Estação Ferroviária de Rossas

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a antiga estação na Linha do Tua, que servia a localidade de Santa Comba de Rossas. Se procura a estação na Linha da Beira Alta, que serve a cidade de Santa Comba Dão, veja Estação Ferroviária de Santa Comba Dão.
Rossas
Inauguração 14 de Agosto de 1906
Linha(s) Linha do Tua
(PK 110,254)
Coordenadas 41° 39′ 53,43″ N, 6° 49′ 47,42″ O
Concelho Bragança

A Estação Ferroviária de Rossas foi uma interface da Linha do Tua, que servia a localidade de Santa Comba de Rossas, no Concelho de Bragança, em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Estação de Rossas.

O troço entre o troço entre Sendas e Rossas entrou ao serviço em 14 de Agosto de 1906.[1] Em Setembro desse ano, já se tinham iniciado as obras na secção seguinte, até Bragança[2], que entrou ao serviço em 1 de Dezembro.[3]

Nos inícios do Século XX, a Companhia Nacional instituiu um serviço rápido de Bragança a Tua, com paragens em várias estações, incluindo Rossas; o objectivo era dar ligação ao Comboio Porto - Medina, que percorria a Linha do Douro no seu trajecto entre São Bento e a cidade espanhola de Medina del Campo.[4]

Em 1939, a Companhia Nacional de Caminhos de Ferro fez obras de restauro nesta estação.[5]

Cume ferroviário de Portugal[editar | editar código-fonte]

A estação de Rossas é a estação portuguesa que se situa à maior altitude de todas, nos 850 metros de altitude, sendo que o ponto ferroviário mais alto se encontra no troço entre esta estação e a de Salsas.

Segundo um ferroviário da Linha do Tua ainda no activo no Metro de Mirandela, deste troço existia um ponto onde era visível a chegada do comboio à estação de Miranda-Duas Igrejas, na Linha do Sabor, a quase 45 km de distância.

A altitude e clima locais proporcionam a presença de neve com bastante regularidade todos os anos, o que permitiu várias vezes ao comboio ser o único veículo a conseguir romper os nevões da região.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 15 de Janeiro de 2015. 
  2. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1228). 16 de Fevereiro de 1939. p. 135-138. Consultado em 15 de Janeiro de 2015. 
  3. JACOB et al, 2010:32
  4. MAIO, José (1 de Maio de 1951). «O «Porto-Medina»» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 64 (1521). p. 87-88. Consultado em 15 de Janeiro de 2015. 
  5. «O que se fez em caminhos de ferro no ano de 1939» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1249). 1 de Janeiro de 1940. p. 35-40. Consultado em 15 de Janeiro de 2015. 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a estação de Rossas

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • JACOB, João; ALVES, Vítor (2010). Bragança. Roteiros Republicanos. Col: Roteiros republicanos, 15. Matosinhos: Quidnovi, Edição e Conteúdos, S. A. e Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. 127 páginas. ISBN 978-989-554-722-7 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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