Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais

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Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais
Operação Formosa 2016 (30387972101).jpg
País  Brasil
Estado  Rio de Janeiro
Corporação Marinha do Brasil
Missão Planejamento, condução e execução de Operações Especiais, Operações de Informações, Operações Psicológicas, Operações Clandestinas, Combate urbano, Reconhecimento especial anfíbio, Guia de força anfíbia de desembarque, Guia avançado de fogo naval e aeronaval, Contraguerrilha e Contraterrorismo, Busca e resgate em combate, Balizar zonas de desembarque anfíbio e Ações diretas de Comandos Anfíbios.
Ramo Fuzileiros navais
Sigla COMANF
Criação 1971 (49 anos)
Patrono Suboficial José Paulo de Santana

(Primeiro militar a lograr êxito e se formar um Comandos Anfíbios da Marinha do Brasil, em 1972. Falecido em 3 de junho de 2020)

Lema Audazes Unidos Intrépidos Comandos Anfíbios!
Grito de Guerra AUICA!
História
Guerras/batalhas Embaixada do Brasil, Benghazi (2012)

UNAVEM III (1995)

Extração do senador boliviano Roger Pinto (2013)

Haiti - MINUSTAH (2004-2017)

Guerrilha do Araguaia

Condecorações Ordem do Mérito Naval
Insígnias
Insígnia 1
1ª CIA ReconAnf
2ª CIA Ações de Comandos
2ª CIA - Ação De Comandos
Insígnia 3
3ª CIA GERR
Comando
Comandante Adilson Cappucci Junior
Sede
Bairro Campo Grande

O Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, conhecido como Batalhão Tonelero, situado na cidade do Rio de Janeiro, é a unidade militar dos Comandos Anfíbios (COMANF), que são uma tropa de Forças Especiais do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.[1] São eles os Fuzileiros Navais especificamente preparados para o planejamento, condução e execução de Operações Especiais, Operações de Informações, Operações Psicológicas, Operações Clandestinas, Combate urbano, Reconhecimento especial anfíbio, Guia de força anfíbia de desembarque, Guia avançado de fogo naval e aeronaval, Contraguerrilha e Contraterrorismo, Busca e resgate em combate, Balizar zonas de desembarque anfíbio e Ações diretas de Comandos Anfíbios.

Os seu contigente é altamente adestrado para agir em ambiente: Urbano, de Montanha, de Caatinga e especialmente os ambientes de Selva, Pantanal. Litorâneo e Ribeirinho.

Organização e Finalidade[editar | editar código-fonte]

Esse batalhão tem a finalidade principal, por meio de Comandos Anfíbios, contribuir para a execução do poder naval, efetuando:

1ª CIA ReconAnf
1ª CIA ReconAnf

1ª Companhia de Operações Especiais:

Reconhecimento Especializado - RECON, são envolvidas as ações de reconhecimento pré-assalto e pós-assalto em apoio às forças de desembarque, com efetivos altamente qualificados como mergulhadores autônomos ou usando o paraquedas como meio de infiltração com a missão de identificar e relatar atividades do inimigo, conduzir fogos das armas de apoio, implantar sensores no terreno e orientar operações com aeronaves.

2ª Companhia de Operações Especiais:

Ação de Comandos (Ações Diretas), As ações de comandos visam destruir ou danificar objetivos relevantes, retomar instalações, capturar ou resgatar pessoal, obter dados, despistar e produzir efeitos psicológicos.

3ª Companhia de Operações Especiais:

Grupo Especial de Retomada e Resgate (GERR-OpEsp), tem como missão resgatar militares ou autoridades civis mantidos em confinamento ilegal, contraterrorismo, busca e resgate de pilotos abatidos em zona de combate e retomada de instalações de interesse da Marinha e/ou do Governo Federal.

4ª Companhia de Comando e Serviços:

Com relação ao gerenciamento de seus recursos materiais e humanos, o Batalhão possui uma Companhia de Comando e Serviços e autonomia administrativa por meio da qual planeja e executa os recursos recebidos da Força de Fuzileiros da Esquadra - FFE.

3ª CIA GERR
3ª CIA GERR

5ª Companhia de Apoio às Operações Especiais:

Tem a tarefa de prestar o apoio especializado de serviço ao combate, seja a bordo, por meio da seção de dobragem e manutenção de paraquedas, da seção de apoio ao mergulho e da seção de apoio de embarcações, seja nas operações dos GptOpFuzNav. A companhia organiza um Destacamento de Apoio as Operações Especiais para atuar junto ao Componente de Apoio de Serviços ao Combate dos GptOpFuzNav, realizando tarefas de apoio especializados, tais como, operar embarcações de desembarque pneumáticas, ressuprir equipes de operações especiais infiltradas, ou ainda, realizar a manutenção de material específico empregado nas operações especiais, tais como paraquedas e equipamentos de mergulho.

Seção de Instrução de Operações Especiais:

2ª CIA Ações de Comandos

Capacitar os recursos humanos pertencentes ao Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais; Contribuir para o desenvolvimento da doutrina de Operações Especiais no Corpo de Fuzileiros Navais; e Realizar a pesquisa e a experimentação de novas técnicas operacionais e de equipamentos peculiares às Operações Especiais.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Brevê[editar | editar código-fonte]

O símbolo identificativo dos Comandos Anfíbios é o seu brevê de aparência hostil, uma âncora dourada na vertical, cruzada por um par de asas e tendo sobreposto ao ponto de cruzamento uma caveira superposta a uma lápide, atravessada por um raio em posição diagonal, da direita para a esquerda e de cima para baixo.

Significado:

Caveira: A morte do inimigo;

Raio: A velocidade e violência nas ações;

Âncora: Fidelidade à Pátria e a Marinha do Brasil e capacidade de executar operações aquáticas;

Par de asas: Capacidade de operar por meios aéreos;

Lápide: Céu noturno, escuridão, ambiente formidável para as Ações de Comandos Anfíbios.

Gorro preto[editar | editar código-fonte]

Outro símbolo identificativo dos Comandos Anfíbios é o gorro preto que no caso dos militares do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil só os Comandos Anfíbios o utilizam.

Treinamentos do Batalhão[editar | editar código-fonte]

Militares do Batalhão Tonelero e do Bope em simulação de contra-terrorismo no MetrôRio para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

Os militares do Batalhão Tonelero fazem todos os anos, treinamentos em diversos estados do Brasil,[2][3] e também no exterior buscando o aperfeiçoamento e exatidão de suas técnicas de combate e a capacitação para operar em diferentes ambientes e climas. E também realizam treinamentos em conjunto com departamentos e tropas especiais como o MARSOC, Sayeret Matkal e United States Navy SEALs.

Todos os anos militares do Batalhão Tonelero realizam cursos e estágios no Exército Brasileiro que complementam sua formação dentre os quais o Curso Básico de Paraquedista Militar, Curso de Precursor Paraquedista, Curso de Guerra na Selva, Estágio de Operações na Caatinga, Estágio de Operações no Pantanal, entre outros. No próprio batalhão realizam o Curso Expedito de Salto Livre (CEXSAL) e o Curso Expedito de Mergulho Autônomo (C-EXP-MAUT).

Militares do batalhão que falam a lingua inglesa, costumam ser designados para cursos no exterior, especializando-se em unidades como o "MARSOC" do (Marines/EUA) , "Sayeret Matkal" do (IDF / Israel), "GIGN" da (Gendarmerie Nationale / França) e ''Navy SEALs'' da (Marinha Americana / Estados Unidos).

Operações Reais de Grande Vulto[editar | editar código-fonte]

Líbia[editar | editar código-fonte]

Embaixada do Brasil, Benghazi (2012) Durante as elevadas tensões regionais provocadas por agentes estatais e não estatais, foi realizada a extração do embaixador do Brasil à época Afonso Carbonar juntamente com todo o corpo diplomático, sem perdas de vidas. A missão de caráter emergencial e confidencial fora a ser realizada por operadores adentrando ao país descaracterizados e portando documentos falsos. Um dia após a extração, a Líbia fechou todas as suas fronteiras.

Angola[editar | editar código-fonte]

UNAVEM III (1995).

Bolívia[editar | editar código-fonte]

Extração do senador boliviano Roger Pinto (2013) Missão clandestina para extrair o líder da oposição do governo Evo Morales ao Brasil em segurança, os operadores transportaram o senador por 22 horas percorrendo 1.600 km, através de um carro diplomático da embaixada brasileira, passando por regiões de difícil acesso e de Produção de coca até chegar a Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

Haiti[editar | editar código-fonte]

MINUSTAH (2004-2017) Sob a égide das Nações Unidas, os Comandos Anfíbios desempenharam um papel importante no combate as guerrilhas que assolavam o território haitiano e causaram grande instabilidade política no país. Em todo contingente de Fuzileiros Navais no Haiti, existiam comandos anfíbios, o que ocorreu desde 2004, quando o Brasil começou a enviar tropas para esse país.

Brasil[editar | editar código-fonte]

• Guerrilha do Araguaia.

• ECO-92, Rio de Janeiro (1992).

• Jogos Pan-Americanos, Rio de Janeiro (2007).

• Operações nos complexos de favelas da penha e do Alemão, Río de Janeiro (2010).

• Jogos mundiais militares, Rio de Janeiro (2011).

• Rio +20, Rio de Janeiro (2012).

• Jornada Mundial da Juventude, Rio de Janeiro (2013).

• Operações no complexo de favelas da Maré, Rio de Janeiro (2014).

• Copa do Mundo (2014).

• Jogos Olímpicos Rio 2016.

• Operação Capixaba, Espírito Santo (2017).

• Crise no Porto de Santos, São Paulo (2018).

• Operações Furacão - Intervenção Federal no Rio de Janeiro (2018).

• Reunião dos Ministros de Relações Exteriores / Relações Internacionais do BRICS, Rio de Janeiro (2019).

Armamentos Leves do Batalhão[editar | editar código-fonte]

Nome Origem Tipo
Taurus PT92  Brasil Pistola
Taurus PT 24/7  Brasil Pistola
COLT SCW  Estados Unidos Fuzil de assalto
Mark 18 CQBR  Estados Unidos Carabina
Benelli M4  Itália Espingarda
Mossberg 590  EUA Espingarda
Parker Hale M85  Reino Unido Fuzil de precisão
PGM Ultima Ratio  França Fuzil de precisão
PGM Hecate II  França Fuzil de precisão
Heckler & Koch UMP  Alemanha Submetralhadora
FN Minimi  Bélgica Metralhadora Leve
AT-4  Suécia Anticarro


Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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