Ken Saro-Wiwa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Ken Saro-Wiwa
Nascimento 10 de outubro de 1941
Bori
Morte 10 de novembro de 1995 (54 anos)
Port Harcourt
Sepultamento Cemitério de Port Harcourt, Port Harcourt
Cidadania Nigéria
Etnia Ogoni
Filho(s) Ken Wiwa
Alma mater Universidade de Ibadan
Ocupação escritor, poeta, roteirista
Prêmios Prêmio Bruno Kreisky, Goldman Environmental Prize, Prémio Nobel Alternativo
Empregador Moshood Abiola University
Movimento estético Ecologismo
Causa da morte enforcamento

Kenule "Ken" Beeson Saro-Wiwa (10 de outubro de 1941Port Harcourt, 10 de novembro de 1995) foi um escritor, produtor e ativista ambiental da Nigéria. Saro-Wiwa pertencia ao povo Ogoni, um grupo étnico minoritário nigeriano radicado no delta do Níger, e liderava - através do Movimento pela Sobrevivência do Povo Ogoni - uma campanha não-violenta contra a degradação ambiental das terras e das águas da região pelas petrolíferas transnacional, especialmente a Shell. Por conta de seu ativismo, ele acabou preso em 1994 a mando do regime militar de Sani Abacha, que vigorava então. Em um processo judicial considerado fraudulento, Saro-Wiwa foi condenado à morte e enforcado em 1995.[1][2][3] A execução gerou contestação internacional, de tal modo que a Nigéria foi suspensa da Commonwealth of Nations durante mais de 3 anos.

Em 2009 a empresa Shell, reconhecendo a sua implicação na morte do ativista e dos seus oito companheiros, também com ele enforcados, pagou 15,5 milhões de dólares às famílias das vítimas, esperando assim minimizar os efeitos negativos para sua imagem deste caso.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

  1. Shell indemniza por morte de activistas - BBC para a África, 9 de junho de 2009
  2. Shell paga US$ 15 milhões por direitos humanos na Nigéria - O Estado de S.Paulo, 09 de junho de 2009
  3. Movimento Ogoni satisfeito - Angola News, 9 de junho de 2009