Ir para o conteúdo

Emirado de Córdova

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Emirado de Córdova
Capital Córdova

Língua oficial Árabe
Religião Islamismo
Moeda Dirrã

O Emirado de Córdova (em árabe: أمير قرطبة; romaniz.: Imārat Qurṭuba) foi um emirado independente fundado na Península Ibérica por Abderramão I, existindo entre 756 e 929[1]. Esteve entre os principais poderios do oeste islâmico de sua época, juntamente com os rustâmidas e o idríssidas.

Antecedentes Históricos

[editar | editar código]

Sob o Califado Omíada, razias foram perpetradas na parte sul da península ibérica contra os visigodos. Em abril de 711, o comandante berbere Tárique cruzou o estreito que separa a península do continente africano[2]. Desse evento, dá-se o nome atual daquela localidade, em árabe: جبل طارق; romaniz.: Jabal Ṭāriq, montanha de Tárique. Rodrigo, rei dos visigodos desde 710, foi ao encontro das forças muçulmanas, batalha essa que antecedeu a total derrocada dos visigodos na península e abriu caminho aos invasores muçulmanos.

A Conquista Muçulmana

[editar | editar código]

A rápida expansão do califado na península ibérica entre os anos de 711 e 718 fizeram com que a mesma se constituísse em um dos vilaietes do Califado Omíada. As primeiras forças do domínio eram formados por árabes, sírios e berberes, que instalaram-se tanto na zona rural quanto na urbana, mas a divisão étnica não deixou de existir, sendo fonte de profundas disputas armadas.

O Exílio Omíada

[editar | editar código]

As disputas no Levante ocasionam, em 750, a queda do Califado Omíada. A nova dinastia reinante, os Abássidas, decretam a morte de todos os membros da família omíada. Entretanto, seis anos depois, Abderramão I desembarcou em Al-Andaluz e proclamou-se emir depois de conquistar Córdova[1]. A unificação política peninsular, entretanto, aconteceu apenas em 781, depois de capturar Saragoça e Pamplona.

Verifica-se o estabelecimento da supremacia política dos muçulmanos no novo estado, suplantando o cristianismo visigodo. Supremacia explícita, por exemplo, por via da seguinte cunhagem islâmica do século VIII, das moedas de Abderramão I:[3]

Deus é um, Deus é eterno; não é Pai, nem Filho, nem tem outro semelhante.

Sob o reino de Abderramão II prossegue a islamização da península. Os cristãos sob jugo muçulmano dessa época viriam a ser chamados de moçárabes. Estes continuaram a ser a maioria da população até pelo menos o século X.

Em 929, Abderramão III procura impor sua autoridade frente a constante decadência política do emirado, proclamando-se califa e estabelecendo o Califado de Córdova[2].

Ver também

[editar | editar código]

Referências

[editar | editar código]
  1. a b «History of al-Andalus». El legado andalusi (em inglês). Consultado em 24 de junho de 2025 
  2. a b «Chronology». El legado andalusi (em inglês). Consultado em 24 de junho de 2025 
  3. da Guerra, Luis de Figueiredo (Abril de 1882). «Estudos arabicos III - Moedas Hispano-Arabes». Viana do Castelo: Typographia d'André Joaquim Pereira & Filho. Pero gallego: folha litteraria, scientifica (N.º 12): 4. Consultado em 11 de julho de 2025 

Bibliografia

[editar | editar código]
  • Evans, G. R. (2017). A Short History of Medieval Christianity. Londres e Nova Iorque: I. B. Tauris 
  • Sourdel, Dominique; Vilá, Jacinto Bosch (1979). Regierung und Verwaltung des vorderen Orients in islamischer Zeit: Teil 2, Volume 2. Leida: Brill