Guerra Russo-Persa (1804–1813)

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Guerra Russo-Persa (1804-1813)
Parte da Guerras russo-persas e das Guerras Napoleônicas
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Esta pintura por Franz Roubaud ilustra um episódio no rio Askerna onde os russos conseguiram repelir os ataques de um exército persa maior por duas semanas. Eles fizeram uma "ponte viva", de modo que dois canhões poderiam ser transportados através de seus corpos.
Data 1804 – 1813
Local sul do Cáucaso

norte iraniano

Desfecho Pérsia é forçada a ceder o que hoje é a Geórgia, Daguestão, maior parte do Azerbaijão, e partes do norte da Armênia para a Rússia.
Combatentes
Rússia Império Russo Flag of Agha Mohammad Khan.svgImpério Cajar
Líderes e comandantes
RússiaAlexandre I da Rússia Flag of Agha Mohammad Khan.svg Fate Ali Xá Cajar

Flag of Agha Mohammad Khan.svgAbbas Mirza

Unidades
48 000 soldados
21 000 de cavalaria irregular
50 000 Nezam-e Jadid
(infantaria de estilo moderno)
20 000 de cavalaria irregular
25 000 outros soldados persas.

A Guerra Russo-Persa de 1804-1813 foi uma das muitas guerras entre o Império Persa e o Império Russo, e começou com uma disputa territorial. O novo rei persa, Fate Ali Xá Cajar, cobiçava a Georgia que havia sido anexada pelo czar Paulo I vários anos após a Guerra Russo-Persa de 1796. Como seu colega persa, o csar Alexander I também era novo no trono, e igualmente determinado a controlar os territórios em disputa. A guerra terminou com o Tratado de Gulistão que cedeu o território disputado da Geórgia para a Rússia Imperial, mas também cedeu o Daguestão, a maioria do que é hoje em dia o Azerbaijão e um pouco da Armênia ao Império Russo[1]

Origem[editar | editar código-fonte]

Uma das razões para o início da Guerra Russo-Persa foi a iniciativa do czar Paulo I de anexar a Geórgia (dezembro de 1800) durante o governo de Heráclio II, que foi o governante do Reino de Cártlia-Cachétia muito antes do seu líder Nader Xá, fazer um apelo para a Rússia cristã no Tratado de Georgievsk, em 1783, para que o reino fosse incorporado ao Império Persa. Depois do assassinado de Paulo (11 de março de 1801), a atividade política foi mantida por seu sucessor, o czar Alexandre I, que planejou retomar o controle russo sobre o Cáucaso. Em 1803, o comandante das forças russas no Cáucaso, Paulo Tsitsianov, atacou Ganja e capturou a cidadela em 15 de janeiro de 1804. O governador de Ganja, Javade Cã Cajar, foi morto e muitos habitantes locais foram massacrados. O governante Cajar, Fate Ali Xá, soube do ataque russo à Armênia, Carabaque e Azerbaijão. Isso não foi apenas um recurso de instabilidade na sua fronteira norte, mas um desafio direto à autoridade.

Forças desiguais[editar | editar código-fonte]

Os russos foram incapazes de manter uma alta posição de suas tropas na região do Cáucaso, porque a atenção de Alexandre estava concentrada na guerra contra a França, o Império Otomano, a Suécia e a Grã-Bretanha. Para isso, os russos foram forçados a usar tecnologia superior, alto treinamento e estratégia devido à perceptível disparidade de tropas. Algumas estimativas dizem que as vantagem persa era de 5 para 1. O filho de Fath Ali, Abbas Mirza, tentou modernizar o exército persa, com ajuda de instrutores franceses através da Aliança Franco-Persa, e depois de especialistas britânicos, com a intenção de ajudar nessa causa, mas o exército persa foi derrotado na guerra.

Estopim da guerra[editar | editar código-fonte]

A guerra começou quando os generais russos Ivan Gudovich e Paulo Tsitsianov atacaram as posições persas em Echmiatsina cidade mais sagrada da Armênia. Gudovich, sem sucesso na captura de Echmiatsin devido à rendição das tropas, marchou para Erevan, onde o cerco falhou novamente. Mesmo com esses ataques mal sucedidos, os russos mantiveram a vantagem na guerra, devido à superioridade de tropas e estratégia.

Guerra sagrada e derrota persa[editar | editar código-fonte]

Bandeira do Canato de Ganja capturada por Tsitsianov em 1804. Museu Histórico do Azerbaijão.

Os persas mantiveram seus esforços mais tarde na guerra, declarando a como uma guerra sagrada sobre a Rússia Imperial em 1810. Entretanto, isso foi pouco proveitoso. A tecnologia e tática superiores da Rússia garantiram muitas vitórias estratégicas. Foi proveitoso para os persas o fato de Napoleão - que era aliado da Pérsia e podia oferecer uma pequena ajuda direta - invadir a Rússia. Até mesmo quando os franceses estavam ocupando a antiga (e futura) capital da Rússia, Moscovo, as forças russas no sul não foram chamadas mas continuaram sua ofensiva contra a Pérsia, culminando nas vitórias de Pyotr Kotlyarevsky em Aslanduz Lankaran, depois da derrota na Batalha de Sultanabad em 1812 e 1813 respectivamente. Depois da rendição persa, os termos do tratado de Gulistan cederam ao Império Russo a maioria dos territórios previamente disputados. Isso fez com que os antes poderosos khans fossem dizimados e tivessem que prestar homenagem à Rússia.[2]

Referências

  1. Goldstein, Dr Erik; Goldstein, Erik (19 de setembro de 2005). Wars and Peace Treaties: 1816 to 1991. [S.l.]: Routledge. ISBN 9781134899111 
  2. electricpulp.com. «GOLESTĀN TREATY – Encyclopaedia Iranica». www.iranicaonline.org. Consultado em 3 de outubro de 2015