Belarmino

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Belarmino
Portugal Portugal
1964 •  pb •  72 min 
Realização Fernando Lopes
Produção António da Cunha Telles
Argumento Fernando Lopes
Género documentário
Distribuição Doperfilme
Lançamento 18 de Novembro de 1964
Idioma português

Belarmino (1964) é um documentário português de longa-metragem realizado por Fernando Lopes, sobre o pugilista Belarmino Fragoso.

É um dos primeiros filmes da geração do Novo Cinema português, inspirado pela Nouvelle Vague francesa mas sempre fiel ao neo-realismo, cujo pioneiro no cinema português foi Manuel Guimarães, na década anterior.

No caso de Belarmino, há marcas evidentes de Rocco e seus Irmãos (1960), de Visconti, no tema, no enquadramento social do problema, e de Chronique d'un été (1961) de Jean Rouch, na sua abordagem pelo documentário, pelo cinema directo com recurso à entrevista. Essa entrevista foi conduzida pelo jornalista e escritor Baptista-Bastos. É uma docuficção.

O filme estreou no cinema Aviz, em Lisboa, a 19 de Novembro de 1964

Ficha sumária[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Belarmino é um antigo campeão de boxe, de humildes origens, que teve momentos de glória mas que o capital explorou. Nutre-se agora de memórias, sofre de nostalgia. Vive como um marginal, deambulando pela cidade de Lisboa. Para ganhar a vida é engraxador e pinta fotografias.

Enquadramento histórico[editar | editar código-fonte]

O início da década de sessenta é marcado pela agitação social (greves universitárias), por importantes movimentações da esquerda, clandestina, por um certo bulício cultural e editorial que a PIDE perseguia. Germinando nos meios universitários, fanáticos de certos filmes que viam nos seus cine-clubes, inúmeros intelectuais marcariam presença na vida do seu país até ao final da década. Mergulhado nesse contexto, Belarmino espelha com certa nitidez o modo de ver as coisas que uma geração sofrida mas rebelde se impunha.

Ficha artística[editar | editar código-fonte]

  • Belarmino Fragoso (ele próprio)
  • Albano Martins (manager)
  • Tony Afonso (pugilista)
  • Jean-Pierre Gebler
  • Bernardo Moreira
  • Mulher e filha de Belarmino

Ficha técnica adicional[editar | editar código-fonte]

  • Colaboração técnica e artística: Manuel Ruas, Baptista Bastos, Fernando Matos Silva.
  • Anotadora: Lucinda Pires
  • Rodagem : Agosto de 1963
  • Fotografia: Augusto Cabrita
  • Assistente de câmara: Fernando Gomes
  • Assistente de operador: Elso Roque
  • Electricistas: M Cunha da Silva e C. Manuel da Silva
  • Director de som: Heliodoro Pires
  • Música: Manuel Jorge Veloso (um tema de Justiniano Canelhas),
  • Conjunto Hot Club de Portugal (Jean-Pierre Gebler, sax-barítono, Justiniano Canelhas, piano, Bernardo Moreira, contrabaixo, Manuel Jorge Veloso, bateria; convidado Milou Struvay, trompete)
  • Sonoplastia: Alexandre Gonçalves
  • Montagem: Fernando Lopes
  • Assistente de montagem: Emília de Oliveira
  • Misturas Estúdios Valentim de Carvalho
  • Laboratório de imagem: Ulysseia Filmes
  • Laboratório de som: Valentim de Carvalho e Nacional Filmes
  • Formato: 35 mm p/b
  • Género: documentário (biografia)
  • Estreia: cinema Aviz, em Lisboa, a 19 de Novembro de 1964

Festivais[editar | editar código-fonte]

  • Festival de Pesaro 1964 (Itália)
  • Festival de Salso-Porretta 1964 (Itália)
  • Prémio do SNI à Melhor Fotografia (Augusto Cabrita)
  • Prémio Bordalo (1964) da Casa da Imprensa, categoria Cinema.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Prémios Bordalo». Em 1964 denominado "Prémio da Imprensa". Sindicato dos Jornalistas. 22 de janeiro de 2002. Consultado em 26 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Belarmino em Amor de Perdição (base de dados)
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