Cordoaria Nacional

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Cordoaria Nacional
Tipo Galeria de exposições (a título pontual)
Arquivo da Marinha
Instituto Superior Naval
Inauguração 1779 (238 anos)
Diretor Cabo Silva
Geografia
País  Portugal
Cidade Lisboa
Localidade Avenida da Índia e Rua da Junqueira, Belém

A Fábrica Nacional de Cordoaria ou Cordoaria Nacional constituía um estabelecimento fabril da Marinha Portuguesa localizado em Lisboa, Portugal. O seu antigo edifício, datado de 1779, é atualmente um monumento nacional. A Cordoaria foi inicialmente fundada em 1771, como Real Fábrica da Cordoaria da Junqueira, encerrando completamente a sua atividade fabril apenas em 1998.

O edifício da Cordoaria está localizado na freguesia de Belém, entre a Avenida da Índia, a Travessa das Galeotas, a Rua de Mécia Mouzinho de Albuquerque e a Rua da Junqueira.

A Cordoaria fabricava cabos, cordas de sisal, velas e bandeiras que equipavam os navios portugueses.

As suas instalações estendem-se sobre quase 400 metros, para uma largura de apenas cerca de 50 metros, acompanhando paralelamente o rio Tejo. Estas dimensões características deviam-se às necessidades do processo produtivo. A sua situação, sobre o rio, procurava facilitar o fornecimento dos produtos aos armadores de embarcações.

Hoje em dia, o edifício, aberto ao público, alberga várias exposições ao longo do ano como por exemplo a exposição Bienal de Antiguidades que inclui tapeçaria, mobiliário, pintura, porcelanas etc.

O edifício está classificado como Monumento Nacional, desde 1996.[1]

Galeria do Torreão Nascente[editar | editar código-fonte]

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Esta galeria tem a particularidade de se situar numa parte do complexo da Cordoaria Nacional. O edifício continua sob gestão da Marinha Portuguesa, com quem a CML assinou um acordo para utilização do Torreão Nascente, com fim à realização de exposições. Sendo um espaço monumental, organizam-se aqui retrospetivas de artistas portugueses como foi o caso de Sofia Areal ou José Pedro Croft, mas há também lugar para parcerias internacionais e nacionais com exposições de grande público, como por exemplo a Genésis de Sebastião Salgado. No intervalo entre estes dois modelos são organizadas exposições coletivas, de coleções ou de propostas curatoriais ou artísticas, de grande envergadura.[2]

Referências

  1. Decreto n.º 2/96
  2. «Galerias Municipais – EGEAC». www.egeac.pt. Consultado em 10 de janeiro de 2017