Escola hipermoderna

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a8 preto torre
b8 preto cavalo
c8 preto bispo
d8 preto rainha
e8 preto rei
f8 preto bispo
g8 preto cavalo
h8 preto torre
a7 preto peão
b7 preto peão
c7 preto peão
e7 preto peão
f7 preto peão
g7 preto peão
h7 preto peão
d5 preto peão
c4 branco peão
f3 branco cavalo
a2 branco peão
b2 branco peão
d2 branco peão
e2 branco peão
f2 branco peão
g2 branco peão
h2 branco peão
a1 branco torre
b1 branco cavalo
c1 branco bispo
d1 branco rainha
e1 branco rei
f1 branco bispo
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Abertura Réti ou Sistema Réti, um dos principais sistemas de abertura hipermodernos, criado por Réti.

Escola Hipermoderna, também conhecida como Escola Neorromântica, é uma escola de pensamento enxadrístico que preconiza o controle à distância do centro do tabuleiro com peças no lugar do uso ortodoxo de peões, ao mesmo tempo em que convida o oponente para que o faça com seus peões, os quais se converterão em alvo constante de ataques posteriores.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Howard Staunton e outros enxadristas do Século XIX já tinham entrado em contato com estas novas ideias que agora são consideradas como hipermodernas, entretanto a Escola Hipermoderna de enxadrismo ficou em evidência somente na década de 1920, graças aos esforços de seus principais teóricos: Nimzowitsch, Réti, Tartakower e Breyer, todos provenientes da Europa Central. Eles acreditavam que a prática do xadrez estava se tornando enfadonha, lenta e sem valor. Postulavam ainda que a teoria enxadrística não poderia ser resumida por um simples conjunto de regras e princípios imutáveis, tais como aquelas divulgadas por Tarrasch.

Suas novas ideias se configuraram então em uma contestação à escola de pensamento ortodoxa, popularizada por Tarrasch na década de 1890. Esta ortodoxia é uma dogmática derivação dos conceitos desenvolvidos primeiramente por Steinitz, sendo ele o primeiro a demonstrar cabalmente a superioridade do jogo posicional em contraposição à Escola Romântica de enxadrismo. O jogo posicional enfatiza a importância de vantagens “estáticas”, tais como: evitar a formação de estruturas fracas de peões, postos avançados para os cavalos, não permitir o aparecimento do bispo mau em detrimento do bispo bom em posições fechadas de peões, dentre outras.

Entretanto, em 1922, Réti publicou New Ideas in Chess, um estudo sobre a evolução do pensamento enxadrístico, indo da era de Paul Morphy até o início da pensamento hipermoderno. Hyper-modernist Chess Play, o tratado de Tartakower, foi publicado em 1924. O famoso livro de Nimzowitsch, My System, foi publicado também em 1924 e inclui elementos do hipermodernismo, sendo, entretanto, uma obra predominantemente posicional.

Embora nenhum dos primeiros expoentes da Hipermodernismo tenha se tornado campeão do mundo, eles estavam entre os enxadristas mais fortes de sua época. De qualquer forma, o campeão do mundo Alekhine se declarava como partidário dos hipermodernistas, muito embora o seu estilo de jogo possuísse muitos elementos da escola clássica.

Na atualidade, o Grande Mestre e ex-campeão mundial Garry Kasparov é um expert na Defesa Índia do Rei, tendo-a utilizado com êxito nos principais embates envolvendo a coroa de campeão mundial.

Características[editar | editar código-fonte]

De um modo geral, as defesas que iniciam com 1.d4 Cf6 (as assim chamadas Defesas Índias), que não transpõe para defesas do tipo 1.d4 d5, são consideradas como hipermodernas. Por exemplo, os lances 1.d4 Cf6 2.c4 e6 3.Cc3 d5 caracterizam uma transposição da defesa 1.d4 Cf6 para o Gambito da Dama Declinado (ou Recusado), um tipo de abertura de natureza ortodoxa.

É importante ressaltar que certos lances iniciais, tais como 1.a3, não se constituem em aberturas ou defesas hipermodernas, uma vez que, embora posterguem o controle do centro pelos peões, provocam, na verdade, o atraso no desenvolvimento normal das peças e não efetuam o controle à distância do centro, o que não se harmoniza com os princípios do hipermodernismo.

Principais aberturas e defesas hipermodernas[editar | editar código-fonte]

Na Escola Hipermoderna, podemos citar como as principais aberturas:

Como principais defesas:

Como gambitos:

Referências[editar | editar código-fonte]

  • BATISTA, Gérson P. e BORGES, Joel C. O Espírito da Abertura. São Paulo: Ciência Moderna, 2004.
  • D’AGOSTINI, Orfeu. Xadrez Básico. São Paulo: Ediouro, 1954.
  • FILGUTH, Rubens. Xadrez de A a Z: dicionário ilustrado. Porto Alegre: Artmed, 2005.
  • REINFELD, Fred. Hypermodern chess: as developed in the games of its greatest exponent Aron Nimzovich. Dover Publications, 1948. ISBN 0-486-20448-0.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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