Juan Carlos Ramírez Abadía

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Juan Carlos Abadía
Abadía
Nome Juan Carlos Ramírez Abadía
Nascimento 16 de fevereiro de 1963 (52 anos)
Palmira, Colômbia
Nacionalidade Colômbia colombiano
Pseudônimo(s) Chupeta
Crime(s) Tráfico de drogas
formação de quadrilha
Lavagem de dinheiro
Pena 250 anos de prisão
Situação Complexo Prisional Federal (Estados Unidos)

Juan Carlos Ramírez Abadía, vulgo "Chupeta", (Palmira, 16 de fevereiro de 1963) era um megatraficante de drogas colombiano. Chegou a ser considerado pelo FBI como o segundo homem mais perigoso do mundo depois de Osama Bin Laden. É acusado de mais de trezentos assassinatos na América Latina e cerca de quinze nos Estados Unidos.

Ramírez está envolvido com tráfico de entorpecentes desde 1986, e é líder do importante cartel de drogas Valle del Norte, na Colômbia. Foi preso em março de 1996 e cumpriu quatro anos e três meses por enviar 30 toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

Conforme o governo dos Estados Unidos, o traficante movimentou mais de um bilhão de dólares em dez anos com o envio de, pelo menos, mil toneladas de cocaína para o mercado norte-americano.[1]

Captura e recompensa[editar | editar código-fonte]

No dia 7 de agosto de 2007, em operação sob o comando da Polícia Federal (PF), intitulada "Operação Farrapos", Juan Carlos Ramirez Abadía foi preso na Grande São Paulo, num luxuoso condomínio fechado em Aldeia da Serra. Em sua casa foram apreendidas uma coleção de relógios de grife e significativa quantia de dinheiro, Juan Carlos Ramirez Abadía, era procurado pela Drug Enforcement Administration (DEA), agência americana de controle de tráfico e lavagem de dinheiro. O governo americano oferecia uma recompensa de cinco milhões de dólares (cerca de 9,7 milhões de reais) pela captura do traficante. A direção da PF afirmou, porém, não aceitar o prêmio. O argumento foi de que o combate ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro é uma atribuição constitucional da Polícia Federal, e não pode, portanto, estar atrelada a interesses financeiros.[2]

O bilionário traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, o “Chupeta”, preso no Brasil, usava submarinos de 20 metros de comprimento para levar cocaína para os Estados Unidos. Pelo menos 40 embarcações, helicópteros e aeronaves envolvidas no tráfico foram apreendidas. Além disso, a quadrilha montada pelo colombiano tinha a intenção de criar uma empresa de táxi aéreo no Aeroporto do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. o objetivo era de facilitar o transporte de valores e dos integrantes do grupo.[3] O piloto ítalo-Brasileiro A.R.C. foi contratado pelo traficante por meio empresarial por conhecer plenamente a legislação aeronáutica brasileira, além de cidadão registrado no país com formação superior de Engenheiro Aeronáutico formado pelo ITA-SP. e ter exercido funções profissionais em várias Cias. Aéreas no mundo, sendo cabível a não fiscalização de seus vôos ou de destinos internacionais.[3] Pilotou para 32 países no mundo para o Colombiano e para o Cartel Valle del Norte. O aeroporto escolhido de fluxo intenso e controle rígido cabível, situado em São Paulo foi o Aeroporto de Congonhas e o Internacional de Cumbica, em Guarulhos.[3] O piloto A.R.C. graduado pela ANAC, nos processos de crimes e associação ao trafico internacional foi isentado plenamente pelo Colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia e de participação nas operações do Cartel Valle del Norte.[3] A.R.C. em sua defesa apresentou provas jurídicas cabíveis de sua não participação no trafico de drogas e de ser integrante do Cartel del Valle. [4] Livre das acusações criminais, com foro privilegiado e tempo indeterminado. [3] De volta ao convívio social e juridicamente confiável, o piloto restabeleceu residência em São Paulo e no Sul do Brasil, voltando a exercer suas atividades aeronáuticas civis no País e no Exterior. Em 13 de março de 2008, o Supremo Tribunal Federal brasileiro concedeu a extradição de Abadía para os Estados Unidos[4] , onde ele respondia a 15 processos, a pedido do próprio criminoso. Finalmente, em 22 de agosto de 2008, o traficante foi extraditado. Foi entregue às autoridades americanas do FBI na cidade de Manaus-AM, de onde partiu rumo aos EUA. Foi preso na penitenciária do Complexo Prisional Federal localizada no estado de Indiana, a cadeia considerada a prisão de segurança máxima mais tecnológica do mundo com câmeras de vigilância monitorando todo presídio em ângulo de 360 graus, com sensores de movimentos estrategicamente posicionados nos recintos, com uma tecnologia para reconhecimento de rostos e fechaduras auto-blocante biométricas para as celas dos presos.

Julgamento[editar | editar código-fonte]

No dia 1° de abril de 2008 foi condenado a 30 anos, 5 meses e 14 dias de prisão. Abadia, foi acusado por formação de quadrilha, associação ao tráfico, fugir da polícia americana, lavar dinheiro oriundo do tráfico e falsidade ideológica.[3] Ao ser deportado para os Estados Unidos, Abadia na soma de seus delitos deveria cumprir 250 anos na prisão.

Leilão[editar | editar código-fonte]

Em 2010, todos os seus bens disponíveis no Brasil foram leiloados, inclusive imóveis em S.Paulo, Recife, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, carros importados, joias, aeronaves, roupas, perfumes, chapéus, sapatos, lanchas, motos

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Barão da droga tinha bens no RS", Jornal Zero Hora, 8 de agosto de 2007
  2. "Encontrados mais de R$ 2,9 milhões". Jornal Zero Hora, 11 de agosto de 2007.
  3. a b c d e f http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u387991.shtml
  4. a b "Supremo concede extradição a megatraficante Abadía", Última Instância, 13 de março de 2008 [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]