Demência na doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)

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Demência na doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)
Classificação e recursos externos
CID-10 B22, F02.4
CID-9 042
MeSH D015526
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Mapa da prevalência de AIDS no mundo em 2009.

Demência na doença pelo vírus da imunodeficiência humana ou Doença pelo HIV resultando em encefalopatia se refere a uma degeneração cerebral que se desenvolve no curso da doença pelo HIV, mesmo na ausência de qualquer outra doença ou infecção simultânea que possa explicar a presença das características clínicas.[1] Com a invenção da terapia antirretroviral altamente eficaz (TARV) os casos de demência na AIDS diminuíram entre 30-60%.[2]

Causa[editar | editar código-fonte]

A AIDS ocorre quando o linfócito CD4+, responsável por identificar organismos desconhecidos, cai abaixo de 200 por mililitro. Nesse estágio a carga viral costuma estar acima de 100.000 cópias por mililitro.

A degeneração cerebral é causada pelo próprio HIV e não por doenças oportunistas. As proteínas virais danificam as células nervosas diretamente ou através da infecção de células inflamatórias no cérebro e na medula espinhal. O HIV pode, em seguida, induzir essas células a danificar e desativar as células nervosas.[2]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Mulheres heterossexuais na áfrica são atualmente as principais vítimas da AIDS.

Os sintomas mais comuns incluem lentidão de capacidades cognitivas como:

Outros sintomas comuns são mudanças na personalidade e comportamento, problemas de fala, movimento, expressão e equilíbrio.[2]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico de demência só pode ser feito quando estes sintomas são graves o suficiente para causar prejuizos sérios nas atividades diárias.[2]

Os sintomas de demência precoce incluem[2]:

  • Redução da produtividade no trabalho;
  • Falta de concentração;
  • Lentidão mental;
  • Dificuldade de aprender coisas novas;
  • Mudanças no comportamento;
  • Diminuição do desejo sexual;
  • Problemas de memória;
  • Confusão;
  • Dificuldade em manter um diálogo;
  • Apatia (desânimo);
  • Depressão nervosa;

Costuma ser confundido com uma depressão maior causada por estresse e ansiedade até que outros sintomas mais graves como psicose, mania, distúrbios do sono e convulsão apareçam. Eventualmente pode causar catatonia e deixar a pessoa em estado vegetativo.[2]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Tratamento antirretroviral altamente eficaz serve tanto para prevenir como para evitar o agravamento dos sintomas conforme diminui a carga viral do organismo para níveis indetectáveis. Depois é necessário fazer reabilitação similar ao de outras demências como demência vascular. Essa reabilitação requer exercícios mentais, atividades sociais e treinamento de atividades de rotina para tornar o indivíduo mais independente, funcional e reduzir os sintomas.[3]

Antidepressivos podem melhorar os sintomas de depressão e antipsicóticos podem melhorar a agitação motora grave, agressividade, alucinações e delírios.[2]

Referências