejo, esguio de tez 'amorenada' ", como vai referir Erick Ferreira em seu ensaio O Urumajoense. O mesmo autor ainda referindo-se a forte presença nordestina nos costumes locais, assim descreve de forma jocosa e poética o Urumajoense Way of Life, "Tal qual seus principais ascendentes étnicos, o urumajoense conserva com certa fidelidade aquilo que chamou Gilberto Freyre de 'cultura das redes', onde mais que o desfrutar dos prazeres do sedentarismo -- tão caro a si -- ele revive seu passado nômade, cujos resquícios hematológicos ainda correm em suas veias".[5]

Origens[editar | editar código-fonte]

As origens do município remontam a data de 1895, sob a denominação de Urumajó que era um povoado que pertencia ao município de Bragança conforme a Lei nº 394, de 6 de julho daquele ano. Em 1898, de acordo com a Lei nº 567 foi denominado de Vila de Urumajó. Entretanto, segundo Theodoro Braga, a primeira referência de ocupação data de 1875, quando seus moradores construíram uma capela sob invocação de São Miguel. A primeira tentativa de constituição do município de Urumajó foi realizada em 1955, através da lei nº 1.127, de 11 de março, a qual foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, em 4 de outubro do mesmo ano. Na década de 60 foi elevado à categoria de município com a denominação de Augusto Corrêa, pela Lei Estadual nº 2460, de 29-12-1961 e desmembrado de Bragança em 28 de março de 1962 pelo Decreto-lei nº 164, de 23-01-1970. Portanto a sede do município que tinha a denominação de Urumajó passou a denominar-se Augusto Corrêa. O topônimo de Augusto Corrêa foi outorgado ao Município em 1961, em homenagem ao político paraense natural do município de Bragança e líder antibaratista, eleito pelo povo bragantino para duas legislaturas estaduais consecutivas (1947 e 1955), sendo reeleito para o legislativo seguinte, o qual não conseguiu completar devido a seu falecimento. Presidiu várias vezes a Assembleia Legislativa do Estado. Atualmente o município é composto pelos distritos de Augusto Corrêa (Sede), Aturiaí, Emboraí e Itapixuna, Nova Olinda, Araí e entre outras localidades. (Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É um município de Pequeno Porte II e conforme dados do IBGE 2016 está localizado na mesorregião nordeste do Pará; possui uma população estimada de 44.227 (quarenta e quatro mil quatrocentos e duzentos e vinte e sete), subdividida em 55% da população na zona rural e 45% na zona urbana.

Área[editar | editar código-fonte]

A área urbana é dividida em 12 bairros, sendo 04 centrais (São Miguel, Nazaré, Santa Cruz e Espirito Santo) e 08 periféricos (São João, Pratiaçú, São Benedito, Liberdade, Cidade Nova, Jardim Bela Vista, Vale da Benção e Lírios do Vale). Vale ressaltar que o Bairro da Liberdade e Vale da Benção, são oriundos de áreas ocupadas ilegalmente que foram reconhecidas pela administração municipal, no final do ano de 2011. Esses bairros periféricos têm como características a falta de urbanização e saneamento básico, com casas de taipas que não oferecem condições de moradia, sobretudo nos bairros que cresceram desordenadamente. O baixo índice de escolaridade e a insuficiência de mão de obra qualificada têm aumentado o índice do desemprego, o que contribui para um elevado número de pessoas.

Praias[editar | editar código-fonte]

Prainha

Croa Comprida

Perimirim

Praia do Cupim

Praia do Camarauaçu

Ilha da Felipa

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Balneário Anoira

Praça 28 de Março

Praça São Miguel

Sítio Luís Cunha

Praça da Concha Acústica

Orla

Trapiche

Cruzeiro

Palácio das Piscinas

Reserva Ambiental (JUVENAL MARTINS)


Festas Culturais[editar | editar código-fonte]

Carnaval

Aniversário do Município

Uruluar

Feira da Cultura Popular - Arraial Urumajó

Cirio de Nazaré

Festa de São Miguel Arcanjo

Garoto e Garota Verão

Ataíde Doido

Boi do Fontel

Regata do Perimirim

Danças[editar | editar código-fonte]

Carimbó

Marujada de São Benedito

Quadrilha Rosa Junina - 2011

Notas

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Censo Populacional 2016» (PDF). Censo Populacional 2016. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 22 de setembro de 2013 
  4. a b «PIBMunicipal2010-2014». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  5. Ferreira, Erick (2008). O Urumajoense. Bragança: [s.n.] 
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