Ethereum

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Ethereum
Símbolo do Ethereum
Símbolo do Ethereum
Desenvolvedor Vitalik Buterin, Mihai Alisie, Anthony Di Iorio, Charles Hoskinson e et al
Lançamento 30 de julho de 2015; há 2 anos
Versão estável [+/-]
Versão em teste Frontier (Versão Release em linha de comando)
Idioma(s) inglês
Linguagem C++, Go, JavaScript, Python, Java, node.js, Haskell
Sistema operacional Linux, Windows, OS X, POSIX
Gênero(s) Blockchain, Plataforma de computação descentralizada.
Licença GPL3, MIT, LGPL, et al
Estado do desenvolvimento Beta Release
Tamanho 1-2GB para o blockchain.
Página oficial www.ethereum.org

Ethereum é uma plataforma descentralizada capaz de executar contratos inteligentes e aplicações descentralizadas usando a tecnologia blockchain: São aplicações que funcionam exatamente como programadas sem qualquer possibilidade de censura, fraude ou interferência de terceiros, isso porque o contrato é imutável. Ele possui uma máquina virtual descentralizada Turing completude, a Ethereum Virtual Machine (EVM), que pode executar scripts usando uma rede internacional de nós públicos.

O Ethereum foi fundado por Vitalik Buterin em Janeiro de 2014[1], e formalmente apresentado para a comunidade na forma de um white paper[2] . A definição formal da Virtual Machine do Ethereum ( EVM ) foi escrito por Gavin Wood.

O Ethereum foi financiado como um projeto de crowdfunding, sendo o terceiro maior projeto já financiado desta forma na história, e foi lançado em 30 de Julho de 2015[3]

Em 2016 ocorreu um fork no Ethereum e seu blockchain foi dividido em dois graças ao colapso do projeto The DAO, e com isso nasceu o Ethereum Classic.

Conceito[editar | editar código-fonte]

O Ethereum utiliza a tecnologia blockchain que é capaz de armazenar registros de transações num arquivo que é uma espécie de planilha pública, distribuída e de segurança garantida por criptografia. As transações publicadas no blockchain são verificadas e validadas pelos próprios usuários num processo conhecido como mineração que ocorre via execução de códigos de natureza criptográfica, sendo assim, o sistema pode funcionar num protocolo distribuído recompensando seus usuários pelo poder computacional empregado por eles. Contratos inteligentes "assinados" no blockchain do Ethereum e a mineração são pagos em ether, o combustível da plataforma.

Porém, o ponto que torna o Ethereum diferente das altcoins em geral e o diferencia da moeda digital mais difundida (o bitcoin), é que O Ethereum visa levar a tecnologia do blockchain e os contratos inteligentes para "tudo" que possa ser programado.

O princípio é que toda transação, registro, execução de código distribuído, assinatura de contrato digital, ou qualquer outra aplicação que seja executada na rede do Ethereum seja paga em ether, sendo assim, o Ethereum pode ser considerado um grande computador (de escala planetária) no qual usuários pagam pela quantidade de recurso utilizado.

Ether[editar | editar código-fonte]

Ether
Dados
Usado Rede Ethereum
Inflação Desinflação [4]
30 de Julho de 2015
Sub-Unidade
10−3

10−6
10−9
10−12
10−18


Finney

Szabo
Shannon
Babbage
Lovelace
Wei

Símbolo Ξ[5]
Plural Ethers
Moedas Moeda digital
Notas Moeda digital
Banco Não disponível
N/A
Fabricante N/A

O Ether é um token utilizado como combustível ( gás ) dentro da plataforma do Ethereum para rodar os contratos inteligentes, serviços computacionais dentro da rede e para pagar taxas aos mineradores. Apesar do ether ser considerado um combustível, ele é negociado como uma criptomoeda nas corretoras, ele é listado com o código ETH.

Usuários podem conseguir ether por um dos seguintes métodos:

  • Mineração (para qual é necessário um computador com uma Unidade de Processamento Gráfico (GPU)

atual para execução dos códigos criptográficos)

  • Recebimento de doações de outros usuários.
  • Troca por ativos digitais ( Bitcoin, Zcash, Monero e etc ).

Devido ao conceito por trás do Ethereum, não é possível conseguir ether em trocas diretas por moedas reais. O modelo do Ethereum visa favorecer a circulação de ethers como forma de pagamento pelo uso da própria rede.

O mecanismo de troca de ether por bitcoins foi fundamental para o próprio financiamento do projeto. Uma primeira remessa de ether (aproximadamente 60 milhões de ethers) foi vendida durante o financiamento do projeto numa crowdsale que durou 42 dias, período no qual foram arrecadados 31.591 bitcoins, que na cotação da época equivaliam a aproximadamente 18.5 milhões de dólares [6]

Ether utiliza-se de estrutura de programação que utiliza pontos flutuantes permitindo que ele seja fracionado em escalas decimais muito pequenas. Ethers são divididos em unidades menores cujos nomes fazem referência a pessoas envolvidas com o desenvolvimento das tecnologia de criptografia, moedas digitais e contratos inteligentes: Finney, Szabo, Wei. Além disso, há outras unidades que não constam no texto original mas tem sido utilizadas pelos usuários, fazendo referência a personalidades da computação [7]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Foto do grupo de desenvolvderoes na DEVCON-0, Berlim, 14 de Novembro de 2014.

Ethereum é um projeto de código aberto. O desenvolvimento propriamente dito começou em Dezembro de 2013 sendo as primeiras implementações em Go e C++ liberadas para avaliação de usuários em Fevereiro de 2014.[8] Desde então vários updates foram lançadas até a versão de release (Frontier) ser lançada em Julho de 2015.

A versão de Release atual é considerada pelos próprios desenvolvedores instável e não-segura, sendo os usuários da rede responsáveis pelo risco do uso e orientados a tomarem as devidas precauções.

O desenvolvimento foi financiado como projeto de crowdfunding de mais de 18 milhões de dólares.

Potenciais Aplicações[editar | editar código-fonte]

De acordo com os seus desenvolvedores, Ethereum pode ser usado para codificar, descentralizar, tornar seguro e comercializar tudo que possa ser programado: votações, nomes de domínio, transações financeiras, crowdfunding, governança de empresas e estados, contratos e acordos de qualquer tipo e até mesmo propriedade intelectual.

A possibilidade de validação de identidade e assinatura digital segura da blockchain dá margem para desenvolvimento de uma série de aplicações tais como:

  • Transferências financeiras para qualquer parte do mundo.
  • Campanhas de crowdfunding
  • Apólices de seguro
  • Registro de títulos de propriedade
  • Coleta de impostos
  • Votações
  • Registro de histórico médico
  • entre outras.

A tecnologia tem potencial inclusive para alimentar modelos de governo distribuídos tais como o anarquismo.

Contratos Inteligentes[editar | editar código-fonte]

Contratos inteligentes são contratos de assinatura digital cuja verificação é realizada por meio de protocolos de computador. Na rede Ethereum, contratos inteligentes podem ser implementados em quatro linguagens diferentes. Os contratos são compilados para a máquina virtual do Ethereum e em seguida anexados à blockchain.

As linguagens são:

Premiações[editar | editar código-fonte]

  • Em 2014, Buterin venceu a Premiação Mundial em Tecnologia (World Technology Award) pela

contribuição na criação e desenvolvimento do Ethereum.[9]

Repercussão na Mídia[editar | editar código-fonte]

A plataforma foi noticiada em uma série de publicações na mídia internacional The Wall Street Journal,[10] Wired,[11] The Globe and Mail,[12] SiliconANGLE,[13] Al Jazeera,[14] The Telegraph[15] and the Keiser Report.[16]

No Brasil, notícias sobre o Ethereum limitam-se a mídias especializadas como blogs e páginas em redes sociais sobre Bitcoin e moedas digitais.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Buterin, Vitalik (23 de janeiro de 2014). «Ethereum: A Next-Generation Cryptocurrency and Decentralized Application Platform». Bitcoin Magazine. Consultado em 13 Dezembro 2015 
  2. Wood, Gavin (6 de abril de 2014). «Ethereum: A Secure Decentralised Generalised Transaction Ledger» (PDF). Self published. Consultado em 13 Dezembro 2015 
  3. Tual, Stephan. «Ethereum Launches». blog.ethereum.org. Consultado em 13 Dezembro 2015 
  4. The Issuance Model in Ethereum
  5. «The symbol for Ether is...». 7 Junho 2014. Consultado em 16 Dezembro, 2015  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. «Crypto 2.0 Roundup: Block Chain Bloat, Ethereum Completes Presale and a Crypto Football Team». plus.google.com/+Coindesk/ (em inglês). Consultado em 15 Dezembro 2015 
  7. «Subunidades do Ethereum». github.com/ethereum/. Consultado em 17 Dezembro 2015 
  8. Tual, Stephan. «C++ Code+Build FAQ». Ethereum. Consultado em 16 Dezembro 2015 
  9. «World Technology Award 2014». www.wtn.net/. Consultado em 17 Dezembro 2015 
  10. Vigna, Paul (28 de outubro de 2015). «Microsoft to Offer Ethereum Based Services - The Wall Street Journal». Wired. Consultado em 15 Dezembro 2015 
  11. Finley, Kurt (27 de janeiro de 2014). «Out in the Open: Teenage Hacker Transforms Web Into One Giant Bitcoin Network». Wired. Consultado em 15 Dezembro 2015 
  12. Gray, Jeff (7 de abril de 2014). «Bitcoin believers: Why digital currency backers are keeping the faith». The Globe and Mail. Phillip Crawley. Consultado em 15 Dezembro 2015 
  13. Cox, Ryan. «Can Ethereum kill Bitcoin with self-executing contracts?». SiliconANGLE. Consultado em 17 Dezembro 2015 
  14. Schneider, Nathan (7 de abril de 2014). «Code your own utopia: Meet Ethereum, bitcoin's most ambitious successor - Al Jazeera America». Consultado em 17 Dezembro 2015 
  15. Bartlett, Jamie (10 de dezembro de 2014). «Soon, the internet will be impossible to control». Consultado em 17 Dezembro 2015 
  16. Herbert, Stacy (1 de março de 2014). «Keiser Report: New Crypto Phenomenon Ethereum». Consultado em 17 Dezembro 2015 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]