Batismo da Polónia
Batismo (AO 1945: Baptismo) da Polônia foi o batismo do primeiro governante do Estado polaco, Miecislau I[1] e grande parte da sua corte, em 966, que deu início ao processo de cristianização das terras polacas. O batismo foi um ato inicial da conversão para a religião cristã, e que foi concluída nos séculos XIV-XV[2]. Dubravca da Boémia, esposa de Miecislau I, uma cristã zelosa, desempenhou um papel significativo na promoção do Cristianismo na Polônia, e pode ter tido uma influência decisiva sobre a conversão de Miecislau I.
A Polônia foi unificada no século X. O nome Polônia (Polska) tem origem na tribo dos Polanos, que significa "pessoas que cultivam a terra", derivado da palavra "pole" que significa "campo". A tribo dos Polanos habitava a região "Grande Polónia". A província localiza-se às margens do Rio Varta. A cidade mais importante na região era Gniezno. Antes da adoção do Cristianismo, a Polônia era um país pagão.



Miecislau I (filho de Ziemomislo da Polónia (922 - 963)) foi o primeiro duque da Polônia, tendo unificado os territórios polacos. Casou–se com a princesa checa Dubravca da Boêmia e em 966 aceitou o batismo. A adoção do Cristianismo como religião teve como consequência a latinização da cultura polaca. Em 968 foi fundado o primeiro bispado na cidade Poznań com o bispo Jordano (provavelmente italiano)[3].
A missão batista que começou nas duas principais cidades de Gniezno e Poznań com o batismo de Miecislau I e da sua corte, espalhou-se por todo o país. Durante os séculos X e XI, vários órgãos eclesiásticos foram estabelecidos na Polônia. Isto incluiu a construção de igrejas e a nomeação de clérigos. Ao adotar o Cristianismo como religião nacional da Polônia, Miecislau I procurou alcançar vários objetivos pessoais e políticos[4].
Miecislau I viu o batismo da Polônia como uma forma de reforçar a sua permanência no poder, bem como de usá-lo como uma força unificadora para o povo polaco. Substituiu vários cultos menores por uma religião única, central, claramente associada à corte real. O batismo melhorou a posição e respeito para com o estado polaco no palco internacional[5]. A Igreja Católica Romana também ajudou a fortalecer a autoridade do monarca e trouxe à Polônia muita experiência no que diz respeito à administração do Estado. Assim, a Igreja apoiava o Estado e, em troca, os bispos recebiam títulos importantes do governo (na época mais tardia eram membros do Senado da Polônia).
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ Gerard Labuda, Mieszko I, Wrocław-Warszawa-Kraków 2005.
- ↑ Tomasz Wiślicz, Zarobić na duszne zbawienie, Warszawa 2001, p. 19.
- ↑ Jerzy Kłoczowski. A History of Polish Christianity. Cambridge University Press.
- ↑ Jerzy Wyrozumski, Historia Polski do roku 1505, PWN, Warszawa 1986.
- ↑ Norman Davies. God's Playground: The origins to 1795. Columbia University Press.
