Carlos Guilherme Mota

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Carlos Guilherme Mota
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação Historiador
Prémios Prémio Machado de Assis 2011

Carlos Guilherme Santos Serôa da Mota é um historiador brasileiro.

Graduado em História pela Universidade de São Paulo (1963), mestre (1967) e doutor (1970) em História Moderna e Contemporânea, livre docente (1975) pela mesma universidade e pós-doutorado pela Universidade Stanford. Suas principais áreas de interesse são História da Cultura e das Ideologias .

Foi membro do board do Programa de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Princeton e diretor de Estudos da École des Hautes Études en Sciences Sociales.

Ex-professor titular do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, atualmente é professor titular da Universidade Presbiteriana Mackenzie, da Universidade de São Paulo e da Fundação Getúlio Vargas. [1]

Foi consultor e professor visitante no Centro de Estudos Brasileños da Universidade de Salamanca, professor visitante da Universidade de Londres e da Universidade do Texas.

Fundou e dirigiu o Instituto de Estudos Avançados da USP.[1] Foi também um dos fundadores do Memorial da América Latina.

É membro do conselho editorial das revistas Minius, da Universidade de Vigo e Estudos Avançados, da USP, além das revistas eletrônicas Intellectus e Aedificandi.

Publicou mais de trinta livros como autor, coautor ou organizador.

Em 2011, conquistou o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo romance "Nada a Dizer".[2]

No dia 15 de abril de 2014, ele tomou posse como diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.[3] Entretanto, em 29 de agosto do mesmo ano, ele pediu demissão do cargo, citando um dos motivos a greve que ocorria na USP.[4]

Alguns livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • Ideologia da cultura brasileira (1933-1974). São Paulo: Editora 34, 2008. v. 1. 424 p.
  • A idéia de Revolução no Brasil e outras idéias. São Paulo: Globo, 2008. 496 p.
  • Com Adriana Lopez, História do Brasil. Uma interpretação. São Paulo: SENAC, 2008. v. 2. 890 p.
  • Historia de Brasil. Una interpretación. Salamanca: Editora da Universidad de Salamanca, 2008. v. 1.
  • 1789-1799: a Revolução Francesa. São Paulo: Perspectiva, 2007.
  • Os juristas na formação do estado-nação brasileiro. Do século XVI a 1850. São Paulo: Editora Quartier Latin, 2006. v. 1. 400 p.
  • José Bonifácio - Patriarca da Independência: criador da sociedade civil nos Trópicos. São Paulo: Imprensa Oficial, 2006.
  • Organizador da obra Viagem Incompleta. A Experiência Brasileira, 1500-2000. São Paulo: Editora SENAC e SESC, 2000.
  • Idéia de revolução no Brasil: 1789-1801. São Paulo: Editora Ática, 1996.
  • Com Fernando Novais, A independência política do Brasil. São Paulo: Hucitec, 1996.
  • Organizador de A arte brasileira. São Paulo: Editora Abril, 1976. 128 p.
  • Nordeste, 1817: Estrutura e Argumentos. São Paulo: Perspectiva e EDUSP, 1972.
  • Atitudes da Inovação no Brasil. Lisboa: Livros Horizontes, 1970

Referências

  1. a b «"Vivemos o capitalismo senzaleiro". Entrevista com Carlos Guilherme Mota». Instituto Humanitas Unisinos. 09 de dezembro de 2007  Verifique data em: |date= (ajuda)
  2. «Historiador Carlos Guilherme Mota vence prêmio da ABL». Folha de S.Paulo. 16 de junho de 2011 
  3. Mauro Bellesa (28 de março de 2014). «Carlos Guilherme Mota é o novo diretor da Biblioteca Mindlin». Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Consultado em 31 de agosto de 2014 
  4. «Crise na USP faz historiador deixar Biblioteca Mindlin». Folha Vitória. 29 de agosto de 2014. Consultado em 31 de agosto de 2014 
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