Félix Émile Taunay

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Félix Taunay)
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde março de 2015)
Por favor, melhore este artigo inserindo fontes no corpo do texto quando necessário.


Félix Émile Taunay
Félix Taunay retratado por seu pai, Nicolas Taunay.
Nascimento 1 de março de 1795
Montmorency
Morte 10 de abril de 1881 (86 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade França Francês
Ocupação Pintor e professor

Félix Émile Taunay (Montmorency, 1 de março de 1795Rio de Janeiro, 10 de abril de 1881), 2º barão de Taunay, foi um pintor francês, também professor de desenho, pintura, língua grega e literatura na Academia Imperial de Belas Artes do Brasil.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do pintor Nicolas-Antoine Taunay, do Instituto de França, e de sua esposa, Marie Josephine Rondel, de origem bretã.

Nasceu numa casa que pertenceu a Jean-Jacques Rousseau,[carece de fontes?] adquirida por seu pai. Com a derrocada de Napoleão Bonaparte, Nicolas deixa a França e parte para o Brasil, a convite do Marquês de Marialva, enviado do rei Dom João VI à Paris para arregimentar artistas para o seu projeto de uma escola nacional de artes.

Nicolas chegou ao Rio de Janeiro em 1816, integrando a Missão Artística Francesa, acompanhado dos seus cinco filhos: Charles Auguste, Adrian, Hippolyte e Theodore Marie. Foi nomeado professor de Pintura Histórica da Academia Imperial de Belas Artes e recebeu o título português de Barão de Taunay,[1] mas em apenas três anos retornaria à França, deixando Félix Émile em seu lugar na cátedra.

Félix Émile foi nomeado professor de Pintura e Paisagem da Academia Imperial, em seguida sendo eleito diretor da instituição, em 12 de dezembro de 1834. Instituindo exposições de pintura que se renovavam anualmente, tomando outras iniciativas úteis, a sua administração deu grande prestigio à Academia. Pintou quadros notáveis, entre os quais Morte de Turenne, Derrubada das matas, Mãe d'água, Descobrimento das Caldas, O caçador e a onça, tendo pintado também o famoso retrato de Pedro II na infância.

Homem de letras, traduziu para o francês os versos dos Idílios Brasileiros (escritos em latim por seu irmão Theodore), as obras de Píndaro, as sátiras de Pérsio e a "Astronomíe du jeune âge". Escreveu a "Batalha de Poitiers", poema em 24 cantos. A 1 de janeiro de 1835, foi nomeado professor de Desenho, Grego e Literatura do jovem D. Pedro II. A partir daí torna-se não apenas mestre, mas amigo pessoal do monarca. Foi ainda professor e diretor da Academia Imperial de Belas Artes, autor de numerosos trabalhos científicos, sócio e fundador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Casou-se com Gabriela Hermínia de Robert d’Escragnolle, filha do conde d'Escragnolle e irmã do barão d'Escragnolle, sendo pais do famoso escritor Alfredo d'Escragnolle Taunay, visconde de Taunay, e de mais dois filhos. Viveram na casa erguida por seu pai ao lado de uma cascata no alto da Tijuca, hoje batizada como "Cascatinha Taunay". Segundo o Dicionário de Curiosidades do Rio de Janeiro, há um monumento erigido em sua homenagem em frente à Cascatinha, na floresta da Tijuca, onde tinha uma residência.

Recebeu a Ordem do Mérito e foi sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Detentor do Hábito da Ordem de Cristo (1841), do título de cavaleiro da Legião de Honra (1843), foi membro honorário da Academia Imperial de Belas Artes (1852) e comendador da Imperial Ordem da Rosa (1867). Em 1871 foi confirmado como 2º barão de Taunay.[2]

Em virtude de um problema de visão, aposentou-se precocemente e passou a se dedicar à educação de seus três filhos. As últimas palavras que articulou foram : "Adieu, belle nature du Brésil! Adieu, ma belle cascade!". E como trazia um gorro à cabeça, tateando-o para tirá-lo nas trevas da cegueira em que mergulhara havia três anos, murmurou: "Voici la mort. Il faut découvrir".[carece de fontes?]

Referências

  1. "A Corte no Brasil: Vida artística urbana: Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios". In: Arquivo Nacional. O Arquivo Nacional e a História Luso-Brasileira.
  2. Chaves, Mariana Guimarães. A Arte do Retrato no Brasil Imperial: Análise da obra Retrato de Sua Majestade o Imperador Dom Pedro II em 1835 (1837), de Félix-Émile Taunay. 2014, Universidade Federal de Juiz de Fora, 2014, p. 42

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • RIOS FILHO, Adolfo Morales de los. Grandjean de Montigny e a evolução da arte brasileira. Rio de Janeiro: Empresa A Noite, 1941.
  • PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
  • TAUNAY, Afonso de E. A missão artística de 1816. Brasília: Edit. da Universidade de Brasília, 1983.
  • DIAS, Elaine. Paisagem e Academia. Félix-Emile Taunay e o Brasil (1824-1851). Campinas, Edit. da UNICAMP, 2009.
Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) pintor(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.