José Staneck

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José Staneck
Informação geral
Nome completo José Luiz Barroso Staneck
Nascimento 24 de janeiro de 1962 (59 anos)
Local de nascimento São Paulo, São Paulo
Brasil
Nacionalidade brasileiro
Gênero(s) MPB, jazz, clássica
Ocupação(ões) Gaitista

José Staneck (São Paulo, 24 de janeiro de 1962) é um gaitista brasileiro,[1] um dos mais conceituados instrumentistas de gaita,[2] com um estilo que mescla elementos da MPB, do jazz, e tanto da música de concerto.

Já atuou como solista em orquestras nacionais e internacionais.[2]


Críticas

"Outra boa surpresa do ano Villa-Lobos foi o Concerto para gaita que José Staneck interpretou magistralmente com a Sinfônica Brasileira: podia ser o nosso Concerto de Aranjuez". Luiz Paulo Horta - Jornal do Brasil, 1987 - Brasil .

“Versatilidade é o que mais se aplica ao gaitista José Staneck... É alguém que verdadeiramente conta em nosso meio artístico”. Carlos Dantas - Tribuna da Imprensa, 2004 - Brasil.

”José Staneck, nosso festejado virtuose da harmônica de boca deu provas de domínio virtuosístico e de apreciável soma de nuances. Expressivo resultado artístico”. Carlos Dantas - Tribuna da Imprensa, 2007 - Brasil.

Au coeur d'une salle de 140 places, le David Oïstrakh de l'harmonica, José Staneck joué la Romance en fa majeur et le premier mouvement de la Sonate "Le Printemps" de Beethoven. Toutes les notes, les ornaments, les traits sont reproduits á merveille sur ce petit bout de métal”. Olivier Bellamy - Le Mounde de la Musique, 2008 - França.


“...o duo Santoro apresenta-se com José Staneck, virtuose da gaita. Destaque do programa são Villa-Lobos e Gnattali”. Luiz Paulo Horta – Jornal O Globo, 2012 – Brasil.


“...A seguir tivemos a reposição de uma obra única no repertório musical de nosso país, o Concertino para Harmônica e Orquestra, de Radamés Gnattali dedicado ao famoso Edú da Gaita. Obra de brasilidade marcante, com direito a um show de virtuosismo do mestre do instrumento, José Staneck. Perfeitos os entrosamentos da orquestra e solista. Beleza, encantamento e sedução que arrebataram a plateia com vários bravos... Bravíssimo ao José Staneck, sempre um lutador valente e presente, no movimento artístico da nossa terra”. Lauro Gomes – musicaclassicabrasileira.com.br - 2016 - Brasil.


“...Finalmente no Domingo assisti a um concerto inusitado da OSESP na Sala São Paulo que tinha como peça principal um concerto de Villa-Lobos pra gaita de boca – sim, um concerto de orquestra pra gaita de boca escrito pelo Villa-Lobos. Foi extraordinária a performance de um exímio gaitista brasileiro – José Staneck, que executou brilhantemente o concerto. José Staneck é um craque na gaita! “. Zuza Homem de Melo – Transcrito do programa Final de Semana em São Paulo da Rádio Metrópole – Salvador, em 09/08/2017.


Written in 1955 for John Sebastian, the Harmonica Concerto runs a gamut of ideas: lyrical lines and mixed meters in its first movement; a sober, dirge-like theme in its second movement demonstrates the instrument’s impressively wide range; the finale is rhythmic and playful, with a big, mid-movement cadenza leading to a romping ending.

The present recording features the Brazilian harmonica player José Staneck and the São Paulo Symphony Orchestra (SPSO) led by Giancarlo Guerrero. Theirs is a spirited, touching performance. Staneck plays with a strong sense of phrasing and color, but also lots of heart – the slow central movement sings with great dignity. And the finale swells with carefree joy”.

Jonathan Blumhofer – The Arts Fuse, 2019 – EUA.


“Next in the CD is a fully mature work for harmonica and orchestra, given a jaw-dropping performance by the Brazilian harmonica virtuoso José Staneck, with Guerrero and his Paulistas keeping a low profile to allow the gentle harmonica to be up center throughout”. Rafael de Acha – All About Arts, 2020 – EUA.


“Em 2017, Guerrero comandou uma performance refinada do Concerto para harmônica de Villa-Lobos, na Sala São Paulo, e toda a magia daquela ocasião está reproduzida no CD da Naxos. Aqui, como fizera na apresentação ao vivo, José Staneck demonstra tremenda intimidade com a partitura, que soa como se tivesse sido escrita expressamente para ele. Puro deleite, que convida à audição repetida”. Irineu Franco Perpetuo – Revista Concerto, 2020 – Brasil.

Chamado de David Oïstrakh da harmônica pelo crítico francês Olivier Bellamy e comparado aos músicos Andrés Segovia e Mstislav Rostropovich por sua atuação no desenvolvimento e divulgação de seu instrumento pelo crítico Luiz Paulo Horta, José Staneck tem um estilo próprio onde elementos tanto da música de concerto quanto da música popular brasileira e do jazz se fundem a serviço de uma sonoridade e expressividade marcante.

        Estudou harmonia funcional com Isidoro Kutno, análise estética com o maestro e compositor H. J. Koeullreutter e interpretação com Nailson Simões. Em 2007, obteve o título de Mestre em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO.

Como diretor durante 15 anos da Musiarte Curso Integrado de Música, desenvolveu importante trabalho na área do ensino, e atualmente viabiliza um trabalho social de inclusão cultural, atendendo a comunidades carentes e projetos sociais, levando o ensino de música através da gaita para crianças em diversas locais do Brasil.

Atua com diferentes formações camerísticas, e já foi solista de diversas orquestras sinfônicas brasileiras e internacionais.

Em 2017, como parte das comemorações dos 130 anos de nascimento de Villa-Lobos, toca e grava o Concerto para Harmônica e Orquestra com a Orquestra Sinfônica de São Paulo – OSESP, sob a regência do maestro Giancarlo Guerrero.


He has been called the harmonica-David Oïstrakh by the french critic Olivier Bellamy, and has also been compared to the musicians Andrés Segovia and Mstislav Rostropovich, by the critic Luiz Paulo Horta, due to his performance in the development of his instrument. José Staneck develops an unique style, where the elements of Classical Music, Brazilian Music and Jazz, merge to create a remarkable sonority and expressiveness.

For 15 years, Jose Staneck worked as the director of Musiarte’s Integrated Course of Music, developing an important work in education, and now enables a work of social cultural inclusion, serving in social projects, bringing music education through the harmonica for children in various parts of Brazil.

He studied Function Harmony with Isidoro Kutno, Aesthetic Analysis with the conductor and composer H. J. Koeullreutter, Interpretation with Nailson Simões, and in 2007, he obtained his Master’s degree in Music by the Federal University of the State of Rio de Janeiro.

Works with different chamber groups, and was a soloist in various Brazilian and foreign orchestras.


Release

Chamado de David Oïstrakh da harmônica pelo crítico francês Oliver Bellamy e comparado aos músicos Andrés Segovia e Mstislav Rostropovich por sua atuação no desenvolvimento e divulgação de seu instrumento pelo crítico Luiz Paulo Horta, José Staneck tem um estilo próprio onde elementos tanto da música de concerto quanto da música popular brasileira e do jazz se fundem a serviço de uma sonoridade e expressividade marcante.

Estudou harmonia funcional com Isidoro Kutno, análise estética com o maestro e compositor H. J. Koeullreutter e interpretação com Nailson Simões. Em 2007, obteve o título de Mestre em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO.

Já lhe foram dedicadas algumas obras por importantes compositores brasileiros:

·       Dharma - H.J.Koeullreutter

·       Prelúdio e Barroca - Nivaldo Ornelas

·       Memória e Fado para Harmônica e Cordas - Egberto Gismonti

. Sonhos de Recife para Harmônica e Cordas - Egberto Gismonti

·       Concertino em 3 Movimentos para Gaita e Piano - Ricardo Szpilman

·       Concertino para Harmônica e Cordas - Beetholven Cunha

·       Brasiliana - Edino Krieger

·       Concerto Romântico para Gaita e Orquestra - Aloísio Didier sobre tema de Tom Jobim

·       Poema XV - Marlos Nobre

·       Roda de Gaita para orquestra - Yuri Popoff

·       Quatro Estações Brasileiras - Dimitri Cervo

·       Desertos - Sergio Roberto de Oliveira

·       Nó Cego - Neder Nassaro

·       Desencadear é Desprender o Preso, é Desatar o Atado - Caio Senna

·       Toccatina - Marcos Marcos Vieira Lucas

·       Arabescos - José Orlando Alves

·       Sobre Rosas - Alexandre Schubert

·       Sonata para Gaita e Violão – Guarda do Farol - Nestor De Hollanda Cavalcanti

·       Moderato Cantabile – Ronaldo Miranda

. Fantasia - Anderson Alves


Para cinema, participou da trilha sonora do filme “Uma vida de paixão” do cineasta Zelito Viana, sobre a vida de Villa-Lobos, ao lado da Orquestra Sinfônica Brasileira; "Os desafinados" de Walter Lima Jr. (preparando e dublando o ator Rodrigo Santoro); e do curta metragem "Nós somos um poema", de Sergio Sbragia e Beth Formaggini, sobre o encontro entre Pixinguinha e Vinicius de Moraes.

Atua com diferentes formações camerísticas e já foi solista de diversas orquestras sinfônicas nacionais e internacionais como: Sinfônica Brasileira, Petrobrás Sinfônica, Municipal do Rio de Janeiro, Paraíba, Bahia, Porto Alegre, Nacional, Recife, Curitiba, Goiás, Belém, Espírito Santo, Jovem de Caracas, Solistas de Londrina, Botucatu, OSUEL, Unisinos, Municipal de Jundiaí, Cesgranrio, Simon Bolivar e OSESP, sob a regência de maestros como Carlos Veiga, Yeruham Scharovsky (argentina), Silvio Barbato, Alceu Bocchino, Roberto Duarte, Norton Morozowicz, Helder Trefzger, Antonio Del Claro, Yuli Turovsky (Russia), Carlos Prazeres, Maurizio Colassanti (italia), Jean Reis, Isaac Karabtchevsky, Alastair Willis (Inglaterra), Alfredo Barros, Marcos Virmond, Evgueni Ratchev (Bulgária), Claudia Feres, Roberto Tibiriça, Eder Paolozzi, Daniel Guedes, Arthur Barbosa, Giancarlo Guerrero (Costa Rica), Marcelo Jardim, Emmanuele Baldini (Italia) e Stefan Geiger (Alemanha).

No final de 2004, gravou com a Orquestra Sinfônica Nacional de Lima - Peru, o “Concerto para harmônica e orquestra” de H. Villa-Lobos, num projeto produzido pela Embaixada Brasileira de Lima. Em 2007, interpreta pela primeira vez no Brasil a peça “Romance”, do compositor inglês Vaughan Williams originalmente escrita para harmônica, ao lado da orquestra I Musici de Montreal, sob a regência do maestro inglês Alastair Willis (Inglaterra), sendo convidado em seguida para uma série de concertos em Montreal, Canadá, ao final de 2008, sob a regência do maestro russo Yuli Turovsky (Russia).

Em 2006, lançou seu primeiro cd solo, “A Poética de Uma Harmônica Brasileira” com composições de Villa-Lobos, Radamés Gnattali, Guerra-Peixe e Nivaldo Ornelas, todas escritas originalmente para a harmônica, lançado pelo selo da Academia Brasileira de Música - ABM

Como coordenador do “Projeto Guerra-Peixe”, patrocinado pela Petrobrás Cultural, lançou em 2009 o CD “Tributo a Guerra-Peixe” ao lado do violoncelista Antônio Del Claro e do pianista Flávio Augusto, que incluiu também a catalogação da obra do mestre, disponível agora no endereço www.guerrapeixe.com.

Ao final de 2009 se apresenta no Festival Villa-Lobos em Caracas – Venezuela, junto a Sinfônica Juvenil de Caracas regido pelo maestro Isaac Karabtchevsky. Orquestra esta que integra o “El Sistema”, sistema de ensino de música clássica desenvolvido pelo maestro José Antonio Abreu.

Ao lado de Sheila Zagury (piano) e Ricardo Santoro (violoncelo) integra o Harmonitango, grupo formado para se dedicar exclusivamente a obra de Astor Piazzolla. Com o pianista Flávio Augusto forma um duo que trabalham um repertório bastante variado dentro da música de concerto brasileira e internacional.

Como diretor durante 15 anos da Musiarte Curso Integrado de Música, desenvolveu importante trabalho na área do ensino, e atualmente viabiliza um trabalho social de inclusão cultural, atendendo a comunidades carentes e projetos sociais (Segundo Turno Cultural - Prefeitura do Rio de Janeiro), levando o ensino de música através da gaita para crianças em diversas locais do Brasil.

Após ter sido o primeiro a tocar a composição Canção e Dança para Harmônica e Orquestra de Cordas de Radamés Gnattali, realiza em 2012 sua primeira gravação sob a regência do maestro Norton Morozowicz.

Em 2013 participa da 1ª audição mundial e gravação do DVD Contraponto 3 contendo a composição de Aluísio Didier – Concertino Romântico para Gaita e Orquestra – Sobre Tema de Jobim. Peça essa iniciada por Tom Jobim há quase 60 anos atrás desenvolvida e finalizada pelo autor.

Em 2014, consolida sua carreira com apresentações por todo o Brasil homenageando os grandes compositores Guerra-Peixe (100 anos) e Alberto Nepomuceno (150). Além disso é entrevistado no Programa da Jô e participa dos mais importantes festivais de música do Brasil com concertos para Orquestra Sinfônica, de Cordas e de Câmara.

Em 2015, dentre outras atividades, participa de alguns importantes concertos: mais uma vez ao lado do Maestro Isaac Karabtchevsky, com a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal-RJ, do concerto de abertura e festejos dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro no Theatro Municipal-RJ; sob a regência da Maestrina Claudia Feres com a Orquestra Municipal de Jundiaí e sob a batuta do Maestro Roberto Tibiriça executa o Concerto nº1 de Radamés Gnattali junto a Orquestra Simon Bolivar dentro da programação do Festival Villa-Lobos em Caracas, Venezuela.

Se dedica durante o ano de 2016 a homenagear o grande gaitista Edú da Gaita durante as comemorações de seu centenário, realizando o Concerto Nº1 de Radamés Gnattali a ele dedicado ao lado da Orquestra Sinfônica Cesgranrio sob a regência do maestro Eder Paolozzi e com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre – OSPA, sob a regência do maestro Arthur Barbosa.

Também junto a Sinfônica Cesgranrio promove a reestreia do Concerto nº 2 de Radamés Gnattali dedicado ao gaitista mineiro Aloísio Rocha na programação do Mimo Festival.

Realiza uma série de concertos em tournée por Portugal incluindo o Festival Dias da Música dentro da programação do Centro Cultural Belém – CCB em Lisboa, ao lado da Pianista Christina Margotto e do violoncelista Jed Barahal. Consolida seu trabalho ao lado do pianista e violoncelista cubano Yaniel Matos. Juntos com a pianista Cristina Couto Andreatti fazem uma série de concertos no interior de São Paulo homenageando Mario de Andrade através de sua influência no movimento musical modernista brasileiro.

Em 2017, além de lançar o CD de estreia do grupo Harmonitango em homenagem a Astor Piazzolla mesclando raridades e obras já consagradas do compositor, participa do Circuito BNDES Musica Brasilis, em concertos tendo como a temática a compositora Chiquinha Gonzaga e o francês Darius Milhaud enfatizando o período em que viveu no Brasil. Como parte das comemorações dos 130 anos de nascimento de Villa-Lobos, toca e grava o Concerto para Harmônica e Orquestra com a Orquestra Sinfônica de São Paulo – OSESP, sob a regência do maestro Giancarlo Guerrero (Costa Rica).

Em 2018 consolida sua versão autorizada para a composição da Brasiliana de Edino Krieger participando do concerto na Sala Cecília Meireles no Rio de Janeiro em homenagem aos seus 90 anos regido pelo maestro Roberto Duarte com a presença do autor.

Em Córdoba – Argentina, grava o Concerto nº 1 para Harmônica e Orquestra de Radamés Gnattali com a Orquestra Académica Juvenil del Teatro del Libertador San Martin sob a regência do maestro colombiano Hadrian Ávila Arzuza, com o patrocínio do Consulado Brasileiro.

Em tourneé pela europa participa do Festival de Música Espanhola de León, do Festival Sophia em Coimbra (Portugal) e Festival Peles em Guimarães (Portugal), além de participar do Encontro Internacional de Harmonicistas na mesma cidade, com apresentações em trio e com o Quarteto de Cordas da Orquestra Clássico do Centro de Coimbra.

Foi solista da música vencedora do Festival de Música Clássica da Rádio MEC 2018 com a música a ele dedicada – Concertino em 3 Movimentos para Gaita e Piano de Ricardo Szpilman.

Em 2019 lança dois CDs: Música para Cordas de André Mehmari interpretando “Música para Harmônica e Cordas”, sob a regência de Emmanuele Baldini (Italia), lançado pelo selo SESC Digital e o Concerto para Harmônica e Orquestra de Villa-Lobos gravado com a Orquestra Sinfônica de São Paulo – OSESP, sob a regência do maestro Giancarlo Guerrero (Costa Rica) pelo selo NAXOS.

Interpreta este mesmo concerto com a Orquestra Sinfônica do Parana sob a regência do maestro alemão Stefan Geiger.

Referências

  1. «Dados biográficos de José Staneck». dicionariompb.com.br. Consultado em 1 de fevereiro de 2015 
  2. a b «Jô Soares entrevista José Staneck e Lira Neto». Gshow.com. Programa do Jô. 22 de setembro de 2014. Consultado em 1 de fevereiro de 2015 
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