Comissário político

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O comissário político Leonid Brezhnev (direita) entregando o cartão de membro do partido a um soldado (1942)

Um comissário político é um oficial nomeado por um partido político para supervisionar uma unidade militar.

Esta função foi utilizada pela primeira vez no Exército Vermelho, sendo introduzida por Trotsky, que abordou o problema da integração dos oficiais e tropas czaristas no novo exército criado pelos bolcheviques, o objetivo deste oficial era de garantir a lealdade da unidade.

Historicamente, o comissário politique (comissário político) apareceu pela primeira vez na Revolução Francesa (1789-1799), protegendo-a contra o pensamento e ação ideológica anti-revolucionária, e assim garantir a vitória republicana. [1]

Na Rússia[editar | editar código-fonte]

No Exército Vermelho os comissários políticos eram atribuídos pelo Partido Comunista da União Soviética para as unidades militares com a finalidade de fazer propaganda política no local, e garantir que as decisões do partido fossem seguidas. Neste sistema, cada unidade tinha um responsável político que estava fora da cadeia militar de comando normal, mas respondia a uma cadeia separada dentro do Partido. O objetivo desta estrutura era garantir, nos anos imediatamente após a Revolução Russa, a lealdade dos comandantes do exército (em grande parte originários das fileiras do exército czarista), e evitar a possibilidade de um golpe de Estado "bonapartista". O comissário político tinha a autoridade para influenciar qualquer decisão no exército regular e que as directivas seriam seguidos sem problemas, permitindo de gerir a propaganda e manter o moral das tropas.

Na Resistência italiana[editar | editar código-fonte]

Comissários políticos também estavam presentes na unidade da Resistência italiana, principalmente nas Brigate Garibaldi e nas Giustizia e Libertà. Também existiram figuras semelhantes em outras formações, como os delegados políticos nas Brigate Osoppo.

Na China[editar | editar código-fonte]

O cargo de comissário político também existe no Exército de Libertação Popular da China . Normalmente, o comissário político é um oficial militar uniformizado, embora esta posição tem sido usada para dar aos funcionários do partido civis alguma experiência com os militares. O comissário político era o chefe de uma célula do Partido dentro das forças armadas, no entanto, a participação militar no partido tem sido restrita aos escalões mais baixos desde os anos 1980. Hoje, o comissário político é em grande parte responsável por tarefas administrativas, tais como relações públicas e aconselhamento, e principalmente serve como segundo-em-comando.

[2]= Em Angola ==

o cargo de Comissário politico existe também no Exercito Angolano (FAA),outrora eram designados pelo partido no poder com o objetivo de sensibilizar as massas, depois dos acordos de paz em 2002 passou a ser chamado de Educador patriótico aquele oficial militar uniformizado que tem a responsabilidade de fazer o asseguramento psicológico a fim manter a estabilidade no seio das tropas usando um processo comunicativo consciente de forma a se obter comportamentos predeterminados. e ainda segundo o Presidente da República Angolana e Comandante em chefe das FFA, deve-se " Encarar a Educação Patriótica como um importante instrumento operacional de enorme valor quer ofensivo como defensivo" .

Referências

  1. R. Dupuy, Nouvelle histoire de la France contemporaine: La République jacobine (2005) p.156
  2. Manual de Ação Psicológica de FECAGE

Ligações externas[editar | editar código-fonte]