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Dortmund

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Dortmund

Vista de Dortmund
Brasão Mapa
Brasão de Dortmund
Dortmund está localizado em: Alemanha
Dortmund
Mapa da Alemanha, posição de Dortmund acentuada
Administração
País  Alemanha
Estado Renânia do Norte-Vestfália
Região administrativa Arnsberg
Distrito distrito urbano
Prefeito Thomas Westphal[1]
Partido no poder SPD[1]
Estatística
Coordenadas geográficas 51° 30' 50" N 7° 30' 55" E
Área 280,71 km²
Altitude 50-254 m
População 587.696, (31/12/2020)
Densidade populacional 2094 hab./km²
Outras Informações
Placa de veículo DO
Código postal 44001 até 44388
Código telefônico 0231
Website sítio oficial
NUTS DEA52

Dortmund (AFI[ˈdɔʁtmʊnt], ouvir) é uma cidade da Alemanha localizada no estado da Renânia do Norte-Vestfália. Dortmund é uma das maiores cidades do Vale do Ruhr fazendo parte da Megalópole renana.[2][3]

História[editar | editar código-fonte]

Com vestígios da presença humana a partir do neolítico, a cidade aparece documentada com a designação de Throtmanni[4] a partir dos anos de 880 a 885 d.C. Foi uma das cidades não portuárias mais importantes da Liga Hanseática. Depois da Guerra dos Trinta Anos, a cidade perdeu importância e caiu em decadência.

No início do  século XIX, em consequência das guerras napoleónicas, o território que compunha este estado passou a fazer parte da Confederação do Reno.

Durante o Primeiro Império Francês, a parte da região a oeste do rio Reno foi designada como o Departamento do Roer. Em 1807, Jerônimo Bonaparte foi nomeado rei da Vestfália.

Com a chegada da industrialização no século XIX, a cidade ganhou novo relevo como importante fornecedora de carvão mineral. Foi, desde então, importante polo da produção de aço. Também veio a ser conhecida pela sua cerveja, a Dortmunder. A forte concentração de indústria levou à destruição de uma grande parte da cidade durante a Segunda Guerra Mundial.

No seguinte milagre económico (Wirtschaftswunder), a cidade viveu um novo crescimento. Com a decrescente importância da indústria pesada e a concorrência de produtores de países com custos mais baixos, a cidade sofreu com o consequente desaparecimento dos seus grandes polos industriais, enfrentando, desde então, elevadas taxas de desemprego e vivendo um tempo de mudanças urbanísticas relacionadas com as alterações sociais, económicas e culturais.[5]

Após a Segunda Guerra Mundial, o estado da Renânia do Norte-Vestfália foi estabelecido por iniciativa da ocupação militar britânica em 24 de agosto de 1946. Originalmente, consistia na província de Vestfália e Renânia do Norte, que anteriormente pertencia à Prússia. Em 1947, o antigo estado de Lippe foi fundido com o da Renânia do Norte-Vestfália, o que levou às atuais fronteiras do estado. Posteriormente, a Constituição da Renânia do Norte-Vestfália foi ratificada por meio de um plebiscito. Ao contrário de outros estados alemães, a Renânia do Norte-Vestfália não teve ancestrais históricos. A atenção centrou-se sobretudo no desejo dos aliados de integrar um território comum, na rica região do Ruhr.[6][7]

Encontrar uma identidade comum para Lippe, Vestfália e Renânia foi um grande desafio nos primeiros anos do Land. Os maiores desafios no pós-guerra foram a reconstrução e o estabelecimento de um estado democrático. Em seguida, teve que redesenhar a estrutura econômica desenvolvida a partir do declínio da indústria de mineração que era o tema central da política nacional.

As eleições na Renânia do Norte-Vestfália em 22 de maio de 2005 deram à CDU uma vitória inesperada. Seu principal candidato, Jürgen Rüttgers, construiu um novo governo de coalizão composto pela CDU e pelo FDP que substituiu o governo anterior liderado por Peer Steinbrück. Rüttgers foi eleito como o novo primeiro-ministro (em alemão Ministerpräsident) do estado federal em 22 de junho de 2005.[6][7]

Entre 1905 e 1979 Dortmund incorporou vários municípios; por exemplo Körne, Deusen, Eving, Huckarde, Hörde, Aplerbeck e Holzen.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cidade tem uma longa tradição de música e teatro. A orquestra foi fundada em 1887 e agora se chama Dortmunder Philharmoniker. A primeira casa de ópera foi construída em 1904, destruída na Segunda Guerra Mundial e reaberta em 1966 como Opernhaus Dortmund. É operado pelo Theatre Dortmund juntamente com outros locais, incluindo (desde 2002) o Konzerthaus Dortmund. O Konzerthaus Dortmund está listado na lista ECHO como uma das 21 salas de concerto mais destacadas da Europa.[8]

O Domicil Jazz Club é um dos "100 melhores locais de jazz do mundo" de acordo com a revista americana de jazz DownBeat.[9]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Dortmund é a cidade do clube de futebol Borussia Dortmund. A cidade hospeda o Signal Iduna Park, maior estádio da Alemanha, que foi sede da Copa do Mundo FIFA de 1974 e 2006.[10]

Cidadãos notórios[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Resultado final do segundo turno das eleições de 2020 para prefeito na cidade de Dortmund». 26 de julho de 1997. Consultado em 28 de setembro de 2020 
  2. «Bevölkerungszahlen auf Basis des Zensus vom 9. Mai 2011» (em alemão). Landesbetrieb Information und Technik Nordrhein-Westfalen (IT.NRW). Consultado em 20 de julho de 2013. Arquivado do original em 28 de setembro de 2011 
  3. «Statistisches Bundesamt – Gemeinden in Deutschland nach Bevölkerung am 31.12.2011 auf Grundlage des Zensus 2011 und früherer Zählungen» (em alemão). Einwohnerzahlen auf Grundlage des Zensus 2011 
  4. Rudolf Kötzschke (Hrsg.): Die Urbare der Abtei Werden a. d. Ruhr (= Publikationen der Gesellschaft für rheinische Geschichtskunde XX: Rheinische Urbare). Bd. 2: A. Die Urbare vom 9.-13. Jahrhundert. Hrsg. von Rudolf Kötzschke, Bonn 1908, Nachdruck Düsseldorf 1978, Bd. 3: B. Lagerbücher, Hebe- und Zinsregister vom 14. bis ins 17. Jahrhundert, Bonn 1908, Nachdruck Düsseldorf 1978, Bd. 4,I: Einleitung und Register. I. Namenregister. Hrsg. von Fritz Körholz, Düsseldorf 1978, Bd. 4,II: Einleitung, Kapitel IV: Die Wirtschaftsverfassung und Verwaltung der Großgrundherrschaft Werden. Sachregister. Hrsg. von Rudolf Kötzschke, Bonn 1958
  5. Luise von Winterfeld: Geschichte der freien Reichs- und Hansestadt Dortmund. Ed.Ruhfus, Dortmund 1977
  6. a b Trudy Ring, ed. (1995). "Dortmund". Northern Europe. International Dictionary of Historic Places. Fitzroy Dearborn. p. 215+. ISBN 978-1-136-63944-9
  7. a b «Ruhrkampf - Her mit der Kohle! - SPIEGEL ONLINE». web.archive.org. 2 de fevereiro de 2014. Consultado em 16 de abril de 2023 
  8. «concerthallorganisation.eu» (em inglês). Consultado em 16 de abril de 2023 
  9. «domicil · Forum Jazz & Creative Music · Dortmund». www.domicil-dortmund.de. Consultado em 16 de abril de 2023 
  10. Dortmund, Por Rafael Maranhão Direto de; Alemanha. «Em Dortmund, geral segue viva e vira ponto turístico como maior da Europa». globoesporte.com. Consultado em 31 de agosto de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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