Batalha de Lepanto

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Batalha de Lepanto
Guerras Turco-Venezianas
Battle of Lepanto 1571.jpg
A Batalha de Lepanto.
Data 7 de outubro de 1571 (445 anos)
Local Golfo de Patras, Mar Jónico
Desfecho Vitória decisiva da Liga Santa Católica Italiana e o fim da expansão otomana pelo Mar Mediterrâneo.
Beligerantes
Banner of the Holy League 1571.png Liga Santa Católica Italiana: Império Otomano Império Otomano
Comandantes
Banner of the Holy League 1571.png Liga Santa

Marinha:
Centro:

Esquerda:

Direita:

Reserva:

Império Otomano Império Otomano

Marinha:
Centro:

Esquerda:

Direita:

Forças
212 navios
  • 206 galés
  • 6 galeaças

28 500 (soldados)
40 000 (marinheiros e remadores)

1 815 (bocas de fogo)
251 navios
  • 206 galés
  • 45 galeotas

31 490 (soldados)
50 000 (marinheiros e remadores)

741 (bocas de fogo)
Baixas
7 500 (mortos)
17 navios destruídos
30 000 (mortos, feridos ou capturados)
240 navios (perdidos)
137 navios(capturados)
50 navios(afundados)
12 000 cristãos(libertados)

A Batalha de Lepanto foi um conflito naval travado entre uma esquadra da Liga Santa e o Império Otomano.[1]

A Liga Santa, formada pela República de Veneza, Reino de Espanha, Cavaleiros de Malta e Estados Pontifícios sob o comando de João da Áustria, venceu o Império Otomano no dia 7 de outubro de 1571, ao largo de Lepanto, na Grécia.[2] Esta batalha representou o fim da expansão islâmica no Mediterrâneo[3].

História[editar | editar código-fonte]

Desde o início do século XIV, os otomanos vinham invadindo as áreas européias outrora invadidas por árabes e turcos seljúcidas. Tais invasões eram habilmente orquestradas através de ferramentas administrativas muito bem desenvolvidas, entre elas o sistema janízaro, e tinha por escopo a construção, e consequente expansão, de seu próprio império.[4]

Em 1570, o Papa Pio V entrou em contato com os governantes do Ocidente para alertá-los da iminente invasão otomana à ilha de Chipre, não obtendo êxito em tal empreitada tendo em vista que os mesmos enfrentavam problemas internos em seus países em decorrência da reforma Protestante.[5][6] Ainda assim, enviou João de Áustria à Itália, onde este recebeu voluntários dos Cavaleiros de Malta[7], que receberam ajuda financeira de Pio V tão logo este assumiu o papado em 1566,[8] das marinhas da República de Veneza, Espanha e dos Estados Papais, conseguindo montar uma esquadra de duzentas e oito galés e seis galeaças (navios a remos com quarenta e quatro canhões), surgindo assim a chamada Liga Santa.[9] Em 16 de setembro de 1571, os aliados saíram da província de Messina rumo a Corfu.[1]

Esta frota enfrentou duzentas e trinta galés turcas ao largo de Lepanto, na Grécia, a 7 de outubro de 1571.

O combate[editar | editar código-fonte]

Quando as duas forças se colidiram, navios bateram uns nos outros, homens armados trocavam de embarcações empunhando espadas, flechas voavam de um barco a outro, mosquetes, arcabuzes e canhões disparavam para todo lado.[8] Foi a maior batalha naval desde a Batalha de Áccio.[10]

Ao final da batalha, na tarde do dia 7 de outubro, o mar estava avermelhado de sangue por quilômetros,[11] doze mil escravos cristãos foram libertados e sete mil e quinhentos cristãos foram mortos, ao passo que 3.486 turcos foram feitos prisioneiros e trinta mil foram mortos.[8][12]

Um fato curioso na batalha foi a participação do escritor espanhol Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote, que fora ferido em seu ombro esquerdo, o que levou à perda dos movimentos da mão esquerda, e fora mantido prisioneiro pelos turcos por cinco anos.[13]

Representações artísticas[editar | editar código-fonte]

Há diversas manifestações artísticas sobre a batalha, algumas delas:

O escritor inglês G. K. Chesterton, escreveu o poema Lepanto;[14][15]

O espanhol Joannes Latinus (Juan Latino), escreveu as crônicas Austrias Carmen.[16]

Referências

  1. a b The Editors of Encyclopædia Britannica. «Battle of Lepanto.». In: Encyclopædia Britannica, inc. Encylopædia Britannica (em inglês) 
  2. «Batalha de Lepanto». Porto Editora. Infopédia. Consultado em 7 de outubro de 2012$  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. JANNUZZI, Giovanni (2005). Breve historia de Italia. 1 1 ed. Buenos Aires: Letemendía. 80 páginas. ISBN 987-21732-7-3 
  4. Moczar, Diane (2013). Dez datas que todo católico deveria conhecer. Rio de Janeiro: Castela. p. 137. ISBN 978-85-64734-02-9 
  5. Moczar, 2013, p. 150.
  6. Cronologia da batalha de Lepanto. Lepanto
  7. PINHO, António Brandão de (2017). A Cruz da Ordem de Malta nos Brasões Autárquicos Portugueses. Lisboa: Chiado Editora. 426 páginas. Consultado em 28 de agosto de 2017 
  8. a b c Pearce, Joseph (22 de junho de 2017). «St. Pius V and the Battle of Lepanto». The Imaginative Conservative (em inglês) 
  9. Moczar, 2013, p. 151
  10. Moczar, 2013, p. 153.
  11. Moczar, 2013, p. 154
  12. Pust, Klemen. (2012). Defending the Christian Faith with Our Blood’. The Battle of Lepanto (1571) and the Venetian Eastern Adriatic: Impact of a Global Conflicton the Mediterranean Periphery. Athens: ATINER'S Conference Paper Series. 14 páginas. ISSN 2241-2891. MDT2012-0036 
  13. Stewart, Jon B. (2009). Kierkegaard and the Renaissance and Modern Traditions: Literature, drama, and music. Padstow: Ashgate Publishing, Ltd. p. 13. ISBN 9780754668206 
  14. Check, Christopher (21 de fevereiro de 2017). «The Battle of Lepanto». Aquinas College (em inglês) 
  15. Chesterton, G.K. (2004). Lepanto. São Francisco: Ignatius Press. ISBN 9781586170301 
  16. Wright, Elizabeth R. (2009). «Narrating the Ineffable Lepanto: The Austrias carmen of Joannes Latinus (Juan Latino)». Hispanic Review. 74: 71-92. ISSN 1553-0639. doi:10.1353/hir.0.0042 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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