Décimo Júnio Silano

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Décimo Júnio Silano
Cônsul da República Romana
Consulado 62 a.C.

Décimo Júnio Silano (em latim: Decimus Iunius Silanus) foi um político da gente Júnia da República Romana eleito cônsul em 62 a.C. com Lúcio Licínio Murena. Provavelmente era filho de Marco Júnio Silano, cônsul em 109 a.C.. Era também padrasto de Marco Júnio Bruto, um dos assassinos de Júlio César, filho do primeiro casamento de sua esposa, Servília Cepião.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Durante seu mandato como edil, em 70 a.C., organizou magníficos jogos. Fracassou em sua eleição ao consulado em 63 a.C., mas conseguiu no ano seguinte, quando foi eleito com Lúcio Licínio Murena vencendo Catilina, que, ao perder no segundo ano consecutivo, deu início à sua segunda conspiração. Como era o cônsul eleito, Cícero, cônsul em 63 a.C., pediu-lhe sua opinião no debate no Senado Romano sobre qual deveria ser a punição aos conspiradores. Silano declarou-se à favor da "pena máxima" aos culpados, mas, depois do discurso de Júlio César, passou a defender a proposta de Tibério Nero, que havia recomendado mantê-los na prisão até que Catilina fosse preso. Ele se defendeu afirmando que não havia pedido a pena capital aos conspiradores e sim que deveriam ser presos, já que esta era a "pena máxima" passível para um senador romano[1] [2] [3] [4] [5] . Por conta disto, ficou a cargo de Catão, o Jovem, a dura decisão de executá-los.

Silano propôs a Lex Licinia Junia, que estabelecia o prazo de três nundinas antes que o povo pudesse votar uma rogatio e confirmou a Lex Cecilia Didia[6] . Plínio, afirma que ele foi procônsul, mas não diz de qual província[7] .

Família[editar | editar código-fonte]

Foi o segundo marido de Servília Cepião, a amante mais famosa de Júlio César, de quem se divorciou por adultério. Com ela teve três filhas, uma casada com o triúnviro Lépido e outra com Caio Cássio Longino, um dos assassinos de César.

Morreu depois de uma longa enfermidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Cônsul da República Romana
SPQR.svg
Precedido por:
Caio Antônio Híbrida
com Marco Túlio Cícero



Décimo Júnio Silano
62 a.C.
com Lúcio Licínio Murena




Sucedido por:
Marco Valério Messala Níger
com Marco Púpio Pisão Frugi Calpurniano




Referências

  1. Cícero, De Officiis II 16; Epistulae ad Atticum I 1, XII 21 § 7; in Catilinam IV 4.
  2. Salústio, Conspiração de Catilina 50.
  3. Apiano, De bellis civilibus II 5.
  4. Suetônio, César 14
  5. Plutarco, Vidas Paralelas, Cicero 20, 21; Catão 22.
  6. Cícero, pro Sestio 64; In Vatinium testem 14; Philippicae V 3; Epistulae ad Atticum II 9, IV 16
  7. Plínio, História Natural II 35.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Broughton, T. Robert S. (1952). The Magistrates of the Roman Republic. Volume II, 99 B.C. - 31 B.C. (em inglês) (Nova Iorque: The American Philological Association). p. 578. 
  • (em alemão) Hans Georg Gundel: Iunius I. 24. In: Der Kleine Pauly (KlP). Vol. 2, Stuttgart 1967, col. 1556.