Hagåtña

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Hagåtña
Agaña
Aganha
—  Cidade  —
Vista de Hagåtña, com o Forte de Santa Águeda em destaque.
Vista de Hagåtña, com o Forte de Santa Águeda em destaque.
Localização de Hagåtña em Guam
Localização de Hagåtña em Guam
Coordenadas 13° 28' 45" S 144° 45' O
País  Estados Unidos
Território Guam
Administração
 - Prefeito John A. Cruz
Área
 - Total 1 sq mi (3 km²)
População (Censo 2012)
 - Total 1 100
    • Densidade 366,7 hab./km²
Fuso horário ChST (UTC+10)
Código postal 671

Aganha[1][2] (em chamorro e, atualmente, em inglês: Hagåtña, pronunciado: [həˈɡɑtɲə]; antigamente em inglês: Agana, pronunciado: [əˈɡɑːnjə]; em espanhol: Agaña) é a capital da dependência norte-americana de Guam, localizada na Micronésia.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Hagåt" (também romanizada como haga', com uma parada glotal ao invés da sílaba final "t") significa "sangue" em chamorro, língua falada nas Ilhas Marianas, das quais Guam faz parte.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Hagåtña está localizada na boca do Rio Hagåtña, na costa oeste de Guam. De acordo com o Bureau do Censo dos Estados Unidos, a cidade tem uma área total de 2,6 km². A vila está delimitada pelas arenosas praias da Baía de Aganha ao norte, o Rio Aganha e seus pântanos associados a leste, e um penhasco (que se localiza acima da vila de Agana Heights) ao sul.

História[editar | editar código-fonte]

População histórica
Censo População
1960 1,642
1970 2,119 29.0%
1980 896 −57.7%
1990 1,139 27.1%
2000 1,100 −3.4%
2010 1,051 −4.5%
Fonte:[3]
Principal rua de Hagåtña em 1899-1900.

Hagåtña foi uma vila proeminente antes da colonização de Guam pelos espanhóis. Em 1668, o primeiro missionário espanhol, o Padre San Vitores, chegou na ilha. A família do Chefe Kepuha doou terras em Hagåtña, permitindo a construção da primeira igreja de Guam (Catedral-Basílica Dulce Nombre de Maria) por San Vitores.

Por norma dos espanhóis, a maioria da população indígena de Guam e de outras ilhas do arquipélago das Marianas foi forçada a realocar-se para a cidade. O resto das construções da administração espanhola podem ser vistas na Plaza de España localizadas ao lado da catedral da Arquidiocese de Aganha. Os restos do Palácio do Governador Espanhol estão ali, estando mais próximos do Departamento de Educação do que a Catedral.

Após a ilha de Guam ser cedida aos Estados Unidos pela Espanha na Guerra Hispano-Americana de 1898, Hagåtña continuou a ser a sede do governo, sob administração da Marinha dos Estados Unidos. Até 1940, a população da cidade cresceu até 10.000, contendo quase a metade dos habitantes da ilha. Vilas foram fundadas perto de Hagåtña, destinadas para imigrantes das ilhas Carolinas.

Guam foi capturada por forças japonesas em 8 de dezembro de 1941. Durante a liberação dos japoneses de Guam em 1944 durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi profundamente danificada por bombardeios navais dos Estados Unidos. Muitos antigos moradores se mudaram para outras partes de Guam após a guerra. Como parte do plano de reconstrução de Guam, a marinha estadunidense construiu novas estradas retas pela cidade, que passavam por terrenos existentes e criou vários lotes de terra com múltiplos donos. Isso prejudicou o desenvolvimento da cidade até os dias presentes. Em dezembro de 1944, Guam foi cena da revolta racial de Agana, entre prestadores de serviço brancos e negro que se situavam na ilha.

Atualmente, apesar de uma população de apenas 1.100 habitantes (menos de 1% de toda a população de Guam), a cidade continua sendo a sede do governo territorial. Seus sítios históricos são grandes atrações para seus visitantes. Hagåtña é servida pelo Aeroporto Internacional Antonio B. Won Pat em Tamuning e Barrigada.

Estrada de Hagåtña em 1899-1900.
Hagåtña antes da Segunda Guerra Mundial

Referências

  1. Serviço das Publicações da União Europeia. «Anexo A5: Lista dos Estados, territórios e moedas». Código de Redacção Interinstitucional. Consultado em 1 de maio de 2012. 
  2. Macedo, Vítor. (Primavera de 2013). "Lista de capitais do Código de Redação Interinstitucional". A Folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias (n.º 41): 14–15. Sítio web da Direcção-Geral da Tradução da Comissão Europeia no portal da União Europeia. ISSN 1830-7809. Visitado em 23 de maio de 2013.
  3. «Guam Statistical Yearbook 2010» (PDF). 
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