Lagoa da Pampulha

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Lagoa da Pampulha
Igreja de São Francisco de Assis às margens da Lagoa da Pampulha
Localização
Coordenadas 19° 51′ S 43° 58′ W
País  Brasil
Localidades mais próximas Belo Horizonte
Características
Tipo lago artificial
Perímetro * 18 km
* Os valores do perímetro, área e volume podem ser imprecisos devido às estimativas envolvidas, podendo não estar normalizadas.

A Lagoa da Pampulha é uma lagoa situada na região da Pampulha no município de Belo Horizonte no Estado de Minas Gerais. Faz parte de um complexo com outras atrações turísticas e foi projetada por Oscar Niemeyer durante a gestão de Juscelino Kubitschek à frente da prefeitura de Belo Horizonte.

Entre outras atrações turísticas estão o Parque Promotor Lins do Rego, o Jardim Botânico, o Jardim Zoológico de Belo Horizonte, O Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), o Ginásio Mineirinho, o Parque Guanabara, a Igreja de São Francisco de Assis e o Museu de Arte da Pampulha, entre muitos outros pontos turísticos, além de lindas casas.

A construção da Pampulha, apesar de não ter sido ideia original de Juscelino Kubitschek, mas do prefeito anterior, Otacílio Negrão de Lima, ultrapassou o projeto inicial ao adquirir maior suntuosidade: um complexo arquitetônico, criado por Oscar Niemeyer, que se tornou marco artístico internacional, demonstrando a capacidade de JK de conciliar ideias antigas com seu dinamismo e espírito empreendedor. O entretenimento era incorporado ao cotidiano da cidade, que, ao frequentar o Cassino e a Casa do Baile, desfrutava de ambiente luxuoso.

A lagoa da Pampulha também é palco de grandes eventos esportivos como a Volta Internacional da Pampulha, entre outras competições nacionais e internacionais. Em 2010 recebeu um desfile da Disney World com personagens da Disney.[1]

Contorno da lagoa e principais pontos turísticos.
Vista aérea da lagoa e do aeroporto da Pampulha.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1936, o prefeito de Belo Horizonte, Otacílio Negrão de Lima, iniciou o represamento do ribeirão Pampulha, objetivando a construção de uma lagoa, cuja finalidade seria amortecer enchentes e contribuir para o abastecimento da capital. A obra foi completada em 1943 na gestão de seu sucessor, Juscelino Kubitschek. Em seus planos de modernização da cidade, JK aproveitou a lagoa para construir um projeto arquitetônico mundialmente famoso, desenhado por Oscar Niemeyer.[2] Mais tarde a orla da Pampulha foi cercada por uma imensa estrutura de lazer, como o estádio Mineirão, o ginásio Mineirinho, o Zoológico de Belo Horizonte, o Centro de Preparação Equestre da Lagoa e pistas para ciclismo e caminhada.[3]

Revitalização[editar | editar código-fonte]

A lagoa da Pampulha já foi área de lazer, sendo frequentada por banhistas, desportistas e famílias, até os anos 1980, quando a começou a ser poluída pelos córregos e fábricas do seu entorno.

Nos anos de 1979 e 1996 foram realizadas obras de dragagem de sedimentos que causaram a perda de grande parte do espelho d'água original da lagoa, já que o gigantesco montante de sedimentos foi apenas remanejado no interior do reservatório, formando uma ilha na região de desembocadura dos córregos Ressaca e Sarandi, sobre a qual foi inaugurada, já década de 2000, o Parque Ecológico Promotor Francisco Lins do Rego.[4]

Em julho de 2001, a prefeitura passou a realizar diversas obras de recuperação da Lagoa e entorno. Em 2002, foi inaugurado um vertedouro de Tratamento das Águas dos Córregos Ressaca e Sarandi, construído em parceria com a Copasa.[5] Havia a intenção de completar a recuperação até a Copa do Mundo FIFA de 2014,[6] mas a revitalização encontra entraves principalmente envolvendo os córregos que abastecem a lagoa: o Córrego Xangrilá recebe esgoto do bairro homônimo por falta de uma rede adequada, e uma grande ocupação de 3,9 mil famílias em Contagem despeja seu lixo no Córrego Sarandi.[7]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A bacia hidrográfica da lagoa da Pampulha faz parte da bacia do rio das Velhas, o qual desemboca no rio São Francisco. Possui área de 97,91 km², dividida entre os municípios de Belo Horizonte e Contagem.

Os principais afluentes do ribeirão Pampulha, onde foi construído o reservatório, são os córregos Sarandi e Ressaca. A profundidade máxima medida na lagoa da Pampulha em 2007 foi de 16,17 m, nas proximidades da barragem.[4]

Verticalização[editar | editar código-fonte]

Em 2008 passou a ser discutido um projeto de lei de verticalização da região, permitindo a construção de prédios em torno da orla do lago.[8] O projeto, no entanto, não teve aceitação popular[9] e em 2010 vereadores vetaram a verticalização perante a nova lei de uso e ocupação do solo da cidade aprovada pela Câmara Municipal.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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