Júlio Ramos

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Júlio Ramos
Nome completo Júlio Gonzaga Ramos
Nascimento 21 de julho de 1868
Porto
Morte 1945 (77 anos)
Guilhabreu
Nacionalidade português
Alma mater Academia de Belas-Artes do Porto
Ocupação pintor, professor, escritor

Júlio Ramos (Porto, 1868 - Guilhabreu, Vila do Conde, 1945) foi um pintor, professor e escritor português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Júlio Gonzaga Ramos nasceu a 21 de julho de 1868 na freguesia da Sé, na cidade do Porto.

Matriculou-se em 1882 na Academia de Belas-Artes do Porto tendo sido discípulo de João Correia, Marques de Oliveira, Soares dos Reis e Geraldo Sardinha.

Em 1886 recebeu uma menção honrosa num concurso de desenho e, passados dois anos, um prémio pecuniário de Arquitetura.

Terminados os seus estudos na Academia de Belas-Artes do Porto, vai para Paris como bolseiro do Estado Português (1891-1897). Nesta cidade tem a oportunidade de frequentar a École des Beaux-Arts, o atelier de Julien, ter como mestres Jean Paul Laurens, Benjamin Constant, Jules Breton e Loys Valteil.

Expôs duas vezes no Salon (1896 e 1897) e com Júlio Brandão ilustrou a segunda edição da obra "Só" (1898) de António Nobre.

Em 1897 regressa a Portugal para se dedicar à pintura, particularmente às paisagens do Rio Ave e Lima. É nesta data que expõem pela primeira vez na Academia Portuense de Belas Artes.

A partir desta altura, começa a participar em numerosas exposições quer em Portugal (Porto, Lisboa) quer no estrangeiro (Paris, Rio de Janeiro e Berlim), vindo a obter em algumas delas prémios:

Para além da pintura, foi também professor tendo lecionado na Escola Industrial Faria Guimarães (atual Escola Artística de Soares dos Reis) entre 1923 e 1938, recebeu alunos de pintura no seu atelier portuense, na Rua do Campo Lindo e localizado nas proximidades da casa que habitou.

Foi ainda cenógrafo e tocador de violão na Sociedade Dramática d'Amadores da Cidade do Porto, escreveu em várias publicações periódicas como "O Primeiro de Janeiro", "Comércio do Porto Ilustrado", "Ilustrações Modernas" (1898), "Serões" (1907), "Arte" (1908) e "A Águia" (1910-1911).

Faleceu no lugar de Freixo, freguesia de Guilhabreu, em 1945 vítima de cólica hepática.

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