L'Orfeo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

"L'orfeo favola in musica" é o mais antigo exemplo de síntese bem sucedido do que define a ópera: Libreto, musica, cenários e intepretação dramática de mais do que um personagem. Foi composta em 1607 e lançada no dia 24 de fevereiro do mesmo ano no Palazzo Ducale, Mântua. O libretista da obra foi Alessandro Striggio Filho, que baseou o libreto em Eurídice (1600), de Ottavio Rinuccini. Começando em um ambiente gracioso, passa pela dor e desespero para mergulhar até o Inferno. Atravessa o trauma e a dor, louvor e lamento. Por fim, imortalizando Orfeo, Monteverdi inaugura um estilo musical que continua alimentando paixões arrebatadoras até hoje.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Orfeu (Usou sua linda voz e sua música para resgatar sua amada no Hades) tenor
Eurídice (foi picada por uma serpente e foi para o Tártaro. Orfeu tenta resgatá-la) soprano
Apollo (pai de Orfeu) barítono
Plutão (rei do Hades e deus do submundo) baixo
Proserpina (rainha do Hades e esposa de Plutão) soprano
O Espírito da Música (canta somente no prólogo) soprano
Caronte (protetor da entrada do Hades) baixo
Silvia (uma mensageira) soprano
Esperança soprano

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Óperas de Claudio Monteverdi
Monteverdi.jpg

L'Orfeo (1607)

L'Arianna (1608)

Il ritorno d'Ulisse in patria (1640)

L'Incoronazione di Poppea (1642)

A ópera baseia-se no antigo mito helénico de Orfeu, que tenta resgatar sua amada Eurídice no Hades, onde governa [Plutão ]].

[editar | editar código-fonte]

O "Espírito da Música" explica o poder da música, e especificamente o poder de Orfeu, cuja música é tão poderosa que é capaz de mudar a atitude dos próprios deuses.

Ato I[editar | editar código-fonte]

Orfeu e Eurídice comemoram a chegada do dia do casamento

Ato II[editar | editar código-fonte]

Orfeu recebe a terrível notícia de que Eurídice havia morrido com a picada de uma serpente, decidindo ir até o Hades para poder resgatar a sua amada. Ele fala como a felicidade humana é passageira. O coro final termina com um lamento fúnebre.

Ato III[editar | editar código-fonte]

Esperança acompanha Orfeu à entrada do Tártaro. Orfeu encontra Caronte, o guardião do Hades e barqueiro do rio Estige, que o atravessa após ouvir uma canção pungente e emocionada de sua lira.  A canção da lira também adormece Cérbero, o cão de três cabeças guardião dos portões do Hades permitindo que Orfeu passe por ele.

Ato IV[editar | editar código-fonte]

Prosérpina, a rainha do Hades e esposa de Plutão, é comovida pela música de Orfeu e, com isso, Plutão, rei do Hades, deixa Eurídice ir. Mas Plutão só a libera com uma condição: que Orfeu não olhe para trás onde segue Eurídice. Plutão libera a amada de Orfeu. Assim Orfeu e sua amada Eurídice se retiram do Hades, para irem para a Terra, mas num momento de fraqueza humana, Orfeu olha para trás e vê o ombro de Eurídice. Então, sem tempo para começar a olhar o rosto de Eurídice, ela é fulminada e volta como fantasma para o Hades.

Ato V[editar | editar código-fonte]

Orfeu é consumido pela dor, e Apollo, o seu pai, vem do céu para levar seu filho, onde lá ele poderá ver para sempre a imagem de Eurídice no céu, formada pelas estrelas.

Orquestração[editar | editar código-fonte]

Apesar da orquestração aqui apresentada, geralmente a instrumentação varia entre fontes (livros, manuscritos), e também varia com o seu executante.

Características[editar | editar código-fonte]

A obra começa com uma Toccata, exclusivamente intrumental, que adota um conjunto orquestral variado. Segue-se um prólogo que tem como fim, ao contrário do prólogo francês, captar a atenção do público e contrapor forças, como as qualidades e defeitos do ser humano. Contém 5 atos bem definidos a nível musical e ritornellos (interlúdios orquestrais que unificam a ação). Os coros (representam figurantes, como ninfas e pastores) realizam comentários à ação. Alterna árias, recitativos e arioso (invenção de Monteverdi que fica entre o recitativo e a ária). Uma obra que mostra a passagem do modalismo para a tonalidade, onde o baixo-contínuo é usado constantemente e o texto é soberano da música.

Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde dezembro de 2009).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.