John Nelson Darby

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John Nelson Darby.

John Nelson Darby (18 de noviembro de 1800 - 29 de abril de 1882) foi um teólogo e pregador anglo-irlandês e figura de grande influência entre Irmãos de Plymouth. Desenvolveu a doutrina do Dispensacionalismo. Realizou uma tradução da Bíblia baseada nos textos hebraicos e gregos, chamada em inglês The Holy Scriptures: A New Translation from the Original Languages by J. N. Darby, também traduzida para o alemão e francês.

"Durante as décadas de 1820 e 1830, John Darby (fundador da Irmandade de Plymoth) desenvolveu uma nova teologia sistemática chamada Dispensasionalismo. Esta doutrina desde então tornou-se muito popular no Cristianismo. É fato incontestável que o Dispensasionalismo não existiu até o século dezenove. Não tem nenhuma raiz judaica e nem existia no Cristianismo até o século em questão. Como a maioria dos teólogos do século 19, John Darby era anti-nomiano, isto é, acreditava que a Lei de Moshe (Moisés) tinha desaparecido na cruz. Darby se sentia incomodado com os sérios problemas trazidos por esta doutrina. Darby percebeu que durante os sete anos da última semana profética de Daniel, os sacrifícios estariam sendo feitos no Templo. Como a Lei de Moisés estava CLARAMENTE sendo cumprida durante os sete anos da tribulação, Darby concluiu que a Lei voltaria a ter validade no início da tribulação. Esta linha de raciocínio fez Darby segregar as histórias bíblicas e proféticas em períodos compartimentadas. Darby teorizou que a “ idade da Lei” tinha acabado na cruz e que a “ idade da graça” ou “ idade da igreja” tinha começado na cruz. Então com a tribulação, a “idade da Lei” volta e a “ idade da graça” termina. Isto criou um problema grande para a teoria de Darby. Como poderia a “idade da Lei” retornar se a igreja ainda estaria na terra? Darby achava que na “idade da Lei” o Eterno lidava com Israel e na tribulação o Eterno voltaria a lidar com Israel. Então o que aconteceria com a igreja? Certamente que a igreja não sairia da “idade da graça” pra voltar pra Lei de Moisés. Como consequência desta linha de raciocínio, Darby adotou a idéia de um arrebatamento pré-tribulacionista que havia se tornado tão popular entre os Irvingitas. Esta idéia dizia que a Igreja sairia da terra no início da tribulação, deixando Israel pra trás para sofrer na tribulação durante o período da “volta da Lei” . Darby agora tinha outro problema: se a igreja fosse arrebatada deixando Israel pra trás, o que dizer dos judeus crentes? Eles seriam arrebatados juntamente com a Igreja ou ficariam para trás com Israel? Darby inventou outra solução: a dicotomia Igreja/Israel. Esta teoria ensinava que um judeu que se tornava crente no Messias passava a fazer parte da Igreja e não era mais parte de Israel. Como resultado disto, ninguém poderia ser parte tanto da Igreja quanto de Israel. Segundo esta teoria, judeus crentes deixariam de ser judeus e se tornariam parte da Igreja de Deus, que ele ensinava conter pessoas que não eram nem judeus nem gentios. Portanto, as três teorias que se tornaram pilares do Dispensasionalismo são: 1 – A Lei não seria para hoje; 2 – O arrebatamento pré-tribulacionista; 3 – A dicotomia Igreja/Israel. Não podemos aceitar nem a número 1 nem a número 3. A número 2 só seria necessária por causa de uma crença na número 1. A número 2 não funciona sem a número 3, que foi criada para resolver os problemas da número 2. Como resultado, é incompatível o Dispensasionalismo. Dois de seus três pilares fundamentais não são compatíveis com a teologia bíblica original, resgatada pelo judaísmo messiânico ou nazareno. Além disto, o único pilar remanescente não se sustenta sozinho. Quando examinada à luz da Bíblia, toda a estrutura do Dispensasionalismo é destruída. É uma doutrina do século 19 que foi inventada pelo Cristianismo e não tem NENHUMA raiz na fé do primeiro século." Autor: James S. Trimm (trecho do seu artigo sobre o 'arrebatamento pré-tribulacionista' - http://teshuvahatorah.xpg.uol.com.br/estudo/mosheh/arrebatamento.pdf)

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Referências[editar | editar código-fonte]

  • Arbeitskreis Geschichte der Brüderbewegung (Hrsg.): 200 Jahre John Nelson Darby. Edition Wiedenest. Jota Publikationen, Hammerbrücke 2000.
  • Gustav Ischebeck: John Nelson Darby. Seine Zeit und sein Werk. Bundes-Verlag, Witten 1929.
  • Erich Geldbach: Christliche Versammlung und Heilsgeschichte bei John Nelson Darby. R. Brockhaus, Wuppertal 1971, ³1975.
  • Berthold Schwarz: Leben im Sieg Christi. Die Bedeutung von Gesetz und Gnade für das Leben des Christen bei John Nelson Darby, Brunnen-Verlag, Gießen/Basel 2008
  • William Kelly: John Nelson Darby – wie ich ihn kannte. CSV, Hückeswagen 1987.
  • W.G. Turner: John Nelson Darby. Ein Lebensbild. R. Müller-Kersting, Huttwil/Bern 1928.
  • Max S. Weremchuk: John Nelson Darby und die Anfänge einer Bewegung. CLV, Bielefeld 1988. ISBN 3-89397-312-5