Convento dos Capuchos (Caparica)

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o Convento dos Capuchos da Caparica. Para outros significados, veja Convento dos Capuchos.
Fachada do Convento dos Capuchos, situado na antiga freguesia de Caparica, atual freguesia de Caparica e Trafaria.
Portaria, em azulejo, do Convento dos Capuchos.

O Convento dos Capuchos é um antigo convento da Ordem de São Francisco[1] que fica localizado na área da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica, no concelho de Almada, e a partir do qual se pode observar não só a Costa de Caparica, a sua extensa costa de praia e até os arredores, como se avista ainda uma esplêndida paisagem da Costa de Lisboa, Estoril e Cascais. Este convento foi mandado edificar por Lourenço Pires de Távora em 1558.

História[editar | editar código-fonte]

O Convento dos Capuchos é um antigo convento de frades franciscanos da mais estrita observância da Província da Arrábida localizado na localidade de Caparica, em Almada, que foi mandado edificar por Lourenço Pires de Távora em 1558.

O monumento, como é apanágio da Ordem dos Franciscanos, é caracterizado pela sua simplicidade, embora se possa observar elegância nas suas linhas.

No frontispício, um triplo pórtico, com colunas simples e um arco ao centro, ostenta um notável trabalho em ferro forjado permitindo a iluminação da galilé de acesso ao corpo da capela. Na fachada estão representados os símbolos da Ordem Franciscana, bem como o escudo das armas dos Távoras.

O declínio do convento coincide com a queda da Casa dos Távoras. A família Távora foi perseguida por Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, e os seus membros foram cruel e impiedosamente executados em 13 de Janeiro de 1759, sob a acusação de terem conspirado para assassinar o rei D. José I de Portugal. Esses acontecimentos ficaram conhecidos sob o nome de Processo dos Távoras.

Em 1834, foi publicada uma lei que extinguiu as ordens religiosas e o Convento dos Capuchos passou por transmissões sucessivas, até ser adquirido pela Câmara Municipal de Almada em 1950.

Quando se procedeu ao seu restauro em 1952, foram colocados painéis de azulejo, que têm como tema os sermões de Santo António e o retábulo em talha oferecido pelo Director do Museu de Arte Antiga (Lisboa).

Actualmente, o Convento dos Capuchos funciona como sala de visitas do concelho de Almada e aí a Câmara Municipal promove diversos espectáculos de índole cultural.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cruz, J. Luís da, O convento dos Capuchos da Costa de Caparica, 1954

Notas

  1. Frades Capuchos e Frades Capuchinhos: Embora pelo nome pareçam a mesma ordem religiosa, na verdade não o são. Os Frades Capuchos são uma reforma saída dos Ordem dos Franciscanos Observantes, aqueles que possuíam o desejo de uma observância mais estrita da Regra, que se instalaram em conventos ou ermitérios fora das povoações e formaram Províncias dependentes apenas do Padre Geral da Ordem dos Franciscanos Observantes. Propagaram-se muito e deu-se-lhes o nome de Récollets em França, Descalzos em Espanha e Capuchos em Portugal. Em território português, a primeira Província dos Frades Capuchos iniciou-se em 1517, o mesmo ano em que se tinha fundado também a Província dos Franciscanos Observantes, chamada de Portugal. Ora, os Frades Capuchinhos apenas se estabeleceram em Portugal em 1934, e aos Capuchinhos estrangeiros, que até um século antes viveram em Lisboa, o povo chamou-lhes sempre de Barbadinhos por causa da barba que usavam. A primeira Província dos Capuchos em Portugal foi a Província da Piedade, que tinha como Casa-Mãe o Convento de Nossa Senhora da Piedade, em Vila Viçosa; depois, em 1560, fundou-se a Província da Arrábida (de que se conservam os conventos da Arrábida, de Sintra e da Caparica), e em 1568 a de Santo António, que tinha a Casa Mãe no edifício do actual Hospital de Santo António dos Capuchos, em Lisboa. Para saber mais: Frei Francisco Leite de Faria, em «Irmãos Felizes», edição da Difusora Bíblica; «Os Capuchinhos em Portugal e no Ultramar Português», separata dos «Anais» da Academia Portuguesa de História, II série, vol. 27, 1982, pp. 161-180.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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