IOTA (criptomoeda)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O projeto IOTA tem como objetivo para criar um ecossistema financeiro seguro e descentralizado para a Internet das coisas (IoT). O IOTA parte do princípio que, à medida que mais e mais dispositivos poderão se comunicar entre si, os pagamentos começarão a surgir em algum momento. O projeto propõe uma criptomoeda com arquitetura descentralizada para tratar de micropagamentos.[1][2]

IOTA LOGO

Nascida em 2014, é a única tecnologia desse tipo que é capaz de funcionar com um leve registro distribuído com escalabilidade, resistência e descentralização para todos os dispositivos IoT. A IOTA foi criada como uma derivação distante da tecnologia blockchain e sua estrutura inovadora já é reconhecida por meios de imprensa como Forbes, TechCrunch, International Business Times e Huffington Post.[3][4][5][6]

Diferentemente de criptomoedas mais conhecidas como Bitcoin e Ethereum, o IOTA não usa nenhum blockchain.[7] Em vez disso, ela usa "Tangle", um grafo acíclico dirigido (DAG).[8] Uma vez que uma transação IOTA é transmitida para a rede, duas transações anteriores devem ser aprovadas e os nós de rede precisarão garantir que as transações aprovadas não sejam conflitantes. Esta é uma maneira diferente de abordar a ameaça de dupla-despesa com moedas virtuais.

Visão geral[editar | editar código-fonte]

A geração das criptomoedas descentralizadas é feita por todo o sistema de criptomoedas, coletivamente, a uma taxa que é escolhida quando o sistema é desenvolvido e disponibilizado de forma pública. Nos sistemas bancários centralizados e sistemas econômicos, como o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos, os conselhos corporativos ou os governos controlam o fornecimento de moedas por meio da impressão de unidades de moeda fiduciária ou exigindo aditivos para registros bancários digitais. No caso de criptomoedas descentralizadas, as empresas ou os governos não podem produzir novas unidades, e ainda não fornecer apoio para outras empresas, bancos ou entidades corporativas que detêm o valor patrimonial medido nela. O sistema técnico subjacente em que as criptomoedas descentralizadas são baseadas foi criado pelo grupo ou indivíduo conhecido como Satoshi Nakamoto.[9]

Atualmente existem centenas de especificações de criptomoedas; A maioria é semelhante e derivada da primeira criptomoeda descentralizada totalmente implementada: o Bitcoin.[10][11] Nos sistemas de criptomoeda, a segurança, a integridade e o equilíbrio de registros são mantidos por uma comunidade designada como mineiros: membros do público em geral usando seus computadores para ajudar a validar e temporizar transações, adicionando-as ao registro (block chain) de acordo com um esquema definido de temporização.[12]

Por estarem sendo incentivados financeiramente, a segurança dos registros de criptomoedas parte do pressuposto de que a maioria dos mineiros está tentando honestamente manter o arquivo.

É necessário pôr um limite máximo na quantidade total de moedas em circulação. Com isso, a maioria das criptomoedas é projetada para diminuir gradualmente a produção de novas moedas, assim como é feito com metais preciosos.[13] Em comparação com as moedas comuns mantidas por instituições financeiras, as criptomoedas são menos predispostas à apreensão pela aplicação da lei. [14] As criptomoedas existentes são pseudoanônimas, embora adições como Zerocoin e sua característica de lavagem distribuída [14] tenham sido sugeridas, o que permitiria o verdadeiro anonimato.[15][16][17][18]

História das criptomoedas[editar | editar código-fonte]

O "Dinheiro B", um sistema eletrônico e anônimo de pagamento. foi publicado em 1998 por Wei Dai.[19] Pouco tempo depois, Nick Szabo criou "Bit Gold".[20] Como bitcoin e outras criptomoedas que o seguiriam, o Bit Gold era um sistema de moeda eletrônica que exigia que os usuários completassem uma função de prova de trabalho, com as soluções sendo criptograficamente computadas e publicadas. Um sistema de moeda baseado em uma prova de trabalho reusável foi criado mais tarde por Hal Finney, que seguiu o trabalho de Dai e Szabo.

O desenvolvedor pseudónimo Satoshi Nakamoto criou a primeira criptomoeda descentralizada, Bitcoin, em 2009. Ele usou SHA-256, uma função hash criptográfica, como seu esquema de prova de trabalho.[12][21] Como uma tentativa de formar um DNS descentralizado, em abril de 2011 foi criada a Namecoin, o que tornaria a censura da internet muito difícil. Logo depois, em outubro de 2011, o Litecoin foi lançado. Foi a primeira criptomoeda de sucesso a usar o scrypt como sua função hash em vez de SHA-256. Outra criptomoeda notável, a Peercoin, foi a primeira a usar um híbrido de prova de trabalho e prova de participação. Desde então, diversas outras criptomoedas foram criadas, embora poucas tenham sido bem-sucedidas, já que trouxeram pouca inovação técnica.[22] Em 6 de agosto de 2014, o Reino Unido anunciou que seu tesouro tinha sido encarregado de fazer um estudo sobre as criptomoedas, e qual papel, se houver, elas poderiam desempenhar na economia britânica. O estudo também foi para informar se a regulamentação deve ser considerada.[23]

IOTA[editar | editar código-fonte]

Criptomoedas, blockchain e Internet das coisas (IoT) são tecnologias muito discutidas atualmente. Os tokens da IOTA propõem a combinação dos benefícios de todos os três em apenas um. No entanto, ao contrário do Bitcoin e outras criptomoedas, o token de microtransação da IOTA é baseado no registro Tangle especificamente projetado para as aplicações relacionadas com a Internet das Coisas, de volta em 2015.

De acordo com publicações, o registro Tangle[24] habilitado pela IOTA é ideal para transações de pagamento máquina-máquina, com especial atenção para a integridade e precisão dos dados. Os tokens da IOTA prometem superar os desafios da taxa de mineração e de velocidade de processamento de transações feitas por criptomoedas como o Bitcoin, aumentando a eficiência das microtransações.

O desenvolvimento do segmento de IoT e os potenciais usos da tecnologia de registros distribuídos no setor fazem da IOTA uma solução promissora. O grafo acíclico dirigido (DAG) empregado pelo registro subjacente da IOTA elimina os problemas mais comuns apresentados pelo sistema de blockchain convencional.

Tangleimage.jpg

Um artigo recente[25] sobre uma das plataformas de recursos tecnológicos diferencia DAG e o sistema de blockchain convencional. O autor explica que o DAG considera que os usuários e os validadores são os mesmos, enquanto o blockchain distingue entre usuários individuais e validadores de blocos depois de criar uma cadeia de blocos consecutivos que contém ambos. No Tangle, os usuários que participam das transações são reconhecidos e confirmados somente depois que autorizam e aprovam duas transações anteriores. Essas operações serão monitoradas por nós de rede para evitar qualquer conflito. A estrutura também elimina o risco de gastos duplos sem obstruir o sistema.

A flexibilidade proporcionada pelo DAG permite que os dispositivos da rede IoT continuem usando qualquer criptomoeda previamente estabelecida. Poucas altcoins como Byteball já estão utilizando o protocolo DAG.[26] A própria estrutura do DAG também elimina a possível centralização da rede (referente ao recente debate sobre a centralização da rede Bitcoin devido ao aumento do poder de hashing dos pools de mineração chineses). Além disso, a ausência de um bloqueio remove a necessidade de um hardware de mineração com custo financeiro elevado, como os mineiros da ASIC.[27]

As aplicações da IOTA não se limitam apenas aos dispositivos IoT, e isso foi estabelecido por outras plataformas baseadas em DAG que suportam a criação e implementação de contratos inteligentes com aplicações do mundo real. Ao mesmo tempo, uma possibilidade seria a criação de dispositivos e veículos autônomos baseados em IoT que podem ganhar e pagar sua manutenção. A Internet das Coisas oferece exatamente esse cenário de rápida expansão para provedores de serviços de comunicação (CSP's) para explorar novas oportunidades de receita e crescimento.

Referências

  1. «IOTA: A Cryptoplatform for the Internet of Things». Lester Coleman'. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  2. «IOTA: A Cryptoplatform for Securing Transactions on the IoT». Donald Krambeck'. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  3. «IOTA's Bitfinex Listing Surges To $1.5B Record-Breaking 'Crypto' Capitalization On Market Debut». 'Roger Aitken'. Consultado em 2 de Julho de 2017 
  4. «How blockchain can create the world's biggest supercomputer». 'Ben Dickson'. Consultado em 2 de Julho de 2017 
  5. «Blockchain design is evolving to power the new 'economy of things'». 'Ian Allison'. Consultado em 2 de Julho de 2017 
  6. «Five Blockchain Technologies you should be Watching». 'John Rampton'. Consultado em 2 de Julho de 2017 
  7. «IOTA: INTERNET OF THINGS WITHOUT THE BLOCKCHAIN?». JP BUNTINX'. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  8. «What is IOTA?». United Kingdom Cryptocurrency Guidance'. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  9. Bitcoin-block-signing History, http://blockchain.info, 2 de Março de 2014|acessodata=8 de Junho de 2017
  10. «Listing of active coins». cryptocoincharts.info. 27 de Fevereiro de 2014. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  11. «Proof of burn (another authentication protocol forked from P.O.S.». en.bitcoin.it. 7 de Junho de 2013. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  12. a b Jerry Brito and Andrea Castillo (2013). «Bitcoin: A Primer for Policymakers» (PDF). Mercatus Center. George Mason University. Consultado em 12 de Junho de 2017 
  13. How Cryptocurrencies Could Upend Banks' Monetary Role, American Banker, 26 May 2013|acessodata=8 de Junho de 2017
  14. The FBI's Plan For The Millions Worth Of Bitcoins Seized From Silk Road, Forbes, 4 October 2013|acessodata=8 de Junho de 2017
  15. «Zerocoin—Making bitcoin anonymous». cryptographyengineering.com. 2013. Consultado em 2 Junho de 2017. Arquivado do original em 21 de Maio de 2014 .
  16. 'Zerocoin' Add-on For Bitcoin Could Make It Truly Anonymous And Untraceable, Forbes, 26 May 2013
  17. Matthew Green (26 de Maio de 2013). «Zerocoin: Anonymous Distributed E-Cash from Bitcoin» (pdf). Johns Hopkins University 
  18. This is Huge: Gold 2.0—Can code and competition build a better Bitcoin?, New Bitcoin World, 26 May 2013
  19. Wei Dai (1998). «B-Money» 
  20. «Bitcoin: The Cryptoanarchists' Answer to Cash». IEEE Spectrum. Consultado em 8 de Junho de 2017. Around the same time, Nick Szabo, a computer scientist who now blogs about law and the history of money, was one of the first to imagine a new digital currency from the ground up. Although many consider his scheme, which he calls “bit gold,” to be a precursor to Bitcoin 
  21. Bitcoin developer chats about regulation, open source, and the elusive Satoshi Nakamoto, PCWorld, 26-05-2013
  22. «Are Any Altcoins Currently Useful? No, Says Monero Developer Riccardo Spagni». Bitcoin Magazines. Consultado em 31 de Maio de 2017 
  23. «UK launches initiative to explore potential of virtual currencies». The UK News. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  24. «The tangle» (PDF). Serguei Popov. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  25. «IOTA: A Cryptoplatform for Securing Transactions on the IoT». Donald Krambeck. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  26. «Byteball Digital currencies for the rest of us». Byteball. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  27. «ASIC». ‘'bitcoinwiki. Consultado em 8 de Junho de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre Tecnologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.