Grupamento de Mergulhadores de Combate

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Grupamento de Mergulhadores de Combate
Grupamento de Mergulhadores de Combate (23192484522).jpg
GRUMEC em operação no mar
País  Brasil
Corporação Marinha do Brasil
Subordinação Força de Submarinos
Missão Operações Especiais
Guerra não convencional
Contra-terrorismo
Resgate de reféns
Ações diretas
Tipo de unidade Forças Especiais
Sigla GRUMEC
Lema FORTUNA AUDACES SEQUITUR
Logística
Efetivo Confidencial
Insígnias
Insígnia da "Ordem do Tubarão" Insignia GRUMEC.png
Sede
Guarnição Niterói

O GRUMEC é uma unidade militar de mergulhadores de combate para operações especiais da Marinha do Brasil. Com doutrina semelhante a do US Navy SEALs e a do Special Boat Service britânico, a sua função é a de se infiltrar, sem ser percebida, em áreas litorâneas e ribeirinhas, e executar tarefas como reconhecimento, sabotagem e destruição de alvos de valor estratégico. Localiza-se na Ilha de Mocanguê, Niterói, RJ.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros MECs foram fundados por dois oficiais e dois praças que concluíram o curso de UDT-SEAL norte-americanos em 1964. Fruto da experiência, foi criada em 1970 a Divisão de Mergulhadores de Combate na Base Almirante Castro e Silva. Em 1971, mais dois Oficiais e três Praças foram qualificados pela Marinha Francesa como "Nageurs de Combat". Mesclando as técnicas do curso francês, que priorizava as operações de mergulho, com as do curso norte-americano, que dava grande ênfase às operações terrestres, foi ministrado em 1974, no Brasil, o primeiro Curso Especial de Mergulhador de Combate pelo atual Centro de Instrução e Adestramento Almirante Átilla Monteiro Aché (CIAMA).

A fim de atender adequadamente às crescentes solicitações da Esquadra e dos Distritos Navais, a Divisão de Mergulhadores de Combate foi transformada, em 1983, no Grupo de Mergulhadores de Combate, como parte integrante do Comando da Força de Submarinos. Em 1996, as Orientações Ministeriais determinaram a criação do Curso de Aperfeiçoamento de Mergulhador de Combate para Oficiais. A primeira turma desse curso foi formada em dezembro do mesmo ano.

No dia 12 de dezembro de 1997, pela portaria nº 371, o Ministro da Marinha criou o Grupamento de Mergulhadores de Combate, A nova organização militar, ativada no dia 10 de março de 1998, tem semi-autonomia administrativa e é diretamente subordinada ao Comando da Força de Submarinos, que lhe fornece seu principal meio de transporte.[1]

Curso de Formação de Mergulhador de Combate[editar | editar código-fonte]

Operador do GRUMEC em simulação de guerra na selva durante a Operação Amazônia, em 2014.

O curso é prioritário para militares da Marinha do Brasil, do Corpo da Armada ou do Quadro Complementar da Armada, não podendo ser frequentado por Fuzileiros Navais, e objetiva habilitá-los a operar equipamentos de mergulho, armamento, explosivos, utilizar técnicas e táticas para guerra não-convencional e conflito de baixa intensidade, capacitando-os a executar, em suma, os diversos tipos de operações especiais. Além de ser o curso operacional mais longo das Forças Armadas Brasileiras, é conhecido por ser um dos mais rigorosos, de cada 20 inscritos, em média 6 conseguem concluí-lo, havendo edições em que nenhum candidato se formou. O curso é sediado no Centro de Instrução e Adestramento Almirante Átilla Monteiro Aché.

Durante o treinamento, são criadas situações específicas para preparar e testar a habilidade dos alunos em suportar situações operacionais de extremo desconforto, em condições psicológicas adversas, avaliando-os com a exposição ao frio, sono escasso, cansaço e ao racionamento de comida e água.

Operador do GRUMEC em operação de defesa marítima.

É dividido em duas categorias, para Oficiais, existe o CAMECO - Curso de Aperfeiçoamento de Mergulhador de Combate para Oficiais, com duração de 45 semanas, divididas em quatro fases incluindo fase 0, com duração de cinco semanas serão ministradas nesta fase as disciplinas: Treinamento Físico-Militar, Processo de Planejamento Militar e Estudo de Caso, Gestão Contemporânea, Noções Básicas de Gestoria e Liderança. Nas demais fases, as matérias abrangem: treinamento físico militar; combate corpo a corpo; higiene de campanha; primeiros socorros; equipamento autônomo de circuito aberto e fechado; técnicas de combate; operações ribeirinhas; demolições; armamento; comunicações; técnicas de reconhecimento de praia; operações especiais submarinas; introdução ao microcomputador; sistema de comunicações da Marinha; e inteligência.

Para Praças, existe o C-ESP-MEC - Curso Especial de Mergulhadores de Combate, com duração de 24 semanas, com as mesmas atividades instrucionais do CAMECO, exceto a fase 0.[2]

Depois de formado MeC, o militar é designado para servir no GRUMEC, onde participará de um programa complementar de adestramento e realizará cursos de extensão e estágios em diversas áreas, como Desativação de Artefatos Explosivos (DAE), Curso Básico de Paraquedista Militar, Mestre de Salto, Salto Livre, Mestre de Salto Livre, Precursor Paraquedista, Dobragem e Manutenção de Paraquedas e Suprimentos pelo ar (DOMPSA), Estágio Básico de Montanhismo, Curso de Operações na Selva, Estágio de Operações no Pantanal, Estágio de Caçador, dentre outros.

A fábula de curso mais difícil do Brasil[editar | editar código-fonte]

O C-ESP-MEC / CAMECO é reiterado por meio de imperitos civis e da mídia jornalistica como o curso mais difícil e longo do Brasil por conta do seu tacanho numero de formandos anualmente, comparações e analises essas absolutamente inverídicas devido a diversos fatores, como alguns que devem ser considerados abaixo:

  • O C-ESP-MEC / CAMECO é destinado somente ao pessoal do Corpo da Armada, fazendo disso um confinante devido a origem dos candidatos.
  • A unidade é um grupamento com estruturas e organizações ínfimas, dessa maneira a fração de homens que lá devem-se agregar é naturalmente sucinta devido a classificação da organização.
  • Os candidatos que apetecem ser mergulhadores de combate são marinheiros, por essa razão e devido aos seus cotidianos de trabalho e formação militar voltados exclusivamente para áreas técnicos-administrativas aos meios da Esquadra os mesmos possuem insipiência de doutrinas de combate militar básico e manuseio de diversos tipos de armamentos e equipamentos voltados para o combate direto, fazendo dessa peculiaridade o curso possuir uma expansão de tempo para poder instruir os candidatos ao ´´A,B,C´´ dos conflitos, fator esse que não ocorre com os Fuzileiros Navais que desejam ingressar ao COMANF.
  • Grande parte dos candidatos ao curso são oriundos de áreas administrativas do corpo da armada, nas quais o incentivo para as atividades físicas e cardiovasculares é pífio ou inexistente engendrando assim altas taxas de reprovações nos testes médicos, físicos e nos primeiros dias do curso.

Grupo Especial de Retomada e Resgate[editar | editar código-fonte]

O GERR - MEC, Grupo Especial de Retomada e Resgate - Mergulhadores de Combate, é o grupo de militares do GRUMEC responsáveis pela retomada de navios, instalações no mar e plataformas de petróleo, bem como o resgate de reféns que venham a ser tomados/dominados por terroristas ou outros criminosos no mar. Para fazer parte desse grupo é necessário ser MeC há pelo menos dois anos. O GERR-MEC teve como inspiração para a sua criação o GERR-OpEsp do BtlOpEspFuzNav, unidade essa pertencente aos Comandos Anfíbios.

Referências

  1. «GRUMEC – as Forças Especiais da Marinha do Brasil». Defesa Aérea & Naval (em inglês). Consultado em 21 de fevereiro de 2016 
  2. Informações complementares para o CAMECO e para o C-ESP-MeC

Ver também[editar | editar código-fonte]