Etelberto de Wessex

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Etelberto
Etelberto no Rolo Genealógico dos Reis da Inglaterra do século XIV
Rei de Wessex
Reinado 860-865
Antecessor(a) Etelbaldo
Sucessor(a) Etelredo
 
Casa de Wessex
Nascimento 835
  Wessex, Inglaterra
Morte 865
  Sherborne, Dorset
Pai Etelvulfo
Mãe Osburga

Etelberto (em inglês antigo: Æþelberht of Wessex; 835865) foi o rei de Wessex de 860 até à sua morte, em 865. Foi o terceiro filho do rei Etelvulfo e da sua primeira esposa, Osburga. Etelberto foi pela primeira vez mencionado como testemunha de uma carta em 854. No ano seguinte, Etelvulfo faz uma peregrinação a Roma e nomeia o seu filho mais velho ainda vivo, Etelbaldo, rei de Wessex, enquanto Etelberto se torna rei do território recentemente conquistado de Kent. Etelberto pode ter entregado a sua posição ao seu pai assim que regressa da peregrinação, mas retomou (ou manteve) o reinado no sudeste após a morte do seu pai, em 858.

Quando Etelbaldo morreu em 860, Etelberto uniu os dois territórios sob o seu domínio. Não nomeou um sub-rei e, pela primeira vez, Wessex e Kent foram totalmente unificados. Etelberto parece ter tido boas relações com os seus irmãos mais novos, os futuros reis Etelredo I e Alfredo, o Grande. O reino sofreu ataques víquingues durante o seu reinado, mas nada equiparado com as invasões que se sucederam após sua morte. Etelberto morreu no outono de 865 e foi enterrado ao lado do seu irmão Etelbaldo na Abadia de Sherborne, em Dorset. Etelredo é quem o sucede.

Ilustração de Etelberto em uma vidraça

Passado histórico[editar | editar código-fonte]

Quando o avô de Etelberto, Egberto, se tornou rei de Wessex em 802, parecia muito pouco provável que este estabelecesse uma dinastia duradoura. Por duzentos anos, três famílias haviam lutado pelo trono do oeste saxónico e nenhum filho sucedeu o seu pai como rei. A ligação mais próxima a Egberto com um antecessor ao rei de Wessex era um tataraneto de Ingildo, irmão do rei Ine (688–726), mas acreditava-se que este fosse um descendente paterno de Cerdico, o fundador da dinastia saxónica ocidental, que fez dele um Etelingo, um príncipe que teria legitima reivindicação ao trono. Mas nos séculos IX e X, a linhagem de Egberto apoderou-se do reino, sendo que todos os etelingos foram filhos de reis.[1]

No início do século IX, a Inglaterra encontrava-se quase totalmente sob o controlo dos anglo-saxões. O reino Midland de Mercia dominava o sul da Inglaterra, mas a sua supremacia chegara ao fim em 825, quando foram decisivamente derrotados por Egberto na Batalha de Ellendun. Os dois reinos tornaram-se então aliados, um facto importante na resistência aos ataques víquingues.[2] No mesmo ano, Egberto envia o seu filho Etelvulfo para a conquista do sub-reino merciano de Kent (a área do actual condado mais Essex, Surrey e Sussex) e outorga-lhe lugar-tenência do reino como subregulus (sub-rei).[3] Em 835 a Ilha de Sheppey foi devastada pelos víquingues e no ano seguinte estes derrotaram Egberto em Carhampton, em Somerset, mas em 838 Egberto saiu vitorioso numa aliança de Córnicos e os víquingues na batalha de Hingston Down, reduzindo a Cornualha ao estado de reino cliente.[1] Morre em 839 e é sucedido por Etelvulfo,[3] que nomeou o seu filho mais velho Etelstano como sub-rei de Kent. Etelvulfo e Egberto podem não ter pretendido uma união permanente entre Wessex e Kent, uma vez que ambos nomearam filhos como sub-reis e as cartas em Wessex eram documentadas pelos magnatas saxões ocidentais, enquanto as cartas de Kent eram documentadas pela elite de Kent; os dois reis mantiveram o controle geral e os sub-reis não tinham permissão para emitir a sua própria moeda.[4]

Os ataques víquingues aumentaram no início da década de 840 nos dois lados do Canal da Mancha e, em 843, Etelvulfo foi derrotado pelas campanhas compostas por 35 navios dinamarqueses em Carhampton.[3] Em 850 Etelstano derrotou uma frota dinamarquesa de Sandwich na primeira batalha naval registada na história inglesa.[5] Em 851, Etelvulfo e o seu segundo filho, Etelbaldo, derrotaram os víquingues na Batalha de Aclea e, de acordo com a Crônica Anglo-Saxónica, "houve o maior massacre dum exército de invasores pagãos de que alguma vez tenhamos ouvido falar e nele saíram vitoriosos".[6]

Fontes[editar | editar código-fonte]

As cartas fornecem a principal fonte da vida de Etelberto e as narrativas são muito poucas. A Crónica Anglo-Saxónica menciona apenas dois eventos no seu reinado e estes são também os únicos incidentes relatados na biografia de Asser sobre o seu irmão mais novo Alfredo de Wessex, que é baseada principalmente na Crónica de meados do século X.[1]

Família[editar | editar código-fonte]

Etelberto foi o terceiro de cinco filhos de Etelvulfo e sua primeira esposa Osburga, que morreu por volta de 855.[nota 1] Etelstano morreu no início dos anos 850, mas os quatro irmãos mais novos foram um após outro reis de Wessex: Etelbaldo de 855 a 860, [nota 2] Etelberto de 860 a 865, Etelredo I de 865 a 871 e Alfredo, o Grande de 871 a 899. Etelberto tinha uma irmã, Etelsvita, que se casou com o rei Burgredo de Mércia em 853.[7]

Vida pregressa[editar | editar código-fonte]

Carta S 331, que se mantém na sua forma original, datada de 862. O rei Etelberto concedeu terras em Bromley, em Kent, ao seu ministro Dritualdo.[1]

Etelberto foi pela primeira vez documentado quando atestou cartas em 854.[8] No ano seguinte, Etelvulfo foi em peregrinação a Roma depois de nomear o seu filho mais velho, Etelbaldo, sub-rei de Wessex e Etelberto, rei de Kent, Essex, Sussex e Surrey, nomeações estas que sugerem que os seus filhos deveriam suceder aos reinos separados, quer retornassem ou não à Inglaterra. Etelberto atestou as cartas enquanto duque (ealdorman) em 854 e como rei em 855.[1] Em 856, Etelvulfo regressou à Inglaterra com uma nova esposa, Judite, filha de Carlos, o Calvo, rei dos francos ocidentais. Etelbaldo, com o apoio de Ealstano, bispo de Sherborne, e Eanulfo, duque de Somerset, recusou-se a renunciar do seu reinado de Wessex. Etelvulfo comprometeu-se a evitar uma guerra civil, mas os historiadores discordam de como o reino foi dividido. De acordo com Asser, Etelvulfo foi designado para os "distritos orientais", e a maioria dos historiadores supõe que Etelbaldo manteve Wessex enquanto Etelberto deixou Kent para o seu pai; [1] outros acreditam que o próprio Wessex foi dividido, com Etelbaldo governando o oeste e Etelvulfo o leste, e Etelberto mantendo Kent.[1]

Etelvulfo confirmou que pretendia uma divisão permanente do seu reino, pois propunha que, ao morrer, Etelbaldo fosse rei de Wessex e Etelberto, rei de Kent. Esta proposta foi levada a cabo quando Etelvulfo morreu em 858.[9] Segundo a Crónica Anglo-Saxónica : "E então, os dois filhos de Etelvulfo sucederam ao reino: Etelbaldo ao reino de Wessex, e Etelberto ao reino dos habitantes de Kent e ao reino de Essex e a Surrey e ao reino de Sussex ".[10] Etelbaldo foi posteriormente condenado pelo biógrafo de Alfredo, o Grande, Asser, tanto por se ter voltado contra o seu pai como por se casar com a viúva do seu pai,[11] apesar de tudo, parece que ele manteve bons relacionamentos com Etelberto. Em 858, Etelbaldo emitiu uma carta constitutiva (S 1274) relativa à terra em Surrey e, portanto, no território do seu irmão, e uma carta que ele emitiu em 860 (S 326) foi testemunhada por Etelberto e Judite.[1]

Etelberto parece ter feito alterações significativas no pessoal com o testemunho de vinte e um tanos numa carta de Kentish de 858 (S 328), dos quais quatorze não testemunharam a carta remanescente do seu pai. Entre eles estava Eastmund, que Etelberto mais tarde nomeou duque de Kent.[12] A carta é considerada importante pelos historiadores porque esclarece as obrigações do folkland.[13] [nota 3] [1]

Notas

  1. A maioria dos historiadores descreve Osburh como a mãe de todos os filhos de Etelvulfo, mas alguns estudiosos argumentam que, em vista da grande diferença de idade entre os mais velhos e os mais jovens, Osburh pode ter sido apenas mãe de Etelredo e Alfred, enquanto Etelberto e seus irmãos mais velhos yerão nascido duma esposa anterior não documentada.[1]
  2. A Crónica Anglo-Saxónica afirma que Etelbaldo governou por cinco anos até à sua morte em 860, o que implica que ele tenha sido junto ou sub-rei com seu pai de 855 até à morte de Etelvulfo, em 858. Os historiadores normalmente datam o reinado de Etelbaldo em 855, mas alguns datam em 858.[1]
  3. Folkland, which was passed on a holder's death by customary rules, was distinguished from bookland which could be left by will.S 328 showed that the king could draw food rents and customary services from folkland.[13]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k [[#CITEREF|]].
  2. Keynes 1995, pp. 28, 39–41.
  3. a b c Nelson 2004.
  4. Abels 1998, p. 31.
  5. Stenton 1971, p. 244.
  6. Swanton 2000, p. 64.
  7. Abels 1998, pp. 55, 71 n.69, 347.
  8. Smyth 1995, p. 379.
  9. Abels 2002, p. 89.
  10. Swanton 2000, p. 66.
  11. Keynes and Lapidge 1983, pp. 70–73.
  12. Abels 2002, p. 90, n.26.
  13. a b Stenton 1971, p. 311.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Etelbaldo
Rei de Inglaterra
860 - 865
Sucedido por
Etelredo
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