Filipe Samuel Magaia

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Filipe Samuel Magaia (7 de Março de 1937 - 10 / 11 de Outubro de 1966[1]) foi um político moçambicano, líder de guerrilha e Secretário da Defesa de Moçambique da FRELIMO durante a Guerra da Independência de Moçambique. Após alguns anos como combatente, Magaia foi, de acordo com a versão oficial, assassinado por um soldado da FRELIMO ao serviço dos portugueses. No entanto dívidas ainda existem sobre este cenário, havendo sugestões para que se realize mais investigação, [2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Magaia nasceu em Mocuba, na província da Zambézia, filho de Samuel Guenguene Magaia e de Albinic Ana Perreira Magaia. Durante os seus anos à frente da FRELIMO, Magaia solicitou ajuda à Argélia para treinar os seus homens. A sua estratégia era especializar as suas tropas na guerra de guerrilha, pois achava que era um tipo de combate era altamente desmoralizador, tanto ao nível psicológico como material e, consequentemente, a um nível mais geral como a própria colonização de Moçambique.[3] Magaia comandou as tropas durante os ataques iniciais em Chai e, mais tarde, nas províncias de Niassa e Tete, usando grupos de 10 a 15 soldados em rápidos ataques de guerrilha; avançou para sul, ligando Tete com a ajuda das forças da República do Malawi. Usufruíndo de liberdade de movimentos no terreno, Magaia foi capaz de aumentar, em alguns casos, para cerca de 100 homens as suas forças de ataque.[4] A 10 ou 11 de Outubro de 1966, ao regressar à Tanzânia, após inspeccionar a linha da frente, Magaia foi abatido por Lourenco Matola, companheiro de guerrilha da FRELIMO supostamente ao serviço dos portuguese.[carece de fontes?]

Referências

  1. A Document for the History of African Nationalism Douglas L. Wheeler, 1970
  2. «"Assassinato de Magaia ainda precisa de ser investigado": Hama Thai». O País. 24 de julho de 2017. Consultado em 27 de outubro de 2017 
  3. AllAfrica Artigo
  4. Brendan F. Jundanian, The Mozambique Liberation Front,(Library of Congress: Institute Universitaire De Hautes Etupes Internacionales, 1970), pág. 76-80