Louis Le Vau

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Louis Le Vau
Nascimento 1612
Paris
Morte 11 de outubro de 1670 (58 anos)
Paris
Cidadania França
Irmão(s) François Le Vau
Ocupação arquiteto, artista
Magnum opus Castelo de Meudon, Palácio de Versalhes, Castelo de Vaux-le-Vicomte

Louis Le Vau (Leveau escrito corretamente) (1612 - 1670) foi um arquitecto francês, contemporâneo dos Mansart (François e Jules Hardouin) e de Jacques Lemercier. Não se deve confundir com o seu irmão François Le Vau, arquitecto da igreja de Saint-Louis-en-L’ile, em Paris.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Luis Le Vau foi um dos criadores do classicismo francês, o chamado estilo Luis XIV, que soube combinar extraordinariamente com o Barroco. Criou um estilo que se destaca pela simplicidade das construções e elegância da decoração. A sua obra mais importante foi o Palácio de Vaux-le-Vicomte. Um pequeno palácio construído num bosque, com um grande jardim e vários jogos de água.

É uma construção que contempla uma construção unitária entre a edificação, os jardins e o bosque. O Palácio que foi construído para o Duque Nicolas Fouquet superintendente das finanças, foi entregue a Le Vou, as pinturas a le Brun e os jardins a Le Notre.

Le Vau, trabalhou na ampliação do Palácio do Louvre num projecto absolutamente clássico, quase num estilo neo-clássico. Le Vau formou equipe com o pintor Le Brun e com o matemático e arquitecto Perrault. A fachada do edifico é de traçado completamente clássico. O único elemento que pode ser considerado barroco é o jogo de luzes e sombras que se produz no varandim.

A arquitectura desenvolve-se a partir de um frontão, com colunas coríntias ninhadas e com grande fundação. Não deixa contudo de ser uma fachada de grande beleza, sensibilidade e simplicidade. O friso é absolutamente limpo. Esta é uma arquitectura inspirada nos templos romanos, uma fachada muito horizontal.

Luís XIV ordenou a construção do Palácio de Versalhes. Versalhes foi em tempos uma vila sem importância, a poucos quilómetros a oeste de Paris. A construção começou quando ainda não estava terminado o Louvre.

O arquiteto Louis Le Vau, que construiu o Louvre e as Tulherias, foi o encarregado das obras da primeira etapa, sendo ajudado pelo pintor Charles Le Brun (1619-1690), responsável pela decoração, e por André Le Nôtre (1613-1700), o jardineiro que criou os “jardins à francesa”, caracterizados pelas perspectivas a perder de vista, pelos lagos e repuxos. Le Brum foi contratado para fazer os jardins e levar água para Versalhes.

O Palácio de Vaux-le-Vicomte, estava na precedência desta visão real. Em Versalhes todo o conjunto palacial devia constituir um todo, uma característica tipicamente barroca, que privilegia o sacrifício das partes ao todo, isto é, cada artista tem de trabalhar em função do projecto enquanto unidade total.

Jean Baptiste de la Quintinie foi o horticultor do Palácio.