Discussão:Santana (Bahia)

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http://www.facebook.com/profile.php?id=100001476465033 --187.24.214.135 (discussão) 13h27min de 8 de setembro de 2011 (UTC)10:26 - 08/09/2011

COMO SURGIU SANTANA

Tudo começou quando em 1553, D. João III doou a Garcia D’Ávila, protegido por Tomé de Souza, 60 léguas de terra da costa para o sertão baiano; Com a missão de desbravá-la e domesticar os índios, logo ele construiu um castelo e uma torre onde fica em Camaçari em Salvador/Ba, e hoje ainda se vê a torre dos D’ Ávila; Dali vigiava os mares e com fogos sinaleiros alertava as autoridades dos perigos, com isto foi ganhando prestigio, confiança e mais terras dos governantes, assim ele foi avançando sertão adentro, conquistando terras, invadindo aldeias indígenas, dizimando índios ou fazendo-os fugirem para o interior, longe da civilização; Enfim os D’Ávila foram retalhando os Tupis Guaranis e os Tapuias.

Em 1625 o quarto senhor da torre Francisco Dias D’Ávila herdou mais de 10 grandes fazendas com currais de gado. O Imperador sonhava com um caminho que ligasse Pernambuco a Minas Gerais através do sertão baiano, visto que o caminho pelo oceano tornara-se um grande perigo pelos constantes ataques de corsários e piratas assaltando os navios, principalmente os mercantes da costa brasileira; a solução seria o caminho do gado, assim os D’Ávilas foram conquistando terras e mais terras no sertão baiano seguindo o desejo de Garcia, em forma de leque: Salvador – Monte Santo – Glória – Juazeiro, ai encontrando o rio São Francisco e construiu o portal de entrada para os caminhos do gado, e veio explorando o rio e suas margens passando por Pilão Arcado, construindo mais um curral em Barra, chegando por fim em Santana, na década de 70, no século XVII, fazendo aqui uma grande fazenda para o descanso do gado; depois atravessou o rio São Francisco, formando mais um curral em Paratinga, dali seguiu as margens do rio cruzando Carinhanha e chegando em Minas Gerais.  Estava feito o caminho do gado.
Entre 1670 e 1700 alguns colonos europeus se espalharam pelo interior da Bahia, principalmente holandeses e italianos, procurando zonas férteis de brejos para o plantio da cana-de-açúcar. Nesta época chegaram em nossa região segundo alguns antigos, mas nada oficial.  Também nesta época começaram a surgir palhoças em Barra e depois em Santana. No final do século XVII, com a descoberta do ouro nas Gerais o movimento no caminho do gado intensificou-se com compradores de escravos, muares, viajantes e homens armados todos movidos pela febre do outro, e Santana era passagem obrigatória de Pernambuco a Minas, ou Goiás, Salvador, Minas; alguns poucos ficaram na região admirados pelas terras férteis pelos brejos e a fartura de peixes.
Nascendo o século XVIII Dom Pedro I incumbiu Dom João de Alencastro, o governador, a instalar povoações no sertão baiano próximo ás margens do São Francisco seguindo o caminho do gado, aproveitando as pequenas aldeias, e pediu ao Senhor da Torre que doasse pedaços de terras para a igreja, pois era necessária a construção de missões. Em Santana, após meados do séc. XVIII em Santana teve também suas missões com os franciscanos realizadas onde hoje fica a fazenda missão do senhor Mizael Brandão. Ali havia um grande curral para as doações para o Bom Jesus e onde os franciscanos catequizavam os índios e batizavam brancos e índios após pregação sobre a boa vivência entre eles. Conforme pesquisa no 1º livro de óbitos de Santana encontrei em mais de 60% dos registros os nomes: Francisco ou Francisca de Jesus, Maria do Espírito Santo, Manoel do Espírito Santo, isso já no inicio do séc. XIX, batizados por franciscanos.( Texto extraido do site santana.ba.gov.br)

A ECONOMIA DE SANTANA

Atualmente Santana vive sobre dois importantes pilares, sustentáculos da economia de seu município, com ajuda de alguns suportes em seus alicerces.

O gado é a maior riqueza da região formando um rebanho de 80 mil cabeças do qual extraímos o leite numa produção de 3.900.000,00(Três milhões e novecentos mil) litros conforme a produção do ano 2004. Este leite é vendido pelas ruas a granel e também empacotado sendo encontrados em supermercados ao preço de 1,00 (um real) e a maior parte da produção se faz requeijão, queijo, ricota, mussarela, doces em compotas; Abastecendo o município e regiões mais próximas.Temos também uma fábrica de yogurte a Vita Mel com embalagens modernas, em diversos sabores e tamanhos, e o restante do leite é vendido para laticínios vizinhos.

A carne do nosso gado é tão saborosa e preferida que não é fácil de encontrar filés, alcatras, picanhas nos açougues pois a maior parte é vendida para Salvador e Brasília, e aos familiares dos santanenses que moram nestas capitais; constantemente compradores levam carnes de 1ª para revenderem fora. Em Santana são abatidos quase 600 rezes por mês.


Ração

Todo couro é vendido para as cidades que têm curtumes. Por fim a criação do gado gera empregos para centenas de vaqueiros da região.

A cana de açúcar, outro pilar econômico desde o início de Santana. Hoje temos mais de 200 engenhocas de madeiras e engenhos de ferros, produzindo cachaça e rapadura; Destes engenhos a média de 60 fabricam rapadura chegando até 300 mil por safra; Durante este tempo a maioria da produção é vendida para outros estados, outros municípios e o restante vendida no comércio e nas feiras livres local, em tabletes ou inteira. A custo 2.00 (dois reais) a peça.

A grande maioria dos engenhos atualmente fabrica cachaça artesanal, chegando aproximadamente até 2.900.000,00 (Dois milhões e novecentos mil) por safra. A pinga brejeira preferida na região é engarrafada sem rótulo e vendida também em grandes bujões para outros estados e em Brasília. Já temos em Santana a cachaça engarrafada e rotulada, exemplificamos a cachaça Trevo da agroindústria do Sr. Salvador Queiroz envelhecida em barris de Carvalho e jequitibá a qual é quase toda vendida para fora.

A cachaça “Penta Brasil” ( A brasileiríssima) produzida pela Agroindústria Mandacaru, como também a bebida “ Fuguetinho” produto exclusivo da Agroindústria Mandacaru de propriedade de Estefãnia Leão. O café apesar de não ser cultivado em Santana é um dos suportes da nossa economia.

A Sobesa Indústria de Alimentos Santanense Ltda., além de beneficiar o café em sabores produz também o leite em pó integral Sobesa, estes produtos tornaram-se conhecidos e vendidos em alguns estados e capitais. Em Brasília o café Sobesa já é bastante conhecido e encontrado em vários supermercados, gera 100 empregos diretos e 300 indiretos. Produz leite em pó integral, café Sobesa extra forte, Café Sobesa Tradicional, Café Cappuccino e Mais Café.

Temos também outras torrefações: Ouro Verde e Sabor e CIA que beneficiam o café vendido também em Santana e regiões circunvizinhas. A mandioca, outro suporte econômico e vendida a granel durante todo o ano no mercado municipal, e dela extraímos a farinha e polvilho, os quais também são vendidos para fora do município.

Ajudam também na economia santanense o mel de abelha e o tempero caseiro que já são engarrafados ou embalados e rotulado depois vendido em toda região.

Temos os temperos Cavalcante e o Iguaíra embalados, rotulados e comercializados.

O mel de abelha é vendido extra município engarrafado e também rotulado. Temos uma indústria de polpa, Rak Polpa (diversos sabores naturais).

Pequenos fabricantes de móveis: peneiras, esteiras, chapéus e cestos, utilidades domésticas, três fábricas de velas, uma cerâmica, doces artesanais com frutas da nossa região: o cajuí, buriti, ele e o pequi que é o específico dos gerais, dão em grande quantidade. (Texto extraido do site santana.ba.gov.br)


Santana surgiu de um povoado chamado Porto Novo que hoje é um de seus distritos . Em porto Novo diferente da zona urbana de Santana, passa o Rio Corrente, fonte de riqueza. A água que abastece Santana e alguns outros municípios vem desse distrito. (Amannda Caraúba)

CULTURA E LAZER

A cultura de Santana é caracterizada pelos festejos de Reis, São João, festa da Padroeira Nossa Senhora Sant'Ana, pelas encomendadeiras, e principalmente pela micareta. A micareta de Santana é muito conhecida, sua fama se expandiu não somente em sua região mas também nas demais da Bahia, se arrastando por Goiás, Distrito Federal, e até mesmo São Paulo; Chegam centenas de foliões de todas as partes do Brasil para prestigiar e abrilhantar essa festa sensacional. Ela acontece na primeira ou segunda semana de julho, são três dias de festa com grandes atrações.

Santana traz grandes variedades de lazer que são poucos explorados e poucos conhecidos até mesmo pela população da cidade. São nascentes, cachoeiras, riachos, e grutas localizadas em áreas mais afastadas da cidade com belezas naturais. Destacam-se as grutas. Em Santana está terceira maior gruta do Brasil, a Gruta Do Padre. Existe também a Gruta São Geraldo, Gruta das Cobras, entre outras. Para ter acesso a essas grutas é preciso de um guia, o qual se destaca Evânio de Jesus Santos.

Sendo assim, a cidade se destaca no assunto belezas naturais. (Amannda Caraúba)