18 de brumário

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O general Bonaparte no Conselho dos Quinhentos, por François Bouchot.

O golpe de Estado de 18 de brumário do ano VIII [1] iniciou a ditadura napoleónica na França. Os admiradores de Napoleão criaram um jornal em Paris que divulgava a imagem de um general patriota, invencível e adorado pelos seus soldados. Nacionalismo, glórias militares, ideais de igualdade fascinavam os franceses.

Em plena crise generalizada, os promotores do golpe derrubaram o Diretório e criaram o Consulado, estabelecendo um novo regime na França, protagonizado pelo jovem general Napoleão Bonaparte, que assumiu o cargo de primeiro-cônsul.

O golpe foi acolhido com entusiasmo pela burguesia, que aspirava à paz, à ordem interna e à normalização das actividades. Os conspiradores do golpe não temiam o general Bonaparte, escolhido para liderar o movimento, pois acreditavam que acabariam por reduzir a sua importância.

A burguesia e os políticos astutos do Diretório perceberam que o general Bonaparte era o homem certo para consolidar o novo regime. Propuseram-lhe que utilizasse a força do exército para assumir o governo. Assim foi feito. Numa ação eficaz, apesar de tumultuada, Napoleão fechou a Assembleia do Diretório. Foi o golpe que ocorreu no dia 18 do mês de brumário do ano VIII, que marcaria o início de um período em que a burguesia consolidaria seu poder económico.

Após o Golpe do 18 de Brumário começa o regime do Consulado, quando a burguesia, ansiosa por dar um fim à instabilidade política, que já durava dez anos (de 1789 a 1799), concentra o poder na mão de três cônsules: Napoleão Bonaparte, Roger Ducos, e Emmanuel Joseph Sieyès.

Referências

  1. Datação segundo o calendário revolucionário francês e que corresponde a 9 de novembro de 1799.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Boudon ,Jacques-Olivier. Histoire du Consulat et de l'Empire, Perrin, Paris, 2003.
  • Bertaud, Jean-Paul. Bonaparte prend le pouvoir, Complexe, Bruxelles, 1987.
  • Lentz, Thierry. Le 18 Brumaire, Picollec, Paris, 1997.

A obra de Karl Marx, ironicamente intitulada O 18 de Brumário de Luís Bonaparte, não trata do golpe de Napoleão I mas sim da restauração imperial levada a cabo por seu sobrinho, Luís Bonaparte, em 2 de dezembro de 1852.

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