Carlos Ott (arqueólogo)

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Carlos Ott (Bieringen, Wuertemberg, Alemanha, 13 de outubro de 1908[1] - Salvador, Brasil, 1997), também conhecido como Frei Fidélis, foi um arqueólogo, pesquisador e professor radicado no estado brasileiro da Bahia, onde foi pioneiro em diversos estudos.[2][3]

Seu nome original era Karl Borromaeus Ott.[2]

Vida[editar | editar código-fonte]

Karl Borromaeus Ott foi graduado pela Pontifícia Universidade Antonianum (em Roma), pertencente à Ordem dos Frades Menores (Franciscanos) em 1937.

Chegou ao Brasil no final da década de 30 em trabalho religioso ligado à Ordem dos Franciscanos, motivo pelo qual ganhou o nome de Frei Fidélis. Mais tarde, abandonaria o exercício religioso, quando ganharia o nome de Carlos Ott e se dedicaria à pesquisa e ao ensino de História.[2]

Em 1942 chegou ao posto de professor-fundador da Faculdade de Filosofia da UFBA,[2] onde foi docente de Etnologia Geral e do Brasil.[1]

Também foi pesquisador do ISPHAN e pioneiro dos estudos de arqueologia e pré-história.[2]

Foi professor de Latim no Instituto Normal Isaias Alves e escreveu muitos ensaios e artigos que foram publicados em revistas especializadas e jornais,[1] bem como oito monografias versando sobre a história da Bahia e a história das artes na Bahia.

Foi homenageado com o nome de uma rua no bairro Stella Maris, em Salvador.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Arquitetura histórica das artes plásticas na Bahia (1550-1900)[2]
  • Formação e evolução étnica na cidade de Salvador (1955/57)[2][1]
  • Bailes pastoris (1958)[2][1]
  • Vestígios de cultura indígena no sertão da Bahia[2][1]

Referências

  1. a b c d e f Souto Maior, Mário. Dicionário de Folcloristas Brasileiros. Acesso em 15 de maio de 2010
  2. a b c d e f g h i Monteiro, Filipe. (3 de setembro de 2007). Autores - Carlos Ott (1908-1997). Revista de História da Biblioteca Nacional, acesso em 15 de maio de 2010
  3. O Estado de S.Paulo. (2 de maio de 2001). Salvador abriga obra de um gênio da arte, acesso em 15 de maio de 2010