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LNB

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Um LNB, presente nas ponteiras das antenas parabólicas.

Um LNB (sigla inglesa para Low-noise block converter, numa tradução livre: "conversor de baixo ruído") é um equipamento encontrado em antenas parabólicas usado para a recepção de sinais de satélites emitidos na faixa de frequência das micro-ondas do espectro das ondas electromagnéticas, geralmente em duas bandas, Banda C e Banda Ku.

O LNB capta o sinal e faz uma redução de sua frequência para ser injectado no cabo coaxial que está ligado ao receptor, geralmente a faixa de frequência usado é a da chamada Banda L correspondente à frequência em Banda C e/ou Banda Ku.

O princípio que rege o funcionamento eletrônico de um LNB é o do super-heteródino.

LNBF (Low-noise Block Converter "Feed Horn")

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Um LNB cortado ao meio.

É um tipo de LNB (abreviação de Low Noise Block-downconverter Feed (ou Bloco de Conversão de Baixo Ruído com Alimentador)) capaz de seleccionar a localização dos satélites e a codificação dos canais recebidos através duma variação na sua tensão de alimentação, não sendo, assim, necessário o uso de um pólo-rotor, que gerava problemas.[carece de fontes?] É o equipamento que converte o sinal eletromagnético recebido do satélite pela antena em um sinal elétrico a fim de que possa ser interpretado pelo receptor.

É um LNB com o "Feed Horn" (alimentador ou iluminador) integrado. Muitas vezes o "F" é omitido, como o LNB Ku, apesar de o alimentador estar integrado, não é comum denominar-se LNBF Ku.

Sua função é a de receber o sinal concentrado pela antena, transformá-lo em sinais elétricos, alterar a frequência da portadora do sinal e amplificá-lo para envio ao receptor conectado. O valor em frequência desta portadora varia com a banda de transmissão do sinal, sendo de 5,15 ou 5,75 GHz para Banda C e 9,75 ou 10,6 GHz para Banda Ku, e a este valor às vezes é dado o nome de OL ou LO (Oscilador Local ou Local Oscilator). As frequências dos sinais que podem ser recebidas nos receptores também devem corresponder à Banda L - estar entre 950 e 2150 Mhz.

Histórico [1]

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  • Os primeiros sistemas de televisão por satélite domésticos surgiram na década de 1970, com LNBs relativamente grandes, operando apenas em Banda C.
  • Com a popularização dos serviços de TV digital e internet via satélite nos anos 1990 e 2000, surgiram os LNBs Ku e Ka, menores e mais eficientes.
  • Hoje, LNBs são amplamente utilizados em serviços de TV por assinatura (como DirecTV, Sky, Claro TV) e também em sistemas de comunicação de dados via satélite (VSAT).

Tipos de LNB[1]

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  • LNB Banda C: Usado principalmente em antenas parabólicas grandes, comuns em áreas rurais do Brasil. Trabalha em frequências de 3,7 a 4,2 GHz.
  • LNB Banda Ku: Mais compacto, usado em antenas menores (60–90 cm). Frequências entre 10,7 e 12,75 GHz.
  • LNB Banda Ka: Empregado em serviços modernos de internet via satélite, com frequências acima de 18 GHz.
  • LNBF (Low-noise block downconverter feed): Versão que integra o alimentador (feed horn) ao próprio LNB, eliminando a necessidade de um sistema de rotação da antena. A troca de polarização (vertical/horizontal) é feita variando a tensão elétrica (geralmente 13 V ou 18 V).

Funcionamento [1]

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O LNB utiliza um Oscilador Local (LO) para gerar sinais de referência que reduzem a frequência recebida.

  • Para Banda C, a frequência típica do LO é 5,15 ou 5,75 GHz.
  • Para Banda Ku, os valores usuais são 9,75 ou 10,6 GHz.

O sinal convertido chega ao receptor dentro da faixa de 950 a 2150 MHz, conhecida como Banda L, compatível com cabos coaxiais comuns.

Aplicações[1]

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  • Televisão por satélite: recepção de sinais digitais de TV em DTH (Direct-to-Home).
  • Internet via satélite: usada em áreas remotas ou sem cobertura de fibra/4G.
  • Comunicações militares e aeronáuticas: em sistemas de rastreamento e satcom.
  • Pesquisa científica: em observatórios de rádio-astronomia, adaptando antenas para recepção de sinais fracos do espaço.

Limitações e evolução[1]

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  • Ruído: apesar de sua função de baixo ruído, o desempenho do LNB depende da temperatura de ruído do dispositivo, medida em Kelvin (K). Quanto menor, melhor a qualidade do sinal.
  • Desgaste: LNBs expostos ao tempo podem perder eficiência devido à oxidação e infiltração de água.
  • Novas gerações: estão em desenvolvimento LNBs com maior eficiência energética, integrados a antenas inteligentes (smart LNBs), capazes de multiplexar serviços de TV, internet e telefonia via satélite.

Ver também

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  1. a b c d e «LNB: What is satellite LNB? How does it work?». www.satsig.net. Consultado em 13 de setembro de 2025