José Soriano de Souza

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de José Soriano de Sousa)

José Soriano de Souza (Paraíba, 15 de setembro de 1833Recife, 12 de agosto de 1895) foi um jurista, médico, jornalista, escritor, professor e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

José Soriano de Souza nasceu na Paraíba, em 15/09/1833 e faleceu em Recife, 12/08/1895.

Filho do Tenente Francisco José de Souza, Soriano era o irmão mais novo de Brás Florentino de Souza e de Tarquínio Bráulio de Souza. Todos os três irmãos Souza foram Professores da Faculdade de Direito do Recife. Além da docência na área jurídica, os três irmãos atuaram juntos em defesa das ideias conservadoras e católicas, inclusive na defesa dos bispos na Questão Religiosa de 1874.

Graduado e doutor em Medicina, pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1860, também se graduou e se tornou doutor em Filosofia na Universidade de Lovaina, na Bélgica.[1]

Foi Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, do Vaticano, professor Catedrático de Direito Público e Constitucional da Faculdade de Direito do Recife, onde também lecionou Direito Natural e Direito Romano, havendo sido ainda professor de Filosofia do Ginásio Provincial de Pernambuco, da mesma capital.

Souza também se dedicou ao jornalismo, fundando e dirigindo, na capital pernambucana, os jornais católicos A Esperança (1865-1867) e A União (1872-1873). Foi pai de José Soriano de Sousa Filho.[2]

Dentre seus principais críticos e rivais, estiveram os Professores Silvio Romero e Tobias Barreto. Como exemplo, é possível observar a obra "A philosofia no Brasil: ensaio crítico" (1878, de autoria de Silvio Romero), com a marcante presença de ironias contra algumas obras de José Soriano (Compendio de Philosophia, ordenado segundo os princípios e o methodo de S. Thomaz de Aquino, Recife, 1867; Lições de Philosophia Elementar, racional e moral, Paris, 1871; Considerações sobre a Igreja e o Estado, sob o ponto de vista jurídico, philosophico e religioso, Recife, 1874)[3]. As críticas decorrem principalmente da abordagem católica tomista defendida por José Soriano ao longo de sua vida. Além disso, fatores pessoais como disputas em concurso para o Ginásio Pernambucano também influenciaram as disputas.

É considerado um dos principais difusores do tomismo no meio jurídico no final do século XIX.

Seus restos mortais estão sepultados no Cemitério de Santo Amaro, em Recife.

Descendência[editar | editar código-fonte]

José Soriano teve dois filhos: José Soriano de Sousa Filho (ex-Ministro do STF e ex-Professor da Faculdade de Direito do Recife) e o desembargador Thomaz Soriano de Sousa. Todos juristas formados pela Faculdade de Direito do Recife.

Este último foi pai de José Soriano Neto, Antônio Soriano de Sousa e Thomaz Soriano Filho (que foi casado com a primeira mulher prefeita da América do Sul: Luiza Alzira Soriano).

Um de seus netos, José Soriano de Sousa Neto, também foi Professor da Faculdade de Direito do Recife e chegou a ser Diretor do Centro de Ciências Jurídicas entre 1954 e 1963, além de Vice-Reitor e Reitor da UFPE, tendo atuado como Catedrático de Direito Civil[4].

Obras do autor[editar | editar código-fonte]

  • Ensaio médico-legal sobre os ferimentos e outras ofensas físicas: com aplicação a legislação criminal pátria, seguido de algumas considerações sobre o infanticídio obra especialmente destinada ás autoridades criminais (1862);
  • Princípios Sociais e Políticos de Santo Agostinho (1866);
  • Princípios Sociais e Políticos de Santo Tomás de Aquino (1866);
  • Compêndio de Filosofia, ordenado segundo os princípios e métodos do Doutor Angélico, S. Tomás de Aquino (1867);
  • A religião do Estado e a liberdade de cultos (1867)
  • Lições de filosofia elementar, racional e moral (1871);
  • O Liberalismo nas Constituições e a Reforma Eleitoral (1873);
  • Carta ao Conselheiro Zacarias (1874);
  • Ensaio de Programa Para o Partido Católico (1874);
  • Considerações sobre a Igreja e o Estado, sob o ponto de vista jurídico, filosófico e religioso (1874);
  • Elementos de Filosofia do Direito (1880);
  • Apontamentos sobre Direito Constitucional (1883);
  • Pontos de Direito Romano (1884);
  • Projeto de Constituição para o Estado de Pernambuco (1890);
  • Princípios Gerais de Direito Público e Constitucional (1893);
  • Programa de Ensino da Primeira Cadeira da Primeira Série: Filosofia e História do Direito (1893);
  • Programa de ensino da Primeira Cadeira da Terceira Série: Filosofia e História do Direito (1894);
  • Programa de Ensino da Primeira Cadeira da Primeira Série: Filosofia e História do Direito (1895).

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) médico(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.