Banda Municipal de Porto Alegre

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A primeira formação da Banda Municipal, em 1925. Acervo do Museu Joaquim Felizardo.
Apresentação da Banda Municipal na concha acústica do antigo Auditório Araújo Viana. Acervo do Museu Joaquim Felizardo.
Instrumentos antigos da Banda e a batuta de seu primeiro maestro, José Leonardi. Acervo do Museu Joaquim Felizardo.
A Banda Municipal em desfile defronte ao Palácio Piratini. Meados do século XX. À esquerda o Auditório Araújo Viana. Acervo do Museu Joaquim Felizardo.

A Banda Municipal de Porto Alegre é um conjunto instrumental oficial da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, vinculado à Secretaria de Cultura. Sua sede é no Auditório Araújo Viana.

Sua criação se deu em 1925, quando o Intendente Otávio Rocha incumbiu os professores José Acorsi e José Andrade Neves da tarefa de organizarem uma banda à imitação de exemplos europeus. Como seu primeiro regente foi indicado José Leonardi, natural da Itália, com formação no Conservatório de Palermo. Sua composição era internacional, com 60 integrantes, muitos oriundos da Itália e Argentina, admitidos através de concurso. Sua primeira apresentação aconteceu no Theatro São Pedro, por ocasião da visita à cidade do presidente eleito do Brasil, Washington Luís, em 13 de junho de 1926. Em seguida a Banda passaria a se apresentar também em praças públicas e no primeiro Auditório Araújo Viana, ainda localizado na Praça da Matriz, onde durante longos anos daria dois concertos semanais, sempre com grande afluência de público.

O programa da primeira apresentação da Banda no Theatro São Pedro. Acervo do Museu Joaquim Felizardo

Suas primeiras dificuldades surgiram com a morte de Otávio Rocha. Seu sucessor, Alberto Bins, considerou sua manutenção dispendiosa demais e o grupo quase foi extinto. Mas a reação negativa da população fez com que a Banda fosse mantida, ainda que com um corpo menor, ora de 42 instrumentistas. Quando faleceu o maestro Leonardi sua composição se reduziu ainda mais. Por fim, com a criação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre em 1950 seus músicos foram absorvidos pela nova organização, sendo seus cargos originais declarados excedentes e extintos em 1957, significando na prática o desaparecimento do conjunto que por tanto tempo granjeara a estima dos portoalegrenses.

O fim da Banda Municipal deixaria um vazio na vida musical da cidade que só seria preenchido com sua reativação em 1976, em caráter experimental. Com a boa acolhida da iniciativa, em 1979 sua direção foi entregue ao maestro Alcides Macedo, o "Macedinho", e o grupo voltou a se tornar um atrativo da cidade, apresentando-se em ocasiões oficiais e recreativas. Seu ressurgimento foi fortalecido em 1988 com sua filiação à Secretaria Municipal de Cultura, passando a contar com uma estrutura mais estável.

Dez anos depois o conjunto já estava organizado o bastante para iniciar um programa de expansão em suas atividades, lançando o Projeto Prá ver a Banda..., que incluía um alargamento de seu repertório e buscando uma aproximação maior com o público através de apresentações didáticas. Além disso a Banda passou a freqüentar espaços mais nobres como os teatros locais, associando-se a outros músicos em concertos variados. Assim, pôde também gravar seu primeiro disco, o qual teve tão grande sucesso que se encontra fora de catálogo.

A partir de então se estrutura cada vez mais e sua presença na vida musical de Porto Alegre se consolida. Admitiu novos membros por concurso em 1993, recebeu um espaço próprio para ensaios na nova encarnação do Auditório Araújo Viana, ao qual desde sua fundação sempre esteve tão ligada, e com o patrocínio privado seu guarda-roupa foi renovado. Em 1996 realizou 50 apresentações, para um público de cerca de 30 mil pessoas, em 30 bairros da cidade.

Um grande estímulo foi a renovação completa de seu instrumental no ano de 1998, com um investimento de R$ 130 mil, e a realização de um outro concurso para admissão de quadro no ano seguinte, contando hoje com 49 profissionais da música. Além de seu cronograma oficial, a Banda também realiza apresentações mediante pagamento de cachê e o preenchimento de requisitos técnicos básicos pelo solicitante.

Com o início das obras de reforma do Auditório Araújo Vianna, a BMPA perdeu seu espaço de ensaios, tendo desde então utilizado para este fim o Teatro de Câmara Túlio Piva (que posteriormente foi também fechado) e o Teatro Elis Regina, localizado na Usina do Gasômetro.

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