Autotransplante

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O autotransplante (em grego, auto = próprio) é o transplante de órgãos, tecidos ou até mesmo proteínas particulares de uma parte do corpo para outra no mesmo indivíduo.

O tecido transplantado por tal procedimento é chamado de autoenxerto ou autotransplante.

É contrastado com alotransplante (de outro indivíduo da mesma espécie), transplante singenético (tecidos transplantados entre dois indivíduos geneticamente idênticos da mesma espécie) e xenotransplante (de outras espécies).

Um exemplo comum é a remoção de um pedaço de osso (geralmente do quadril) e sua moagem em uma pasta para a reconstrução de outro osso.

Transfusão de sangue autóloga[editar | editar código-fonte]

Na termologia do banco de sangue, a transfusão de sangue autóloga refere-se a uma transfusão de sangue, geralmente para uma cirurgia programada, do individuo para si próprio.

Tais pacientes são comumente chamados de "autos" pelo profissionais do banco de sangue, este procedimento é uma forma mais ampla de se referir a autotransfusão (sendo a outra a recuperação intraoperatória de sangue).

Algumas vantagens da transfusão de sangue autóloga são:

  • O tipo sanguíneo sempre coincidirá, mesmo se for um tipo sanguíneo raro, e não haverá problemas com o antígeno.
  • Se somente sangue autólogo for usado durante a cirurgia, o risco de exposição a doenças infecciosas, como hepatite ou HIV, é inexistente.
  • O risco de reações alérgicas é reduzido.

As desvantagens são:

  • Maior custo devido ao processamento individualizado, e manutenção de registros e gerenciamento.
  • Na maioria dos casos, o sangue é descartado se não for usado ao invés de ser depositado no banco de sangue.
  • Concluiu-se que a transfusão autóloga era a causa de um pior índice de sobrevivência em pacientes que passaram pela cirurgia de remoção do câncer colorretal.[1]

O sangue autólogo não é rotineiramente testado para marcadores de doenças infecciosas, contra o HIV. Nos Estados Unidos, o sangue autólogo é testado apenas se for coletado em um local e enviado para outro.

Há também o risco de que, em uma emergência ou se for necessário mais sangue do que a retirada antecipada, o paciente ainda possa estar exposto a sangue de doadores em vez do seu próprio sangue. A doação autóloga também não é adequada para pacientes que são medicamente incapazes ou aconselhados a não administrar sangue, como pacientes cardíacos ou crianças pequenas e bebês.

Autoenxerto ósseo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Enxerto ósseo
Ilustração representando o autoenxerto ósseo.

Na medicina ortopédica, o enxerto ósseo pode ser proveniente do próprio osso do paciente, com o objetivo de preencher o espaço e produzir uma resposta osteogênica em um defeito ósseo.[2] No entanto, devido à morbidade do local doador associado ao autoenxerto, outros métodos, como aloenxerto ósseo e proteínas morfogenéticas ósseas e materiais de enxerto sintético, são frequentemente usados como alternativas. Os autoenxertos há muito tempo são considerados o "padrão de ouro" em cirurgia oral e implantodontia, pois oferecem os melhores resultados de regeneração. Ultimamente, a introdução de substitutos de enxerto ósseo melhorados por morfogenia mostrou taxas de sucesso e qualidade de regeneração similares; no entanto, seu preço ainda é muito alto.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Harlaar, JJ; Gosselink, MP; Hop, WC; Lange, JF; Busch, OR; Jeekel, H (novembro de 2012). «Blood transfusions and prognosis in colorectal cancer: long-term results of a randomized controlled trial.». Annals of Surgery. 256 (5): 681–7. PMID 23095610. doi:10.1097/SLA.0b013e318271cedf 
  2. a b História do enxerto ósseo, em http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/revfol12_12art07.pdf acesso a 13-11-2012