Carl Gustav Carus

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Carl Gustav Carus
Retrato de Carl Carus por Julius Hübner, 1844.
Naturphilosophie
Nascimento 3 de janeiro de 1789
Leipzig
Morte 28 de julho de 1869
Dresden
Sepultamento Cemitério de Trinitatis
Cidadania Alemanha
Alma mater Universidade de Leipzig
Ocupação botânico, pintor, psicólogo, anatomista, professor universitário, filósofo, ginecologista
Empregador Universidade Técnica de Dresden
Instituições Universidade Técnica de Dresden
Academia de Ciências da Saxônia
Academia Leopoldina
Academia Real das Ciências da Suécia
Sociedade da Silésia para a Cultura Patriótica
Academia de Ciências da Rússia
Academia de Ciências da Prússia
Academia de Ciências e Humanidades da Baviera
Accademia delle Scienze di Torino
Carl Gustav Carus por Johann Carl Rössler

Carl Gustav Carus (3 de janeiro de 1789 - 28 de julho de 1869) foi um médico fisiologista alemão e pintor, nascido em Leipzig, que desempenhou vários papéis durante a era romântica. Um amigo de Johann Wolfgang von Goethe, ele era um homem de muitos dons: um médico, um naturalista, um cientista, um psicólogo e um pintor de paisagens que estudou com Caspar David Friedrich. Ele foi agraciado com os títulos de Conselheiro Médico Privado (Geheimen Medicalrathe), médico pessoal de Sua Majestade Real da Saxônia e Cavaleiro da Ordem de Mérito Civil Saxã Real, da Ordem Vermelha Prussiana Real de Udler z. Kl., da Ordem Belga Real de Leopoldo (no original, de São Leopoldo), da Ulademie em Berlim, de Petersburgo, Paris, Londres, Filadélfia, Estocolmo, Reapel, Florença, além de outras associações.[1]

Vida e trabalho[editar | editar código-fonte]

Em 1811, ele se formou como doutor de medicina e doutor em filosofia. Em 1814 foi nomeado professor de obstetrícia e diretor da clínica de maternidade da instituição de ensino de medicina e cirurgia de Dresden. Ele escreveu sobre teoria da arte. De 1814 a 1817, ele aprendeu a pintura a óleo trabalhando com Caspar David Friedrich, um pintor de paisagens de Dresden. Ele já havia tirado lições de desenho de Julius Diez e posteriormente estudou com Julius Schnorr von Carolsfeld na academia de desenho de Oeser.

Quando o rei da Saxônia, Frederico Augusto II, fez uma visita informal à Grã-Bretanha em 1844, Carus o acompanhou como seu médico pessoal. Não foi uma visita oficial, mas o rei, com Carus, foi convidado da rainha Vitória e do príncipe Albert no Castelo de Windsor, e Carus pôde visitar muitos dos pontos turísticos de Londres e das cidades universitárias de Oxford e Cambridge, e se encontrar com outros ativos no campo das descobertas científicas. Fizeram uma grande turnê na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia, e depois Carus publicou, com base em seu diário, Viagem do Rei da Saxônia pela Inglaterra e Escócia, 1844.[2]

O túmulo de Carl Gustav Carus, Trinitatis-friedhof, Dresden

Ele é mais conhecido para os cientistas por ter originado do conceito de arquétipo vertebrado, uma seminal ideia no desenvolvimento da teoria da evolução de Darwin. Em 1836, ele foi eleito membro estrangeiro da Real Academia Sueca de Ciências.[3] Carus também é conhecido por Psique (1846).[4]

Carl Jung atribuiu a Carus a indicação do inconsciente como a base essencial da psique.

Embora vários filósofos, entre eles Leibniz, Kant e Schelling, já tivessem apontado muito claramente o problema do lado sombrio da psique, foi um médico que se sentiu impelido, de sua experiência científica e médica, a apontar para o inconsciente como a base essencial da psique. Este foi C. G. Carus, a autoridade que Eduard von Hartmann seguiu. (Jung [1959] 1969, par. 259)

Carus morreu em Dresden. Ele está enterrado no Trinitatis-Friedhof (Cemitério de Trinitatis), a leste do centro da cidade. A sepultura fica na seção sudoeste, contra a parede sul.

Família[editar | editar código-fonte]

Sua filha Charlotte Carus se casou com o artista Ernst Rietschel.

Referência botânica[editar | editar código-fonte]

  • A abreviatura Carus é usada para indicar Carl Gustav Carus como autoridade na descrição e classificação científica dos vegetais.[5]

Trabalhos escritos[editar | editar código-fonte]

Mnemosyne (1848)
Zoologia, entomologia, anatomia comparativa, evolução
  • Lehrbuch der Zootomie (1818, 1834).
  • Erläuterungstafeln zur vergleichenden Anatomie (1826–1855).
  • Von den äusseren Lebensbedingungen der weiss- und kaltblütigen Tiere (1824).
  • Über den Blutkreislauf der Insekten (1827).
  • Grundzüge der vergleichenden Anatomie und Physiologie (1828).
  • Lehrbuch der Physiologie für Naturforscher und Aerzte (1838)- também médico
  • Zwölf Briefe über das Erdleben (1841).
  • Natur und Idee oder das Werdende und sein Gesetz. 1861.
Medicina
  • Lehrbuch der Gynekologie (1820, 1838).
  • Grundzüge einer neuen Kranioskopie (1841).
  • System der Physiologie (1847–1849).
  • Erfahrungsresultate aus ärztlichen Studien und ärztlichen Wirken (1859).
  • Neuer Atlas der Kranioskopie (1864).
Psicologia, metafísica, raça, fisionomia
  • Vorlesungen über Psychologie (1831).
  • Psyche; zur Entwicklungsgeschichte der Seele (1846, 1851).
  • Über Grund und Bedeutung der verschiedenen Formen der Hand in veschiedenen Personen (About the reason and significance of the various forms of hand in different persons)(1846).
  • Physis. Zur Geschichte des leiblichen Lebens (1851).
  • Denkschrift zum 100jährigen Geburtstagsfeste Goethes. Über ungleiche Befähigung der verschiedenen Symbolik der menschlichen Gestalt (1852, 1858).
  • Über Lebensmagnetismus und über die magischen Wirkungen überhaupt (1857).
  • Über die typisch gewordenen Abbildungen menschlicher Kopfformen (1863).
  • Goethe dessen seine Bedeutung für unsere und die kommende Zeit (1863).
  • Lebenserinnerungen und Denkwürdigkeiten – 4 volumes (1865–1866).
  • Vergleichende Psychologie oder Geschichte der Seele in der Reihenfolge der Tierwelt (1866).
Arte
  • Neun Briefe über Landschaftsmalerei. Zuvor ein Brief von Goethe als Einleitung (1819–1831).
  • Die Lebenskunst nach den Inschriften des Tempels zu Delphi ( 1863).
  • Betrachtungen und Gedanken vor auserwählten Bildern der Dresdener Galerie (1867).
Viagem

Galeria de Arte[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. Carus, Carl Gustav. Psyche. 1846.
  2. C.G.Carus, The King of Saxony's Journey through England and Scotland, 1844, english edition, London, Chapman and Hall, 1846
  3. Ellenberger, Henri F. The Discovery of the Unconscious: The History and Evolution of Dynamic Psychiatry. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-465-01672-3 
  4. Whyte, Lancelot Law. The Unconscious before Freud. [S.l.: s.n.] 
  5. Todos os gêneros e espécies descritos por esse autor em IPNI

Fontes[editar | editar código-fonte]

Links externos[editar | editar código-fonte]