Klebsiella pneumoniae

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaKlebsiella pneumoniae
Klebsiella pneumoniae
Klebsiella pneumoniae
Classificação científica
Domínio: Bacteria
Filo: Proteobacteria
Classe: Gammaproteobacteria
Ordem: Enterobacteriales
Família: Enterobacteriaceae
Género: Klebsiella
Espécie: K. pneumoniae
Nome binomial
Klebsiella pneumoniae
( Trevisan , 1887)
Wikispecies
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Klebsiella pneumoniae é uma espécie de bactéria gram-negativa, encapsulada, anaeróbia facultativa em forma de bastonete. É o mais importante membro do género Klebsiella e importante membro da Família das Enterobactérias.

Pode causar pneumonia embora seja mais comum a sua implicação em infecções hospitalares (aparelho urinário e feridas), em particular em doente imunologicamente deprimidos como portadores do vírus HIV/AIDS.

O nome Klebsiella advém do bacteriologista alemão Edwin Klebs.


Esteatose hepática[editar | editar código-fonte]

Segundo um estudo chinês a presença da Klebsiella pneumoniae no intestino pode ser responsável pela ocorrência de esteatose hepática (infiltração de gordura no fígado), devido ao seu metabolismo que transforma os carboidratos ingeridos em álcool.[1]

Surtos[editar | editar código-fonte]

A Klebsiella pneumoniae está em crescimento em Portugal e noutros países da Europa provocando variados tipos de infecções graves com dificuldade de tratamento, pelo facto desta bactéria ser resistente a vários antibióticos, propagando-se com facilidade e provocando surtos.[2]

O aumento da infecção por esta bactéria deve-se “ao uso elevado de antibióticos, à livre circulação de pessoas que podem ser transportadoras dessas bactérias e também por haver alguma quebra das medidas básicas de controlo da infecção”.[2]

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Para evitar a disseminação de infecções por Klebsiella entre pacientes, o pessoal de saúde deve seguir as precauções específicas de controle de infecção[3] que pode incluir estrita adesão à higiene das mãos (de preferência usando uma fricção à mão à base de álcool (60-90%) ou sabão e água se as mãos estiverem visivelmente sujas.[4] A vacina é outra opção.[5]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jing Yuan (19 de setembro de 2019). «Fatty Liver Disease Caused by High-Alcohol-Producing Klebsiella pneumoniae». Cell Metabolism. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  2. a b Ana Maia e Margarida David Cardoso, "Infecções pós-cirurgia estão a diminuir em Portugal", Público (jornal), 20 de Novembro de 2018, [1]
  3. «Guideline for Isolation Precautions: Preventing Transmission of Infectious Agents in Healthcare Settings 2007». Centers for Disease Control and Prevention   Este artigo incorpora texto desta fonte, que está no domínio público.
  4. «Guidance : Infection Prevention and Control Measures for Healthcare Workers in All Healthcare Settings» (PDF). Phac-aspc.gc.ca. Consultado em 25 de outubro de 2017 
  5. «Scientists produced effective vaccine against Klebsiella pneumoniae». Tech Explorist (em inglês). 28 de agosto de 2019. Consultado em 28 de agosto de 2019