Blaxploitation

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Pôster de (1971)
Isaac Hayes, autor da trilha sonora do classico filme blaxploitation Shaft, de 1971

Blaxploitation ou Blacksploitation foi um movimento cinematográfico norte-americano que surgiu no início da década de 1970. A palavra é um portmanteau de black ("negro") e explotaition ("exploração").

Os filmes blaxploitation eram protagonizados e realizados por atores e diretores negros e tinham como publico alvo, principalmente, os negros norte-americanos. Algo parecido havia sido testado entre as décadas de 1910 e 1950, eram os chamados race films.[1][nota 1]

Atores/atrizes como Pam Grier que se consagraria em Coffy (1973), de Jack Hill e 18 anos depois, em Jackie Brown de Quentin Tarantino, Richard Roundtree de Shaft, o campeão de caratê Jim Kelly que contracenou com Bruce Lee em Enter the Dragon, se destacaram como os principais artistas deste gênero. Shaft, dirigido por Gordon Parks lançado em 1971 com orçamento da MGM, foi o filme que mais se popularizou no gênero. Outros clássicos da blaxploitation também se destacaram, como Sweet Sweetback's Badaaass Song dirigido por Melvin Van Peebles em 1971, Superfly e Trouble Man, de 1972, Black Caesar, de 1973 dirigido pelo consagrado Larry Cohen, Coffy, Blacula e Cleopatra Jones, de 1973, Black Belt Jones, Willie Dynamite e Foxy Brown, de 1974, Bucktown e Dolemite, de 1975, Black Samurai, de 1977, entre outros. Jackie Brown, de 1995, apesar de não ser um blaxploitation propriamente dito, tem forte inpiração nesse gênero.

As trilhas sonoras dos filmes blaxploitation eram compostas por musicos, arranjadores e produtores musicais consagrados da musica negra norte americana como Curtis Mayfield, Isaac Hayes, James Brown, Quincy Jones, Barry White, Marvin Gaye,Willie Hutch entre outros.[3]


Definindo qualidades do gênero[editar | editar código-fonte]

Quando ambientados no Nordeste dos Estados Unidos ou na Costa Oeste dos Estados Unidos, os filmes de blaxploitation são principalmente estabelecidos em bairros urbanos pobres. Os termos usados para personagens brancos, como "crackers" e "honky", são elementos comuns e de personagens. Os filmes de Blaxploitation ambietados no Sul geralmente lidam com escravidão e miscigenação. [4][5]

Blaxploitation inclui vários subtipos, incluindo crime (Foxy Brown), ação/artes marciais (Three the Hard Way), westerns (Boss Nigger), horror (Abby, Blacula), prisão (Penitentiary), comédia (Uptown Saturday Night), nostalgia (Five on the Black Hand Side), coming-of-age/drama de tribunal (Cooley High Cornbread, Earl and Me) e musical (Sparkle).

Seguindo o exemplo definido por Sweet Sweetback's Baadasssss Song, muitos filmes de blaxploitation apresentam trilhas sonoras de funk e soul jazz com linhas de baixo pesadas, batidas funky e guitarras wah-wah. Essas trilhas sonoras são notáveis por um grau de complexidade que não era comum às faixas do funk radiofônicas da década de 1970. Eles também apresentaram uma orquestra rica que incluiu instrumentos como flautas e violinos, que foram usados no funk ou soul da época.

Seguindo a popularidade dos filmes de blaxploitation na década de 1970, filmes dentro de outros gêneros começaram a caracterizar personagens negros com características estereotipadas dos blaxploitations, como os personagens Harlem Underworld em Live and Let Die (1973), personagem de Jim Kelly em Enter the Dragon (1973), e o personagem de Fred Williamson em The Inglorious Bastards (1978).

Notas

  1. A palavra race era usada em um sentido pejorativo, na década de 1950, os termos race music e race records foram substituídos por rhythm and blues ou R&B.[2]

Referências

  1. Mattos, A. C. Gomes de. A Outra Face de Hollywood: Filme B. [S.l.]: Rio de Janeiro: Rocco. ISBN 85-325-1496-0
  2. Black Pau: A soul music no Brasil nos anos 1970
  3. Ebert, Roger (11 de junho de 2004). «Review of Baadasssss!». Chicago Sun-Times. Consultado em 20 de maio de 2010 
  4. Bright Lights Film Journal - Blaxploitation
  5. Holden, Stephen (09 de junho de 2000). "FILM REVIEW; From Blaxploitation Stereotype to Man on the Street". The New York Times.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Alexandre Duarte (2011). «A explosão do Cinema Negro - Parte 1». Editora Escala. Raça Brasil (156) 

Alexandre Duarte (2011). «A explosão do Cinema Negro - Parte 2». Editora Escala. Raça Brasil (156) 

Alexandre Duarte (2011). «A explosão do Cinema Negro - Parte 3». Editora Escala. Raça Brasil (156) 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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